Archive for December, 2013

O horizonte é feito de… horizontes!

Wednesday, December 18th, 2013

Quando você presta a última prova de um exame vestibular, por certo o faz com muitas esperanças de obter a tão sonhada vaga. De fato, os exames vestibulares em qualquer país representam um grande ponto de chegada e ao mesmo tempo de partida: de chegada, porque correspondem a anos e anos de esforços e sacrifícios para estar adequadamente preparado; de partida, porque, à semelhança de todos os eventos da vida, não se encerram em si mesmos como pontos finais, mas, ao contrário, marcam sempre o recomeço de um novo horizonte de conquistas. Até mesmo a morte, que muitas pessoas consideram o evento final, pode ser apenas o início, segundo afirmam todas as religiões, de novas formas e planos de existência.

Felizmente, o ingresso na universidade, no Brasil, não está limitado a uma só instituição e a um só momento, que poderia ser grandioso, em caso de aprovação, e catastrófico, em caso contrário. Na verdade, um vestibulando, por necessidade e pela variedade da oferta, pode prestar a cada ano diversos exames em diversas universidades, o que abre uma perspectiva muito maior de acesso ao ensino superior. Assim, quando você encerra um exame, já tem em andamento outros e talvez mais à frente ainda vá iniciar alguns outros, para que em pelo menos uma das instituições possa obter a aprovação almejada. Melhor assim, e melhor ainda do que em muitos países, em que a obtenção da vaga não está condicionada apenas ao mérito, mas ao pagamento antecipado de anuidades pelos pais ou responsáveis. E os abnegados pais começam a fazer sacrifícios desde que o filho nasce para, quando atingir a idade universitária, poderem contar com as grandes quantias necessárias para o ingresso e a sequência no curso. Se não conseguirem…

Melhor aqui no Brasil, em que o candidato depende de apenas uma pessoa — dele mesmo — para obter a vaga por merecimento. Que seja este mais um motivo para amarmos nosso país e procurarmos, depois de formados, dar nossa contribuição para que seja cada vez mais um país de liberdade, de oportunidades, de respeito aos direitos humanos, de reconhecimento dos méritos individuais e de democracia verdadeira.

Por tudo isso, terminados os seus exames, relaxe. Você se esforçou, fez tudo o que era possível para atingir sua meta. E vai atingi-la, seguramente. À sua frente está sua conquista, seu futuro, seu horizonte feito de horizontes.

 

É hora de acertar em tudo!

Wednesday, December 11th, 2013

Não, o título deste artigo não está errado. É hora de acertar em tudo mesmo, embora não seja necessariamente hora de acertar tudo. Numa prova de vestibular ou de outros concursos, acertar tudo é um evento raro. É possível e até comum, todavia, acertar em tudo o que se faz para realizar uma ótima prova. Como?

Juntamente com suas preocupações sobre os conteúdos que poderão ou não originar perguntas nas provas acrescente mais um cuidado: o de evitar que algumas ações possam perturbar a clareza das respostas que você dará em sua prova discursiva. Observe atitudes importantes a assumir em cada prova.

Primeiro – Lembre-se de que suas respostas, na medida em que corresponderem ao solicitado nas perguntas, estarão perfeitamente adequadas. Ao responder, não é preciso demonstrar que se tem conhecimento, mas tão somente demonstrar conhecimento.

Segundo – Detalhe importantíssimo: escreva com grafia clara. Nada de pressa nem de garranchos. Não leve em conta aquela história de que a caligrafia representa a personalidade e que a pessoa pode, por isso, escrever do jeito que quer. Um sambista diria que isso é conversa de botequim, que não deve ser levada a sério. Numa prova discursiva, a clareza da grafia é fundamental. Como disse certo professor, o importante não é ter letra bonita, é ter letra clara, fácil de ser lida. Você sabe que isso é vital numa prova discursiva e numa redação, não sabe?

Terceiro – Muita atenção para os detalhes aparentemente desprezíveis que não são nada desprezíveis: inicia-se período sempre com letra maiúscula na primeira palavra; parágrafo deve ser iniciado com um afastamento de sua primeira linha em relação à margem  esquerda, justamente para caracterizar que se trata de parágrafo. Estas duas observações valem tanto para a prova de redação como para as respostas a questões discursivas.

Quarto – O sistema de pontuação não foi criado para ornamentar o texto, mas para possibilitar leitura e compreensão adequadas. Se você, por exemplo, esquecer de colocar o ponto final num período e iniciar o próximo período com letra minúscula, poderá criar uma frase-monstrengo que ninguém entenderá. Esse tipo de cuidado é inteiramente de sua responsabilidade: as bancas de correção se destinam a avaliar seu texto, não a reconstruí-lo.

Quinto – Não deixe de reler cada questão até entender perfeitamente o que está sendo solicitado como resposta. Faça o mesmo com respeito à proposta de redação. Uma leitura inadequada das questões pode conduzi-lo a fornecer respostas equivocadas. E uma interpretação errada da proposta de redação pode levá-lo a construir um belo texto, mas completamente alheio ao tema.

Quanto ao mais, é claro que você está preparado e consciente do quanto pode alcançar em termos de resultado final.

Boas provas!

 

 

Passando o pente-fino

Wednesday, December 4th, 2013

Você, por certo, ao comprar um objeto, seja para uso pessoal, seja para dar como presente, passa às vezes por decepções: o objeto está lindo, é exatamente aquilo que você queria encontrar. De repente, quando já está pondo a mão no bolso, observa um arranhãozinho aqui, uma manchinha ali, pequenos defeitos que não estragam o objeto, mas, infelizmente, tiram um pouco de sua satisfação ao pensar em adquiri-lo. Se for apenas para uso pessoal, algo que você não mostrará a mais ninguém, talvez ignore os defeitos e faça a compra. Porém, se for algo que seus amigos ou amigas vão também ver, a coisa muda de figura, você sabe que sempre haverá alguém para notar e anotar: Opa! mas há um arranhãozinho aqui! e uma manchinha ali! Claro que não quer passar por esse vexame, e muito menos pelo de escolher o objeto para presente, sabendo que o presenteado acabará percebendo os defeitos e não ficará muito feliz com isso.

Considere, agora, que tudo o que se disse no parágrafo anterior é uma alegoria de sua prova discursiva e de sua prova de redação. Neste caso, você é o produtor dos objetos e quer fazer o melhor possível para que não apresentem o menor defeito. Do outro lado, não haverá um “comprador” de sua prova, mas um profissional especializado em fazer uma leitura crítica ampla e justa. Todas as virtudes do objeto “prova” serão consideradas, assim como os defeitos maiores ou menores, para que, ao final, seja levada a efeito uma avaliação da qualidade que apresenta.

Você já ouviu alguns colegas dizerem que um errinho aqui ou ali não faz muita diferença, que o importante é o todo da resposta discursiva e o todo da redação. Há alguma verdade nessa afirmação, mas não toda a verdade. O objetivo dominante de uma prova é buscar não cometer erros de nenhuma espécie. Além do mais, a avaliação do que seja um pequeno ou grande erro, dentro do contexto da prova, não é de quem a presta, mas de quem a corrige. Por isso, todo cuidado será necessário para não ficar a reboque do julgamento do corretor.

Tudo o que ficou dito nos parágrafos anteriores tem como objetivo alertá-lo para não deixar, em seus exames discursivos, aqueles erros que se cometem por pura distração e aos quais não se costuma dar muita importância. Os professores, por exemplo, ao longo dos ensinos fundamental e médio, insistem incansavelmente em corrigir as distrações de alguns estudantes quando escrevem, por exemplo, “análize”, “analizar” com “z”, em vez das formas corretas com “s”: análise e analisar. É curioso, a este respeito, que, quanto mais determinados se tornam os professores em corrigir tais erros de ortografia, mais teimosos parecem certos alunos em cometê-los. E o pior é que os cochilos não se limitam a esses dois vocábulos, pois sempre há quem escreva “catálize, eletrólize, fraze, faze” em lugar das formas corretas com “s”: catálise, eletrólise, frase, fase. Evidentemente, estes são apenas poucos exemplos entre os muitos que deixam os professores preocupados, ainda mais porque certos alunos parecem ter consciência de estar escrevendo com erros e não tomam a iniciativa de mudar.

Você talvez não costuma cometer lapsos como os exemplificados. Mesmo assim, este artigo representa um alerta para que faça uma observação meticulosa das suas redações e das respostas discursivas que seus professores corrigiram, para verificar se não se repetem outros cochilos ortográficos, como também empregos impróprios de vocábulos, de conectivos, de vírgulas (as vírgulas são um perigo, não é!), de paragrafação, etc.

Percebeu? Como costuma dizer o povo, em sua grande sabedoria acumulada ao longo dos séculos, é bom passar o pente-fino em sua habilidade de escrever, para tornar aquilo que já é bom em algo ainda melhor. É mais um passo para a aprovação final.