Archive for September, 2013

Nervoso, por quê?

Friday, September 20th, 2013

Agora que se aproxima o vestibular de 2014, você por certo está cheio de objetivos: aumentar a intensidade do estudo, recapitular os pontos em que se sente ainda fraco, consultar colegas e professores para ver se aprende certos conteúdos que nunca chegou a entender direito, exercitar-se em simulados na escola e na rede, etc., etc. Um dos aspectos que pode preocupá-lo, sobretudo se está em seu primeiro vestibular, é o do chamado “nervosismo”: você tem receio de que o atrapalhe na hora dos exames. Aquela velha história de que “deu um branco, porque eu estava nervoso.”

É muito interessante focalizar esse aspecto num blogue sobre vestibular. Parece que em nossa cultura o nervosismo foi colocado como uma espécie de demônio sempre alerta para atrapalhar as pessoas em momentos decisivos. Verdade? Nem tanto assim. Trata-se apenas de um estado de tensão bastante natural, que todos experimentamos em situações de decisão ou de demonstração de competência para determinada tarefa ou emprego. A mania que temos de exagerar as coisas, porém, muitas vezes, nos leva a fazer do estar nervoso ao mesmo tempo um perigo e uma desculpa, atribuindo-lhe influência em erros e equívocos que nem sempre tem. Essa atitude não é exclusiva dos vestibulandos, está em todas as camadas sociais e em todas as atividades. Os atletas frequentemente justificam suas derrotas como resultados de excesso de nervosismo; os jogadores de futebol não raro explicam um desempenho ruim na partida toda como consequência do mesmo estado de espírito; os namorados, ao fazer as pazes, consideram as palavras descorteses que disseram um ao outro como produtos de nervos abalados. De monstro assustador, assim, o nervosismo se transforma em verdadeiro saco de pancadas, o culpado predileto de todas as nossas más ações, enganos, erros e reveses. Muito confortável, não?

No caso dos exames vestibulares, é preciso tomar cuidado em dobro com esse componente. Em vez de temê-lo, você deve dominá-lo, o que não é muito difícil a partir de uma avaliação bastante realista de suas possibilidades: você sabe o quanto estudou, o quanto está preparado; e conhece também seus pontos fracos nesta ou naquela disciplina. Torce para que caiam mais questões sobre o que sabe, e isso provavelmente irá acontecer, porque as provas de vestibulares buscam ser bastante abrangentes. Por esse lado, não há o que temer. Você sabe, também, que ficará um pouco tenso nos momentos de provas, porque isso é perfeitamente natural, porque todos os que prestam exames também experimentam a tensão, que é aliás um componente bastante positivo de nossas ações na vida, pois refina nossa percepção e nos torna bem mais atentos do que no dia a dia.

Percebeu? Não use mais a palavra “nervosismo”, para que não lhe traga à mente seus conteúdos negativos. Canalize sua tensão para deixá-lo inteiramente focado em cada prova que faz, para auxiliá-lo a não perder detalhes dos enunciados, para rever suas respostas em busca de lapsos e cochilos. Em resumo: torne-a um instrumento auxiliar para melhor desempenho em sua prova e, no futuro, em toda a sua vida. Passe a considerá-la, a partir deste momento, sob esse prisma positivo e otimista.

Entendeu? Essa é a receita de que falam todos aqueles que apresentam bom desempenho em exames vestibulares e concursos em geral: transformar tensão em atenção. É assim que fazem todos os vencedores.

 

Erros de leitura. Elimine o acaso

Friday, September 13th, 2013

Uma das queixas mais comuns dos candidatos a exames vestibulares e concursos em geral é a de não ter entendido bem algumas das questões e, por vezes, a própria proposta de redação. Você já deve ter passado por isso ao longo de sua vida escolar. Todos passam. O problema é que, usualmente, acabamos optando pela explicação mais fácil e confortável: A questão estava mal elaborada!

Estava mesmo? Suponha, por um instante, que não estava. Então, por que você não entendeu, se estava razoavelmente preparado? Uma das causas merece ser focalizada, em virtude da frequência com que ocorre: erro de leitura!

Mas eu não erro na leitura! dirá você e acrescentará, orgulhoso: Até que leio muito bem!

Pois é. Mesmo assim, pode equivocar-se na leitura. Qualquer um pode se enganar. Ao ler uma notícia de jornal, certo leitor julgou que estava escrito “uma questão de convivência”, quando, na realidade, o jornalista escrevera uma questão de conveniência. Engano perigoso, não acha? Principalmente se fosse numa questão de vestibular ou numa proposta de redação.

Por que cometemos esses lapsos? Pura distração? Não necessariamente. O problema está na própria prática da leitura. Nossa leitura se torna tão trivial, tão automática, que, por vezes, em vez de ler a palavra inteira, projetamos uma palavra a partir de uma ou duas sílabas ou letras iniciais. Certos softwares de redação de texto em computares ou até mesmo programas buscadores na internet, aliás, se servem dessa antecipação para facilitar a digitação e conferir mais velocidade a nosso trabalho, procurando antecipar o que iremos escrever. Ora, em tais softwares, a antecipação é um método utilizado para facilitar. A antecipação, durante a leitura, é um perigo. Tomar conveniência por convivência é um erro perigoso, que pode levar a um entendimento errado da questão e a uma resposta igualmente errada, qualquer que seja a disciplina.

Por tudo isso, entre os muitíssimos cuidados que você tem de tomar numa prova, nunca esqueça da leitura atenta, da releitura e, em caso de persistir a dúvida, da leitura palavra por palavra, porque uma só palavra pode alterar o sentido de toda uma frase. Sobretudo no tema da redação, este último cuidado é imprescindível. O vocabulário da língua portuguesa está repleto de palavras em que a simples troca de uma letra pode levar a enganos lamentáveis, como, por exemplo, acerto / aperto, apóstrofe / apóstrofo, bola / bota, corte / sorte, comprimento / cumprimento, degredo /  segredo, desafogo / desaforo, estofo / estojo, estorno / estorvo, forca / força. Não se trata de alguns, mas de centenas, talvez milhares de exemplos de vocábulos cuja diferença, na escrita, é de uma ou duas letras, sem falar nos homônimos homófonos (pronúncia igual, escrita ligeiramente diferente:  acento / assento, acerto / asserto, caçar / cassar) e dos homônimos homógrafos, que têm escrita e pronúncia iguais: leve (adjetivo) / leve (verbo levar), lima (verbo limar) / lima (ferramenta) / lima (fruta).

Percebeu? O vocabulário de nossa língua é um tesouro, mas essa riqueza pode implicar algumas ciladas, em virtude das numerosíssimas semelhanças que nos conduzem a ilusões de ótica no automatismo da leitura. Torne, portanto, seu ato de ler um pouquinho menos mecânico e mais malicioso, não se deixando apanhar por armadilhas da ortografia e do vocabulário. Valerá muito a pena, pode crer.

 

Sua vocação e a vocação da Unesp

Monday, September 9th, 2013

Em artigo postado anteriormente foi focalizada a questão da vocação, que em determinados momentos parece crucial aos candidatos de exames vestibulares. Dependendo do modo como se conceitua o termo vocação, porém, costuma-se estender seu emprego também para instituições, como, por exemplo, as universidades. Neste caso, você poderia dizer, com propriedade: Minha vocação eu já sei. Gostaria de saber qual a vocação da Unesp, para verificar se ambas podem fazer um bom “casamento”.

Boa observação: Qual a vocação da Unesp, como universidade? Em princípio, pode-se imaginar que todas as universidades são iguais: oferecem variados cursos de graduação e pós-graduação e colocam anualmente profissionais muito bem formados no mercado de trabalho. Esta seria, contudo, uma visão muito pobre da questão. Constituídas, em seu conjunto, por pessoas, as universidades acabam recebendo o aporte das concepções dessas pessoas, que lhe conferem um perfil específico, que revelam sua vocação ou vocações como universidade.

Qual a vocação da Unesp? Não é difícil, nos tempos informatizados de hoje, começar a descobri-la. Basta colocar o nome Unesp nos sites de notícias da internet, para verificar como se destaca nossa universidade em manchetes de jornais e revistas:

 

Unesp promove congresso de iniciação científica em Bauru.

Unesp abre prazo para pedido de isenção da taxa de vestibular.

Parceria entre Unesp e empresa cria bioválvula cardíaca.

Unesp procura pessoas com periodontite para realizar pesquisa.

Livraria Unesp Móvel chega à cidade com títulos promocionais.

Unesp reserva 1.134 vagas no primeiro vestibular com cotas.

Atlética Unesp promove evento a favor da acessibilidade.

Unesp de Prudente abre inscrições para curso de mandarim.

Alunos da Unesp de Bauru vencem competição de informática na Rússia.

Unesp é contemplada em programas do Ciência sem Fronteiras.

Unesp cria grupo de estudos de empreendedorismo.

Jogo da Unesp melhora notas baixas de alunos do ensino médio em 51%.

São apenas dez manchetes escolhidas entre as milhares encontradas, referentes a eventos em unidades da Universidade. Essa amostra, porém, já é bastante significativa para demonstrar que uma universidade como a Unesp não é uma mera ministradora de cursos, é mais que isso, é uma entidade voltada para a própria sociedade que a criou, interessada na solução de problemas de toda ordem que o país experimenta, dedicada a formar mentalidades pela revelação de seu próprio modo de ser e agir: ciência, esportes, cultura, saúde pública, solidariedade, ensino, extensão de serviços à comunidade, empreendedorismo, acessibilidade, toda uma gama, enfim, de ações e direcionamentos reveladores de uma instituição que se coloca em meio à comunidade a que serve. Essa é a vocação da Unesp.

Quer saber mais? Repita a pesquisa nos sites buscadores e de notícias. Depois, rejubile-se por estar buscando formação numa universidade que o conduzirá não apenas à habilitação profissional, mas à formação de uma ampla mentalidade de cidadania, de justiça social e solidariedade humana.