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Universidade, para quê?

Monday, August 5th, 2013

O povo, em sua grande sabedoria acumulada através dos séculos e transmitida oralmente de pai a filho, costuma também colecionar e empregar provérbios como, por exemplo: Tanto faz dar na cabeça, como na cabeça dar. Quem costuma considerar as pessoas comuns destituídas de conhecimentos, inclusive de gramática, percebe na criação desse provérbio, um forte contra-argumento: um conhecimento latente de gramática ou, mais especificamente, da questão da ordem dos elementos na frase. A manipulação da ordem dos elementos da frase, que os grandes escritores utilizam para arrancar efeitos expressivíssimos, está presente no provérbio mencionado, que o povo utiliza para enfatizar que um objetivo pode ser alcançado de maneiras diferentes, ou por diferentes ações e caminhos. Isso faz lembrar outros provérbios, também usados para situações semelhantes: Tanto faz correr como saltar e Todos os caminhos levam a Roma. O que é que podem significar, porém, estes ditados populares para conduzir a resposta à questão-título deste artigo: Universidade, para quê? Muito mais do que você imagina num primeiro momento. A malícia desta pergunta reside no fato de questionar a própria necessidade de fazer curso universitário. E aqui surge outra questão decorrente da primeira: é absolutamente necessário fazer universidade para ter sucesso na vida? Na verdade, não, não é preciso. Se considerarmos que o objetivo do jovem é ter sucesso, conquistar recursos para ter uma vida confortável e ainda contribuir para que outros, menos afortunados, possam receber um pouco de sua ajuda, temos de aceitar que a formação por curso universitário é um bom caminho para atingir tal objetivo. Mas há outros, o que traz novamente à tona os provérbios mencionados: Tanto faz dar na cabeça como na cabeça dar; Tanto faz correr como saltar; Todos os caminhos levam a Roma. Prova disso? Se houve e há no mundo grandes profissionais formados por universidades, de cujo trabalho decorreram relevantes resultados para a sociedade, há igualmente grandes profissionais que se fizeram por si mesmos, sem ingressar em cursos universitários, partindo para um empreendedorismo que os realizou como indivíduos e cidadãos. E há, também, profissionais que mal esquentaram os bancos acadêmicos, com um ou dois anos de curso, e desistiram para iniciar carreira empresarial bem sucedida. Entre os chamados magos da informática e da computação, por exemplo, alguns confessam que abandonaram os cursos universitários porque tinham ideias próprias a desenvolver naquele exato momento: as mesmas oportunidades não se repetiriam no futuro. Estas reflexões surgem na atualidade com bastante clareza, ao percebermos que, ainda lembrando a sabedoria popular, o importante não é o caminho que se escolhe para chegar à Roma dos nossos sonhos, mas o desejo pessoal de atingir o objetivo por uma via que, individualmente, escolhemos, sem ceder a eventuais imposições de familiares, amigos e da própria sociedade. Reflita sobre este tema: qual objetivo quer alcançar na vida e qual caminho considera o melhor para atingi-lo? Ao escolher, siga sempre seu coração.