Archive for February, 2013

O prazer de estudar na Unesp

Monday, February 25th, 2013

O estudante que se matricula em universidade pública, após ter passado a dura prova dos vestibulares, muitas vezes é tomado pela preocupação do que vai acontecer desde o primeiro dia de aula. Para alguns, que moram nas próprias cidades em que se localiza seu curso, a mudança não é tão complicada: continuarão morando com os pais, recebendo fisica e afetivamente o apoio que sempre receberam, só lhes restando manter a determinação e a vontade para se formarem muito bem dentro dos prazos regulamentares. Para outros, porém, cujos cursos se localizam em cidades distantes, a mudança pode ser no começo um tanto desconfortável. Verem-se de repente numa cidade estranha, iniciando uma fase totalmente nova em seus estudos, sentirem-se quase “abandonados”, sem parentes ou amigos, diante de uma massa de colegas desconhecidos não é realmente situação das mais agradáveis. Em certos casos, o estudante não consegue adaptar-se à situação nova e acaba desistindo do curso e da universidade que foram objeto de seus sonhos desde o final do ensino fundamental. Casos como este são raros, embora lamentáveis.

Que significam fatos extremos como esses? Que deveria também ter havido um preparo do candidato para a situação mencionada, que deveria ter consciência de que ao longo de sua vida situações completamente novas como essa irão ocorrer muitas vezes em suas atividades de estudo e de trabalho. E que, afinal de contas, aquele desconforto teria sido passageiro, logo muitos colegas se transformariam em amigos e os professores se revelariam parentes a orientar os estudantes para a melhor forma de fazerem bem seus cursos e se formarem sem qualquer entrave ou atropelo.

Por isso, não desista nunca, nem agora, que está iniciando seu curso e direcionando sua vida, nem mesmo no futuro, em situações novas de exercício de sua profissão. Estudar em universidades públicas de alta qualidade, como a Unesp, não é um dever, não é um trabalho cansativo, é um prazer. Aquela estranheza dos primeiros dias é normal, é efeito passageiro do contato com uma situação nova. Em um ou dois meses você estará entrosado com seus colegas de turma e, aos poucos, com todos os demais colegas do câmpus. Um dos meios para chegar a isso é a moradia conjunta, em repúblicas, nas quais se aprende muito de convivência e de respeito mútuo. Frequentemente, colegas de repúblicas se tornam amigos para sempre, e volta e meia, depois de formados, programam encontros para matar as saudades do tempo que consideram o mais prazeroso de suas vidas. Para os estudantes que têm carências econômicas, a Unesp disponibiliza moradias estudantis, que são espécie de repúblicas oficiais, em que o mesmo tipo de experiências e convivência ocorrerá.

A melhor orientação que se pode dar, resolvido o problema da moradia, é que o estudante busque obter da Universidade tudo o que ela pode e quer lhe dar em termos de formação. O foco no estudante tem sido uma das marcas da Unesp: fazer com que todos os seus alunos possam atingir o máximo no aproveitamento de seus cursos. Para isso, disponibiliza diferentes formas de estágios, bolsas e auxílios aos estudantes: 1) Bolsa de Apoio Acadêmico e de Extensão I (BAAE I), financiada com verba da Pró-Reitoria de Extensão da Unesp – Proex, para alunos de graduação com comprovada necessidade financeira, no valor mensal de R$ 260,00; 2) Auxílio-estágio para alunos socioeconomicamente carentes, desde que o estágio seja uma obrigatoriedade curricular, com valor mensal de R$ 260,00 pelo período de duração do estágio; 3) Bolsa de Apoio Acadêmico e de Extensão II (BAAE II), mantida pela Proex, no valor de R $ 260,00, destinada a alunos vinculados a projetos de Extensão Universitária cadastrados na Proex e supervisados por docentes; 4) Bolsa de Apoio Acadêmico e Extensão III (BAAE III), mantida com verba da unidade universitária, oferecida a alunos que possam prestar serviços na área de Informática e que tenham habilidades para dar monitoria em disciplinas diversas; 5) Subsídio-alimentação – para cada cota de bolsa liberada ao aluno, o mesmo recebe mensalmente o subsídio-alimentação no valor de R$ 50,00; 6) Estágio, destinado ao aluno que desenvolve estágio não remunerado, exigido por currículo de graduação; 7) Aprimoramento, destinado ao aluno que apresente trabalho em evento científico e ao que desenvolva atividade de curta duração, consideradas atividades relevantes para sua formação profissional; 8) Auxílio-aprimoramento, repassado sob a forma de seis cotas anuais no valor de R$ 200,00 cada cota, com o objetivo de apoiar a participação de alunos em simpósios, congressos, seminários, entre outros eventos acadêmicos, mediante inscrição e apresentação de trabalhos; 9) Programa Unesp – Portal Universia, oferecido pela Proex em parceria com o Banco Santander: 33 bolsas no valor de R$ 260,00, uma para cada unidade universitária, sendo o bolsista responsável pela redação de reportagens sobre sua unidade que são publicadas no Portal Universia e, dependendo da relevância, no Portal UNESP e Jornal UNESP.

A Unesp mantém convênios com universidades de 26 países, em que os alunos de graduação desenvolvem componentes extracurriculares, podendo ter os créditos dessas atividades reconhecidos e incorporados a seu histórico escolar. Os principais países de destino são Portugal, Espanha, França, Argentina, Alemanha, Uruguai, Canadá, Chile, Áustria, China, Estados Unidos, Itália, Japão e México. Está em vigência desde 2012, em virtude de convênio com o Insa – Instituto Nacional de Ciências Aplicadas, prestigiada escola de Engenharia da França (unidades em Lyon, Rennes, Rouen, Strasbourg e Toulouse), um programa de dupla diplomação para alunos dos cursos da Unesp de Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Materiais, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica. Após cursar o primeiro semestre na Unesp, os graduandos selecionados irão para a França realizar parte de seus estudos por um período de três semestres, findos os quais retornarão ao Brasil e continuarão o curso durante quatro semestres, voltando para a França em seguida para mais três semestres. O último semestre será realizado na Unesp.

Essas estratégias demonstram que nossa universidade se preocupa bastante com o futuro profissional de todos. Você pode ter outra prova disso navegando no site Estágio e Emprego (http://www.unesp.br/proex/estagio-emprego), que oferece informações aos estudantes sobre diferentes locais para a realização de estágios curriculares e extracurriculares, assim como a possibilidade de vagas para inserção no mercado de trabalho. A criação desse espaço resulta da parceria técnico-acadêmica entre a Pró-Reitoria de Extensão Universitária e a TRABALHANDO.COM.BR / UNIVERSIA no oferecimento gratuito de um sistema on line para apoiar a inserção de seus graduandos, pós-graduandos  e egressos no campo de estágio e no mercado de trabalho.

Muito fácil de concluir, não? Quando você ingressa na Unesp, não está sozinho, a Unesp já está com você, pronta para orientá-lo sobre a melhor forma de conduzir seus estudos e especializações para que tenha uma formação de excelência que o tornará um profissional de primeira linha. Estudar na Universidade, assim, se torna já uma forma de realização pessoal e um grande prazer.

 

Matrícula para o futuro plus

Wednesday, February 20th, 2013

Ao matricular-se num dos cursos da Unesp ao qual se classificou, você tem consciência de que realmente mereceu a vaga e estudará numa das mais conceituadas universidades públicas do Brasil para tornar-se, após a formatura, aquele profissional cuja imagem já vem cultivando há muitos anos. Você pensa, por isso, em dedicar-se ao curso cada dia dos anos que serão necessários para obter seu diploma. Certo? Certíssimo.

Falta algo a observar, porém, especialmente para o caso da Unesp. Esta não é apenas uma das mais conceituadas universidades do país, cujos diplomas, por si sós, representam um atestado de competência àquele que os apresenta para instalar-se como profissional autônomo ou para solicitar estágio ou emprego em grandes empresas e instituições; a Unesp é, sobretudo, uma das mais dinâmicas universidades do país, e esse dinamismo nasceu de sua própria história, que sempre foi uma história de lutas contra numerosos problemas que teve de enfrentar desde 1976, quando foi fundada, até os dias atuais. Um desses problemas foi justamente certo preconceito de parte da comunidade de que uma universidade tão nova pudesse atingir os níveis de qualidade de suas coirmãs. Aquilo que a alguns parecia impossível, porém, logo se revelou uma conquista concreta. De certo modo, a Unesp teve de manipular a Teoria da Relatividade e encurtar o tempo, obtendo crescimento e desenvolvimento com altíssima qualidade em apenas trinta e sete anos de vida, a ponto de se tornar uma das maiores e melhores referências em termos de pesquisa e ensino universitário no país.

Tudo isso foi possível porque os dirigentes da Unesp, seus professores e pesquisadores, seus estudantes e servidores foram tomados por um espírito de dinamismo e realização que a conduziu rapidamente ao patamar em que se encontra hoje. É esse espírito de dinamismo e realização que você incorporará tão logo passe a assistir às suas primeiras aulas. A Unesp lhe dirá, com seu passado e seu presente, que não basta apenas ser, é preciso ser mais do que uma boa universidade, é preciso ser ótima, excelente, e você estará deduzindo, para si mesmo, que não basta ser apenas um bom profissional, é preciso formar-se de modo a ingressar no mercado de trabalho levando dos bancos acadêmicos não apenas os conhecimentos específicos e técnicos da profissão e o desejo de sucesso individual, mas a formação cidadã, a visão de mundo que torna um homem dinâmico nas ações e mais dinâmico ainda na interação com a sociedade, da qual até agora foi beneficiário e à qual deve prestar a sua  contribuição.

Este é o plus ultra que caracteriza o espírito da Unesp e passa a fazer parte também do espírito daqueles que nela se formam. Em breve você ganhará certeza disso.

 

 

Diversificar, a chave para o sucesso

Monday, February 4th, 2013

Agora que os candidatos aprovados em vestibulares, tomados por grande euforia, começam a fazer suas matrículas e a sonhar com o futuro, vale a pena refrear um pouco as emoções e observar a realidade objetivamente. É claro que todos, sabendo que ingressaram em ótimas universidades, imaginam que sairão delas muito bem formados e aptos para obter vagas em empresas e instituições ou para o trabalho autônomo, seja qual for a profissão escolhida. Isso é verdade, mas não inteiramente. Quem se forma em universidade, por melhor aproveitamento que tenha obtido, não enfrentará um mercado de trabalho prontinho, exatamente adequado ao que o profissional pretende. O mundo atual é muito dinâmico, dominado pelo intenso desenvolvimento em todas as áreas e pelas tecnologias da comunicação e da informação. O que um ano atrás era trivial, agora não é mais: outros recursos, outros meios, outros pontos de vista alteraram bastante o exercício de certas profissões, de modo que, tanto os que já trabalham há bom tempo como os que agora ingressam têm de assimilar tais transformações para não perder qualidade de desempenho.

Que significa isso para o estudante universitário, qualquer que seja seu curso? Que não deve se contentar em apenas fazer o curso, mas buscar estágios, iniciações e, mesmo, disciplinas de outras áreas de conhecimento para que, ao receber o diploma, reúna muito mais condições de enfrentar o ambiente externo. Um exemplo, a este respeito, pode servir muito bem: no início dos anos 90, estudantes de um curso de arquitetura de grande universidade pública perceberam que o mundo estava mudando com o advento da informática, da internet, dos softwares especiais que eles, estudantes, consideravam aplicáveis à arquitetura, mas ainda não faziam parte do currículo. Ao questionarem seus professores sobre a necessidade desses softwares em seu curso, receberam opiniões contrárias, algumas muito adversas. A maior parte dos docentes não aceitava a Informática aplicada à criação de projetos, e alguns chegavam a afirmar que os instrumentos eternos dos arquitetos deveriam ser o lápis e a prancheta, pois só com estes se poderia fazer de fato projetos originais. E os programas de computadores, segundo eles, anulavam a criatividade, roubavam o caráter de arte da Arquitetura. A maioria dos estudantes acatou o posicionamento, mas alguns, não satisfeitos com as respostas, trataram de consultar professores de cursos de Informática. Receberam apoio e licença para usar computadores nos laboratórios em horas ociosas (muitas vezes durante a noite), e com isso tiveram aprendizado e domínio de programas para criar projetos e animações sem a utilização das velhas pranchetas. Com tal atitude, acabaram ampliando e diversificando sua competência. Uma vez formados, deram-se muito bem de imediato, quer no trabalho autônomo, quer como funcionários de empresas, porque naquele momento, meados dos anos 90, o mercado de trabalho estava procurando arquitetos com domínio de softwares de projetos e de animação. Concluindo o exemplo: aqueles jovens arquitetos tiveram sucesso, porque foram capazes de detectar o que encontrariam quando começassem a trabalhar. Hoje, evidentemente, não há curso de arquitetura que não tenha no currículo disciplinas para aprender e dominar os softwares mencionados e muitos outros, valendo dizer que, ao que consta, a Arquitetura com eles não perdeu seu caráter de Arte, mas passou a utilizar um novo instrumento que intensificou a capacidade de criação.

Exemplos como este servem como alerta. O estudante nos bancos acadêmicos não pode ser passivo, tem de ter os olhos voltados para a realidade externa, para as alterações e para as carências da profissão que terão de seguir. E preparar-se para essa realidade até o último dia de aula, buscando aprender sempre mais do que o próprio currículo do curso prevê. Em certo sentido, isso já representa uma concepção de profissional, não apenas de aluno, uma visão de que a realidade que enfrentará é dinâmica e diversificada, exigindo permanentemente de cada um de nós o mesmo dinamismo e diversificação de competências.

É isso aí. Diversifique sempre. Seja um profissional dinâmico desde o primeiro dia de aula.