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A nova geração e seus desafios

Wednesday, January 23rd, 2013

A nova geração que está chegando às universidades, em meio a muita euforia, por certo tem consciência das metas e tarefas que terá de assumir.

Não se trata apenas de comemorar, de olhar para o horizonte com os ambiciosos olhos do eu, mas, como logo todos perceberão (e boa parte com toda a certeza já o percebeu), de notar que os objetivos são muito maiores. A sociedade ultratecnológica em que vivemos, toda ela governada pela Informática e pelos artefatos das tecnologias da informação e da comunicação, não representa um paraíso a que os jovens começam a ter acesso, mas, muito pelo contrário, um vasto campo de responsabilidades: é inadiável enfrentar os grandes perigos que emergiram no século passado e vêm ganhando força descomunal nestes inícios de século XXI.

O mundo progrediu? Progrediu, à custa de muitos sacrifícios e de muitos erros das gerações mais antigas, trazendo um pesadíssimo fardo: vivemos hoje as maravilhas da comunicação instantânea; e, enquanto o fazemos, respiramos o ar poluído (o povo, com propriedade, o chamaria pesteado) pelas mesmas fábricas que criam os produtos eletrônicos, pelos automóveis, aviões e navios que nos aumentaram a velocidade de locomoção; assim também, enquanto nos deslumbramos com a beleza e nos alimentamos com os coloridos frutos, legumes, verduras, cereais, somos envenenados pelos agrotóxicos. Destruímos as florestas, desequilibramos os mares, detonamos o meio ambiente, extinguimos muitas espécies e estamos em processo de destruição da nossa própria, primeiro dos mais pobres e carentes, que já morrem aos milhares de fome e desnutrição; e depois, dos mais abastados, pela ambição, pelo excesso de tensões, pela alimentação desequilibrada e a perda progressiva da resistência a doenças.

No meio disso tudo, temos pavor de que alienígenas desembarquem para destruir a Terra, quando a mais trivial reflexão revela que os piores destruidores, vale dizer, os piores alienígenas somos nós, que nos comportamos sempre como uma espécie invasora do ecossistema para “conquistar” cada centímetro quadrado do planeta, ignorando o direito à vida das outras espécies.

E o pior dos piores: nem conseguimos ainda viver em paz entre nós mesmos, com as guerras entre nações ameaçando permanentemente aumentarem e se tornarem, de novo, um conflito global de funestas consequências, que só fará encurtar o tempo até o fim de tudo.

Um quadro pessimista demais? Talvez. Mesmo dividido por dois ainda será um quadro terrível. É a esta realidade que chega a nova geração de estudantes às universidades do mundo inteiro, e a humanidade aguarda ansiosa seja uma geração que não venha apenas para pensar, planejar e trabalhar por si e para si.
Com a palavra e o comando, para o bem da Humanidade, a nova geração.