Arquivo de 15 de janeiro de 2013

A Universidade é o fim? Não, é só o começo

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Algumas pessoas imaginam que a universidade é o fim do caminho: você presta vestibular, faz um curso, recebe o diploma e pronto! Agora é partir para o trabalho. É? Não, não é. Trata-se apenas de uma crença que não encontra total fundamento na realidade atual. Talvez num passado bem passado tenha sido assim. Os estudantes que se formavam num curso de graduação tinham dois caminhos após a formatura: partir para a busca de emprego na iniciativa privada e em repartições públicas ou tentar estabelecer-se como profissionais autônomos. A universidade ficava para trás, como uma bela lembrança de tempos dourados.

Hoje, porém, não é mais assim. O enorme aperfeiçoamento dos meios de transporte, que inclusive se tornaram muito baratos, a evolução das relações entre os países, bem como toda a tecnologia da informação e comunicação geraram um mundo novo, inimaginável há três ou quatro décadas. As próprias universidades de todo o planeta foram altamente beneficiadas com tudo isso, pois também estreitaram suas relações e comunicações, possibilitando o intercâmbio de estudantes. Quem faz um curso de graduação, hoje, conta com inúmeras possibilidades de intercâmbio com universidades do país e do mundo. E esse intercâmbio é administrado pela própria instituição em que estuda. Chegou-se à conclusão de que estágios e programas de aperfeiçoamento na própria instituição ou em outras instituições do país e do mundo são parte da formação de todos, e não acontecimentos eventuais na vida de um ou outro interessado.

Esta nova visão da formação encontra eco mesmo após a formatura daqueles que preferiram seguir uma carreira: a possibilidade de aperfeiçoamento em cursos de pós-graduação lato sensu foi intensamente incrementada na última década. Qualquer profissional de carreira ou autônomo encontra, em diferentes universidades, inúmeros cursos para aumentar sua capacidade ou estender seu campo de atuação.

Assim também a pós-graduação stricto sensu, que há três décadas ainda era bastante limitada, experimentou enorme desenvolvimento e hoje se desenvolve em todas as universidades públicas e em algumas instituições privadas. Com isso, o país começa a ganhar destaque e prestígio na produção científica mundial, e muitos pesquisadores aqui formados se espalham pelo mundo nos mais variados campos da Ciência.

Você, que iniciará em breve o curso universitário para o qual foi merecidamente aprovado, deve ter em mente tudo o que foi afirmado acima e sentir-se feliz por estar vivendo aqui e agora seus anos dourados, que também começam a ser os anos dourados do ensino universitário. E abandone a ideia de que, ao formar-se, a universidade lhe fechará as portas. O contrário é o verdadeiro. A universidade será sempre para você um organismo permanentemente aberto. Seu curso de graduação não é o fim. É apenas o começo.

Pense nisso.

São Paulo e suas universidades pujantes

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Você talvez estranhe um pouco o adjetivo pujante, não muito usado na comunicação corriqueira, que se aplica, porém, de modo admirável à definição das universidades do estado de São Paulo. Significa, segundo o Aurélio, que tem grande força; possante; que tem poderio; grandioso, magnificente, denodado; altivo, altaneiro, brioso. Todos os anos, candidatos de todas as partes do país que buscam vagas nas universidades paulistas são prova viva dessa força.

O Brasil foi considerado, ao longo de sua história, um país dotado de pujança, isto é, vigoroso, possante. E não sem motivo: desde o Descobrimento,  embora os estrangeiros julgassem que seria para sempre um mero território colonizado, campo de exploração predatória do Hemisfério Norte, seus habitantes viam que a grandeza territorial e a formação de sua população conduziam ao caminho da independência e do progresso, para se tornar hoje uma das maiores economias do mundo, uma nação conhecida por suas magníficas realizações nos campos da arte, da tecnologia, da cultura em geral. Prova disso é o equilíbrio econômico de que desfruta na atualidade, enquanto países da Europa e de outras partes do mundo lutam para sair da bancarrota.

A criação da Unesp, em 1976, foi saudada pela maioria da população como um novo passo no ensino superior, já que formada pela união de faculdades e institutos isolados espalhados por boa parte do território de São Paulo. Criava-se, assim, uma universidade com grande abrangência geográfica. A disparidade de municípios e instituições, que poderia representar fraqueza, foi fator de dinamismo e força, como imaginavam os visionários responsáveis por seu planejamento e instauração. A nova universidade não apenas cresceu e se desenvolveu, mas cresceu e se desenvolveu muitíssimo bem, mantendo frutífero intercâmbio com Usp e Unicamp, fundadas anteriormente. E se tornou também uma instituição superior modelar.

Temos em São Paulo, deste modo, um sistema universitário público em permanente desenvolvimento. A este veio somar-se a Univesp, que, como universidade virtual, opera no sentido de ampliar e diversificar a oferta de ensino superior semipresencial, em ampla colaboração com suas três coirmãs.

Se você, quer seja paulista, quer provenha de outros estados, receber aprovação num dos três vestibulares, considere-se realmente afortunado. Nosso estado é  considerado desde há muito tempo pujante, responsável por boa parte do progresso atual do país. E suas universidades têm e terão papel relevante para que esse quadro só faça aumentar e aperfeiçoar-se.

Bom para São Paulo, bom para suas universidades, bom para os estudantes que as procuram visando formação superior de altíssima qualidade.