Archive for November, 2012

Na prova: confiança e tranquilidade

Friday, November 16th, 2012

Você tomou todas as providências necessárias para estar neste momento onde está. Estudou anos e anos. Sonhou e idealizou seu curso. Sacrificou-se, renunciou a muita coisa. Dedicou dias e noites a um esforço contínuo para eliminar dúvidas, ampliar áreas de conhecimento. Agora, nos últimos tempos, elaborou uma verdadeira estratégia para chegar, passo a passo, aonde se encontra neste momento, sentado, ouvindo as últimas orientações e aguardando a entrega da prova. Para alguns, este é um momento de tensão, de nervosismo. Que não o seja para você, que seja um momento de felicidade. Que seja o momento em que conquista mais uma vitória. Pense assim: venci sempre até hoje e vou vencer mais. Cheguei até este ponto, porque mereci, e vou demonstrar que mereço ir muito mais adiante, com meu resultado nas provas.

As palavras-chave são, portanto, confiança e tranquilidade. Ao longo do tempo desenvolveu-se todo um folclore a respeito dos exames vestibulares, descrevendo a hora das provas como momento de máxima tensão, nervosismo, preocupação. Errado. A hora das provas é de realização pessoal, de certeza de dever cumprido e confiança na capacidade de apresentar um desempenho ótimo. Você está aqui porque mereceu estar e tem competência e determinação para seguir muito mais adiante. Acredite e relaxe, mobilize toda a sua energia para o objetivo de um desempenho perfeito. Sua prova não será resultado do acaso, não será uma loteria, será um documento, um atestado claro e preciso do que vem demonstrando ao longo do tempo e continuará demonstrando por toda a sua vida futura.

Chegou o momento. Respire fundo, uma, duas, três vezes. Sinta o local em que está como positivo, como um ambiente estimulante para atingir os melhores resultados. Sorria, porque o sorriso não é apenas um sintoma de bem-estar, é também uma atitude afirmativa, que intensifica seu otimismo. E mãos à obra. A prova está aí e você, com toda a certeza, apresentará um excelente desempenho. Valeu todo o esforço!

 

Agora, muito cuidado com o seu vestibular!

Wednesday, November 7th, 2012

Muito próximo, agora, da primeira fase do Vestibular Unesp 2013, você deve ter bastante cuidado para que todo o seu preparo não seja anulado por fatores, que, a rigor, nada teriam a ver com vestibulares. As escolas de Ensino Médio, os cursos preparatórios e os sites especializados da internet fazem frequentemente os mesmos avisos, mas, infelizmente, sempre acaba ocorrendo, para alguns candidatos, aquilo que os professores recomendam evitar. A conhecida Lei de Murphy, que a princípio tomamos como piada, é bastante verdadeira e serve bem como alerta: tudo o que pode dar errado, dará. Por isso, é preciso tomar as precauções necessárias para evitar que o pior aconteça.

Notícias sobre o exame do Enem que acaba de ser realizado podem comprovar o fato: candidatos perderam a prova por chegarem atrasados; outros tiveram sua inscrição anulada por passarem, via celular, imagens das salas de exames. Evidentemente, tais candidatos reclamam contra o que consideram “excesso de rigor” e não acham que deveria ser assim, sugerindo maior tolerância com esses deslizes. Estão inteiramente equivocados. Um exame como o do Enem, assim como provas de grandes vestibulares de universidades públicas são eventos que envolvem alta responsabilidade. Não pode haver o menor deslize em termos de organização, pois isso põe em risco o próprio vestibular. Deste modo, o horário tem de ser mesmo rigoroso, sem exceções, porque uma só exceção abriria um rombo em toda a logística dos exames. Assim também a proibição de funcionamento de celulares, tablets e qualquer outro aparelho eletrônico. É melhor não levá-los para as salas, a fim de não correr qualquer risco. E também assim o comportamento do candidato durante as provas, que deve seguir estritamente o estipulado.

Quanto ao horário de ingresso nos locais de provas, convenhamos que é sempre informado com muita antecedência e, portanto, não se podem abrir exceções, mesmo que haja um motivo independente da vontade do candidato, como atraso de ônibus, congestionamento em rodovias ou na própria cidade, acidente de trânsito. Abrir uma só exceção, um minuto após fecharem-se os portões, implicaria abrir outra para dois minutos, outra ou outras para três e, de repente, centenas de candidatos iriam entrando nos minutos seguintes e até mesmo após o início das provas, o que comprometeria todo o processo. O regulamento existe justamente para fazer com que a organização funcione perfeitamente, sem riscos de reclamações futuras e pedidos de anulação dos vestibulares por terem alguns candidatos ingressado atrasados, enquanto a outros foi impedido o acesso. Regras de organização rigorosas são a garantia maior da lisura de um processo.

Além dos dois aspectos acima focalizados, há mais um a observar: trazer os documentos de identificação exigidos para o ingresso. Não há desculpa para esquecê-los em casa, no hotel ou mesmo para perdê-los. Já sabendo que, sem eles, não terá acesso às salas de provas, o candidato tem de conferir o tempo todo onde estão e trazê-los seguros em seus bolsos. Lamentavelmente, todos os anos há casos de esquecimento dos documentos, de modo que a preparação de anos fracassa em virtude de uma pequena distração. Isso não pode ocorrer com você. Confira, antes de sair de casa.

Quanto ao mais, sempre é bom lembrar que o candidato deve sentir-se bem, com plena saúde, ao prestar os exames. Deve estar bem alimentado e vestido de modo confortável, de acordo com o clima da região. E, é claro, deve estar confiante, otimista, porque confiança e otimismo são instrumentos importantes para deixar seu estado de espírito em ótimas condições de ler, entender e responder as questões.

Depois de tantos cuidados, já na sala de exames, respire fundo e faça uma excelente prova!

 

 

Questões Objetivas: leitura é tudo

Thursday, November 1st, 2012

Muitas pessoas acreditam que as questões objetivas em testes de múltipla escolha são “mais fáceis”. Há fundamento lógico nessa crença? Nenhum. As questões objetivas carregam apenas uma impressão de facilidade. Na realidade, podem ser tão difíceis, ou tão fáceis, quanto as questões discursivas. O termo “questão objetiva”, aliás, pode ser responsável por esse equívoco, pois, ao designar uma pergunta que apresenta a alternativa correta entre as erradas, parece um indicador de menor dificuldade para a resposta. Não é. E o candidato, quer de concursos em geral, quer de exames vestibulares, deve sempre estar precavido contra esse modo de pensar, que pode induzi-lo a erros primários em suas respostas.

Se perguntarmos a um grupo de estudantes como se pode errar em uma questão discursiva, por certo algum brincalhão responderá: Marcando uma das respostas erradas! Todos acharão muito engraçado, mas, de fato, essa é a primeira observação lógica: E o  que pode conduzir à escolha de uma resposta errada? Novamente aqui o brincalhão dirá: Não ter conhecimento do assunto. Eliminando estas duas possibilidades, obviamente lógicas, pode-se colocar em seguida outro tema: Que fatores podem interferir positiva ou negativamente nas respostas que o candidato escolhe para questões objetivas? Neste momento, o brincalhão não conseguirá responder nada, embora seja o ponto mais importante: certos aspectos, se bem observados pelo candidato, podem interferir ao longo da leitura e da interpretação de questões objetivas, levando-o a melhorar seu desempenho.

O primeiro fator é a atenção: a leitura e a interpretação de uma questão objetiva requer atenção em dobro, justamente para neutralizar a impressão de facilidade, porque é esta uma das principais causas de erros.

O segundo, decorrente do primeiro, é a leitura sistemática. Em toda questão objetiva há duas partes essenciais, o enunciado, tecnicamente chamado raiz, e as alternativas. Qual a relação óbvia entre as duas partes? Uma das alternativas completa o que é deixado em suspenso na raiz. Em outras palavras: a raiz coloca a pergunta e fornece pistas; as alternativas fornecem, entre as respostas, apenas uma adequada. Em outras palavras ainda: a raiz tem uma lacuna que uma só das alternativas preenche adequadamente. Por tudo isso, uma leitura meticulosa da raiz deve servir para detectar e confirmar o que ela deixa por preencher.

O terceiro fator é a leitura sistemática das alternativas. De posse de uma boa leitura e interpretação da raiz ou enunciado da questão, a leitura das alternativas deve ter como objetivo eliminar uma a uma as inadequadas ou erradas. Deve o candidato pensar, neste ponto, como já foi observado em outro artigo deste Blogue, que o elaborador das alternativas tem uma missão tão espinhosa quanto à do candidato: deve fornecer uma resposta correta e quatro incorretas. Essa missão não é fácil de ser cumprida. Requer conhecimento especializado da disciplina, uma refinada técnica de elaboração e domínio superior de discurso. Por quê? Porque a questão se destina a avaliar o conhecimento, a competência do candidato. Não é chutologia, como diz o povo. As alternativas devem representar possibilidades concretas de respostas, sendo apenas uma delas inteiramente procedente. As demais podem conter parte maior ou menor da resposta, mas nunca a resposta completa. Com isso, verifica-se objetivamente a competência do candidato e se pode estabelecer a diferença de domínio dos conteúdos. Vale dizer: o elaborador tem de ser competente e objetivo ao elaborar as questões; e o candidato tem de ser competente e objetivo ao respondê-las. Se, ao responder, tentar empregar apenas a intuição, correrá bastante perigo, a começar pelo fato de que qualquer atitude subjetiva nega o caráter “objetivo” desse tipo de pergunta. Em conclusão: palpitologia é algo contraproducente. O candidato deve criar seu método de interpretação das alternativas, partindo do princípio de que elas formam um conjunto que deve ser lido e interpretado em seu todo para a identificação da resposta correta.

Valeram os conselhos? No próximo artigo haverá ainda algumas indicações importante sobre a leitura das questões objetivas.