Archive for August, 2012

Os chavões: bonitinhos, mas…

Monday, August 27th, 2012

Quando a exigência da prova de redação voltou aos exames vestibulares, em finais da década de 70, no século passado, ocorreu um verdadeiro pavor entre os candidatos, pois nos anos anteriores exigiam-se apenas provas objetivas, com testes de múltipla escolha. Na mesma medida dos receios dos estudantes, surgiram por todos os lados métodos milagrosos para ensinar a escrever em poucas lições. Obviamente, esses métodos não ensinavam muita coisa. Produziram, porém, grande número de sugestões para fazer com que uma redação adquirisse qualidade e recebesse boa nota. Algumas dessas sugestões eram verdadeiramente ridículas: escreva com períodos curtos, que assim você corre menos risco de errar na sintaxe; questione o tema apresentado, que os corretores vão adorar sua rebeldia; use muitas citações de autores famosos, para demonstrar que é um estudante que lê muito; não manifeste diretamente sua opinião, mas procure “enrolar” o máximo que puder. Entre estas, talvez a mais hilária e, curiosamente, a que teve no princípio mais adeptos, foi a que sugeria empregar chavões. Nesta linha de aconselhamento, dizia-se aos estudantes que pegava muito bem iniciar suas redações com expressões como desde o início dos tempos, desde a mais remota antiguidade, desde os tempos mais remotos, nos primórdios da história, na infância da humanidade, etc. Afirmava-se que, com tais expressões, a redação começaria parecendo mais culta, mais erudita. Nem sempre, porém,  o que o candidato afirmava sobre o início dos tempos ou sobre os primórdios da história tinha realmente ocorrido, o que gerava inconsistências e incoerências na redação.

Atualmente, os métodos de ensino estão bastante desenvolvidos e, se o estudante os seguir com determinação, conseguirá aperfeiçoar seu discurso escrito. Ainda há, porém, quem afirme que o emprego de expressões bastante usadas pode atribuir maior qualidade às redações. Não acredite nisso. O uso de fórmulas como as exemplificadas acima apenas serve para prejudicar sua redação, fazendo o leitor imaginar que você a escreveu à base de colagens retiradas de um velho e ultrapassado texto.

Você pode ter uma ideia do perigo do uso de chavões até mesmo pelos diferentes nomes com que os estudiosos os apresentam: chavões, clichês, chapas, lugares-comuns, estereótipos, expressões estereotipadas. Todos estes nomes apontam a um mesmo fenômeno: o emprego de expressões muito desgastadas pelo uso, que tornam seu discurso mais opaco e lhe retiram a espontaneidade.

Você pode julgar que os chavões não são tão perigosos assim, já que aparecem nos jornais, nas revistas, na mídia em geral, na internet: Se tanta gente usa, por que não usar? Tudo depende dos objetivos que tenha ao escrever. Se tem de escrever um texto em que a perda de autenticidade com o uso de chavões não é tão importante assim, vai usar, é claro. Mas se tem em mente que quer fazer tudo o que for necessário para obter a melhor nota possível numa redação de vestibular, então é bom ir detectando os chavões que já usa e tratar de eliminá-los, colocando em seu lugar expressões mais simples, mais diretas, menos desgastadas. Esse tipo de exercício pode até desenvolver sua criatividade.

A esse respeito, é interessante notar que o que hoje é considerado chavão foi, quando um escritor o empregou pela primeira vez, uma expressão espontânea, criativa, digna de louvor. Por ter estas virtudes, porém, foi sendo retomada por outros escritores, até que se tornou comum demais (lugar-comum, clichê). Por causa daquelas virtudes originais, porém, um estudante, quando lê um chavão pela primeira vez, acha fantástico e resolve empregá-lo. E fica aborrecido quando o professor adverte: Rapaz, esse “chorando lágrimas amargas” e esse “herança maldita” que você usou em sua redação são expressões estereotipadas, chapas,  chavões. Não vale a pena empregá-las. Troque por expressões mais simples, mais espontâneas, mais autênticas!

Está certíssimo o professor, e mais certo ainda quando aproveita a oportunidade para apresentar uma relação de chavões: isso é meio caminho andado, trata-se de uma mentira deslavada, aquela menina está na primavera da vida; os estudantes de hoje são os homens de amanhã; aquele político é uma verdadeira raposa; meu time fez um a zero e depois ficou administrando o resultado; o rapaz tratava a namorada com requintes de crueldade; pode tirar o cavalo da chuva, que eu não vou fazer o que quer; o lutador italiano levou uma saraivada de golpes do inglês; eu vou fazer das tripas coração, para passar nos vestibulares; meu amigo entregou de mão beijada a empresa aos sócios; agora que fiz uma prova ruim, vou ter de correr atrás do prejuízo; o prefeito da cidade está pensando em construir obras faraônicas; de hoje em diante serei um homem frio e calculista, etc., etc.

Não parecem expressões bonitinhas? Parecem. E podemos até fazer um trocadilho com outro chavão, dizendo: bonitinhas, sim, mas ordinárias. Não enfeitam o discurso; ao contrário, retiram-lhe a originalidade, levam o leitor a pensar que o texto foi copiado.

Pense nisso. Faça o que aquele professor sugeriu: Troque os chavões por expressões  simples, espontâneas, autênticas! A autenticidade é um valor constante em todas as atividades humanas.

 

Programa para Inclusão dos Melhores Alunos da Escola Pública na Universidade

Friday, August 24th, 2012

A cibersociedade está chegando

Monday, August 20th, 2012

Parece uma obviedade comentar que o artigo 6º. da Resolução Unesp nº. 86, de 4 de julho de 2012, informa que as “inscrições para o Concurso Vestibular Unesp de 2013 serão realizadas exclusivamente pela internet, mediante o preenchimento da ficha de inscrição e o pagamento da taxa por meio de qualquer agência bancária.”  Para você, que tem dezoito anos, é um fato tão trivial, que nem se dá conta do que ele significa, não só com relação ao passado, como em relação ao futuro.

Até o início da década de 90, em nosso país, o uso de pecês era ainda muito restrito e a navegação em rede uma absoluta novidade. Naquele tempo, tudo era ainda feito pessoalmente ou pelo correio. Os telefones celulares, que eram fabricados havia pouco tempo, tinham o apelido de tijolões, pois não cabiam em qualquer bolso. Os pecês eram grandões, feiosos e lentos, com programas cheios de defeitos e sistemas operacionais que empacavam a toda hora. Para inscrever-se em vestibulares, o estudante tinha de localizar um posto de inscrições, receber formulário, preenchê-lo, pagar a inscrição em bancos e após voltar ao posto para formalizar a inscrição. Hoje, você pode apenas ligar o computador e fazer tudo em poucos minutos. Fácil, não? Não apenas fácil, mas altamente significativo: as tecnologias da comunicação e da informação estão mudando o mundo. Você vive boa parte de sua vida conectado, conversando ao celular, baixando livros e revistas em seu tablet, navegando na internet, dialogando em redes sociais, fazendo compras, movimentando contas bancárias, pesquisando, estudando. Não apenas você e boa parte da população, mas praticamente todas as empresas e instituições públicas. Todos tem seu endereço eletrônico, seu site, seu blogue, seus seguidores nas redes sociais.

Essa vida em conexão, cujo tempo diário tende a aumentar, espelha a realidade de um mundo que está sendo inaugurado. Alguns o chamam de Sociedade da Informação, outros de Sociedade do Conhecimento, outros ainda de Cibersociedade. Qualquer que seja o termo empregado, o significado é praticamente o mesmo. As próximas gerações tendem a aumentar as horas diárias de conexão, de sorte que terão uma boa parte da vida, senão a maior parte, em rede, no universo ciebernético, enviando e recebendo dados, ensinando e aprendendo, comprando e vendendo, amando e odiando.

Em muitas grandes empresas do mundo, boa parte dos funcionários não trabalha na sede, mas em casa. A sede é a rede da empresa na qual todos estão diariamente conectados para o trabalho diário. As próprias universidades do mundo inteiro estão se preparando, umas mais adiantadas que outras, para a época em que boa parte de seu ensino será semipresencial, com os estudantes recebendo aulas e conteúdos em casa e apenas frequentando os câmpus para atividades eminentemente práticas ou laboratoriais. Surgirá, assim, uma nova concepção de universidade e o aumento do número de vagas será gigantesco. Isso também ocorrerá, em diferente medida e método, com os ensinos fundamental e médio. Fantástico! diriam alguns. Assustador! diriam outros. Não há, porém, como escapar dessa nova forma de existência da humaninade, que caracterizará uma nova civilização. Os jovens pais de hoje se gabam de que seus filhos já nascem sabendo utilizar pecês, celulares e tablets. E nascem mesmo!

Você, que está ingressando ou vai ingressar proximamente numa universidade, já viverá muito concretamente essas mudanças. Uma parte muito grande de suas atividades, de seus trabalhos e de suas pesquisas será realizada online. O mesmo ocorre para professores, pesquisadores e funcionários. Um câmpus universitário, hoje, está conectado a outros câmpus de todas as partes do mundo e a instituições de pesquisa, museus, bibliotecas e instituições públicas.

Algumas pessoas, que ainda não assimilaram totalmente essas mudanças, talvez perguntem, assustadas: Isso não criará uma sociedade perigosa? Toda essa parafernália eletrônica não vai  mudar perigosamente os homens? A resposta é simples: não. O homem continuará sempre o mesmo, com suas virtudes e defeitos, com seus sonhos e ideais, com suas ousadias e com os seus medos. A diferença entre os homens continuará a mesma: uns serão mais determinados, mais esforçados, mais capazes de grandes sacrifícios para atingir seus ideais. Outros preferirão uma vida mais amena, sem grandes ousadias e sem grandes sacrifícios. E outros… bem, outros terão, como têm hoje, milhares de oportunidades de acertar e errar ao longo de suas vidas.

A Cibersociedade não será uma sociedade de máquinas, de seres cibernéticos, mas continuará sendo uma sociedade de seres humanos.

 

Você conhece bem suas opiniões?

Wednesday, August 8th, 2012

A pergunta que serve de título a este artigo parece absurda, não acha? Claro que eu conheço bem minhas opiniões! você dirá, num primeiro momento de indignação; logo mais, pensando um pouco melhor, começará a ter dúvidas, sobretudo a respeito de algumas de suas opiniões, e com isso descobrirá que o título deste artigo não é destituído de lógica, como imaginou numa primeira leitura.

Eis a questão: temos opiniões sobre muitas coisas, muitos temas, muitos fatos. Mas será que conhecemos bem cada uma destas nossas opiniões para estarmos seguros num debate ou para manifestarmos por escrito em discurso muito bem fundamentado? Nem sempre. Se muitas de nossas opiniões são bem claras e definidas, surgidas da experiência e da reflexão, outras tantas acabam sendo superficiais, incompletas, precárias, provavelmente porque não nos interessou ou não foi necessário em nenhum momento aprofundá-las. Quando você afirma que conhece bem um assunto, quer dizer que refletiu bastante a respeito, escolheu um posicionamento e reuniu argumentos e provas para qualquer conversa com amigos, debate em sala de aula ou exposição dissertativa em um texto: Tenho opinião formada sobre esse assunto! você dirá, nesse caso. Muitos assuntos, porém, embora conhecidos por você, não estão tão bem cercados por seu conhecimento e experiências, de modo que, mesmo tendo opinião a respeito, não se sentirá muito seguro numa conversa com colegas ou num debate, pois haverá vazios em sua argumentação que você não poderá preencher na hora. O título do artigo vem muito a propósito: Você conhece bem suas opiniões? Resposta sensata: Conheço muito bem algumas delas; outras, nem tanto!

As considerações apresentadas nos parágrafos acima têm a finalidade de alertá-lo sobre o perigo de não ter opiniões bem formadas a respeito de certos assuntos, sobretudo daqueles que usualmente são utilizados para a proposição de temas de redações em exames vestibulares e concursos. A grande maioria dos exames vestibulares de diferentes universidades solicita redação de gênero dissertativo sobre determinado tema. E a maioria desses temas surge de fatos e eventos relacionados com a época presente e os problemas que a sociedade enfrenta. Como um estudante jovem, bem informado, você acredita estar preparadíssimo para esses temas. Infelizmente, para alguns deles, não atingiu o nível de aprofundamento necessário a fundamentar uma boa dissertação. Se o tema for solicitado, haverá dificuldades em desenvolvê-lo.

Este é o ponto: preparar-se para fazer uma boa redação em exame vestibular não se reduz apenas a aprimorar seu discurso e seu vocabulário; é preciso dominar todo o circuito de cada um dos assuntos que poderão gerar temas de redações. No Vestibular de Meio de Ano da Unesp, por exemplo, foi solicitada redação dissertativa sobre as queimadas na agricultura brasileira. Parece um tema banal, muito fácil. Será que é mesmo? Será que você, com seus conhecimentos, suas leituras e reflexões cercou todo o tema, a ponto de expressar seu julgamento, sua posição pessoal a respeito e apresentar proposta ou propostas de solução para esse grave problema em nosso país? Se não conseguiu esse domínio, por certo percebeu que não tinha opinião formada sobre o tema. Opinar é fácil: Eu acho que isso é assim. E daí? Ter opinião formada é um pouco mais trabalhoso, pois implica manifestar posicionamento pessoal, ponderar a respeito dos problemas que envolvem o tema proposto, argumentar e propor soluções. Resumindo: ter opinião formada é dominar todo o circuito de um tema, que vai do posicionamento inicial à conclusão final, da constatação de um problema à proposta de solução.

Eis aí um caminho para você percorrer em seu programa de estudos para os próximos exames vestibulares: avaliar suas opiniões a respeito de muitos assuntos e tratar de formar melhor aquelas em que você detectar alguns pontos fracos. É interessante exemplificar este fato com uma imagem do futebol: chutar a bola em direção à meta é fácil, qualquer jogador pode fazê-lo, mas chutar de modo a que a bola descreva um arco em seu trajeto e engane o goleiro, penetrando no ângulo, isso já requer uma prática e um domínio bem maior, que só os atletas mais caprichosos e determinados conseguem obter.

Pense nisso e marque seu gol de placa!

 

Agora, o Vestibular de 2013

Wednesday, August 1st, 2012

Para os candidatos, a participação num exame vestibular é um momento único, de grande tensão, causada pela responsabilidade em apresentar desempenho suficiente para a obtenção de sua vaga. Para a universidade, cada vestibular é também um momento único e de grande tensão, pois tudo tem de transcorrer de acordo com o previsto, sem quaisquer deslizes que possam prejudicar os candidatos. Assim, se os candidatos se aplicam com toda a sua determinação e capacidade durante a preparação e no momento das provas, os profissionais da universidade envolvidos na organização, elaboração e aplicação dos exames se dedicam durante meses a um trabalho que, simplesmente, não pode apresentar falhas.

É o que se verifica no texto da Resolução Unesp número 86, de 4 de julho de 2012, que estabeleceu as normas a serem seguidas no Concurso Vestibular Unesp de 2013. Essas normas, em seu conjunto, revelam o esmero que tem a instituição Unesp com seus vestibulares: tudo tem de estar perfeito o tempo todo. Consulte o Manual do Candidato sob esta perspectiva, para verificar a extrema atenção dedicada pela instituição aos exames, atenção cujos objetivos, na verdade, estão voltados inteiramente para você, candidato.

Vale observar, a este respeito, a grande oferta de cursos e vagas para o Vestibular 2013. A Unesp vem apresentando  grande desenvolvimento nos últimos trinta anos, o que é demonstrado por possuir hoje unidades localizadas em  24 cidades do Estado de São Paulo, com 34 faculdades e institutos, em que se oferecem 179 cursos de graduação (46.634 alunos) e 118 programas de pós-graduação (10.705 alunos). Estes números, por si sós, revelam a magnífica dimensão atingida pela Universidade desde a sua fundação, em 1976. Por tudo isso a Unesp pôde oferecer, em seu  Vestibular Meio de Ano, 465 vagas, e agora, no de 2013, a ser realizado no final deste ano, 7.014 vagas, com um aumento de 385 vagas em relação ao vestibular anterior. Serão 165 opções de cursos, distribuídos por unidades localizadas em 19 municípios do Estado de São Paulo.

As inscrições para esse vestibular estarão abertas de 17 de setembro a 11 de outubro, e o número de inscritos, como sempre, deverá superar todas as expectativas. A primeira fase dos exames será realizada no dia 18 de novembro; a segunda, nos dias 16 e 17 de dezembro.

Orgulhosos deste desempenho, esperamos que você, vestibulando, consiga sua aprovação no Vestibular 2013 e venha participar de uma das universidades brasileiras de maior qualidade e conceito em termos de ensino, pesquisa e extensão em nosso país.