Arquivo de 1 de junho de 2012

No momento da prova

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O momento de qualquer prova, seja escolar, seja de concurso para emprego, seja de vestibular, é sempre uma espécie de encontro do estudante consigo mesmo. Ali estará sozinho, diante das folhas de questões, e ali terá de apresentar o melhor desempenho possível para poder almejar uma boa classificação. Para alguns, é um momento terrível, assustador; para outros, nem tanto. Como chegar a um denomidador comum?

Diante de tanto folclore que já se criou a respeito do momento da prova, com receitas de todos os tipos, todas miraculosas, o candidato se vê ainda mais perdido do que estava antes de consultá-las. Que fazer? Não fazer nada, não acreditar em receitas milagrosas, não acreditar em calmantes, não acreditar em fórmulas mágicas. Deve apenas acreditar em si mesmo e ter consciência o mais realística possível de sua capacidade. Nos dias que antecedem as provas, o melhor a fazer é analisar friamente as possibilidades: está “de bem” com todos os conteúdos da disciplina? ou “está de mal” com alguns deles. Ser realista, neste caso, significa entender que dificilmente um candidato, por mais inteligente e preparado que seja, conhece a fundo todo o conteúdo que pode ser focalizado pela prova. As notas máximas são raríssimas em todos os vestibulares. Você sabe que esse conteúdo é enorme e, além disso, uma leitura um tanto desatenta desta ou daquela questão pode inviabilizar uma resposta correta. Por que é bom saber disso? Porque você ficará mais tranquilo, sabendo que a grande maioria dos candidatos não domina todo o conteúdo das disciplinas.

Ora, sendo algo absolutamente normal não conhecer toda a matéria, você pode até torcer para que haja mais perguntas sobre os pontos que domina, mas é melhor não torcer muito, porque as provas são elaboradas de modo a contemplar o mais abrangentemente possível a matéria. Uma atitude mais razoável é assumir que terá todas as condições de acertar certo número de questões e que deverá ter um pouco mais de trabalho com relação a outras. Em resumo: deve ter em mente que acertará muitas questões e poderá errar outras, mas empenhará todo o seu esforço em acertar o máximo. Esta atitude realista é bem mais eficiente do que fórmulas mágicas para evitar o exceso de tensão e nervosismo. E ajudará também bastante pensar, desde já, que você não presta um único vestibular e que ao longo de sua vida acadêmica e, mais tarde, profissional, continuará tendo de passar por testes, provas, concursos de admissão, concursos para promoção, etc., etc., etc. Parece que os seres humanos nascem mesmo para fazer provas o tempo todo. Neste sentido, nossas vidas podem ser comparadas com um campeonato de futebol que todos os anos se repete e todos os anos temos de dar o máximo de nosso esforço para, se não formos campeões, pelo menos obtermos uma classificação honrosa.

Deu para se acalmar? O momento da prova é apenas isto: o momento da prova, o momento “dessa” prova, que é apenas uma das muitas pelas quais você passará ao longo de sua vida. Boa prova!