Archive for June, 2012

Unesp, a Universidade para todos

Thursday, June 28th, 2012

Você, candidato a uma vaga no Vestibular Meio de Ano da Unesp, por certo costuma discutir com seus colegas a dificuldade para obter aprovação em vestibulares. São muitos candidatos para um número pequeno de vagas, e isso parece ser um tanto injusto. Deveria haver um número muito maior.

Você está certo a esse respeito e pode encontrar provas disso. Se consultar jornais e revistas dos últimos trinta anos, verificará que uma das principais reivindicações da sociedade brasileira, na voz daqueles que terminam o ensino médio, tem sido a do aumento do número de vagas nos cursos superiores das universidades públicas. No mesmo período se pode observar que houve um esforço verdadeiramente hercúleo dessas universidades no sentido de ir aumentando a oferta de cursos e de vagas, para possibilitar que cada vez mais estudantes brasileiros tenham acesso a um ensino superior gratuito de grande qualidade. Esse aumento, infelizmente, é inferior ao crescimento do número de candidatos.

Nessa perspectiva, vale a pena você conhecer a história da Unesp, fundada em 1976. O aumento da oferta de ensino superior no Estado, que já contava com duas outras universidades estaduais, foi uma das razões de sua criação. A Unesp surgiu da união de faculdades e institutos isolados do Estado e, ao longo de sua história de trinta e seis anos, vem seguindo o princípio de fazer crescer cada vez mais a oferta de cursos e vagas, seja pela permanente criação de novos cursos, seja pela incorporação de outras instituições públicas, seja pela criação de novas unidades em municípios do Estado que ainda não contavam com ensino superior público.

As vagas a que você concorre hoje no vestibular de inverno são produto deste esforço constante da Unesp em oferecer cada vez maior número de cursos e vagas em todas as regiões do Estado de São Paulo. A partir do início deste século, com a criação de novos câmpus em diferentes municípios e de novos cursos, nossa universidade vem dando uma resposta muito eloquente à demanda por vagas. A Unesp tem hoje unidades em 23 municípios paulistas cobrindo o Estado de norte a sul, de leste a oeste. E esse esforço não para. Se você ler os jornais das últimas semanas, verificará que uma nova unidade, em um novo município, São João da Boa Vista, está sendo criada, com a oferta inicial de um curso de Engenharia de Telecomunicações, que já oferecerá vagas no próximo vestibular. O segundo curso, de Engenharia de Materiais, deverá ser oferecido para 2014. Além destes, como já foi menionado em artigo recente, outros cursos de engenharia estarão sendo oferecidos nos próximos vestibulares em outras unidades.

É a Unesp que cresce a passos rápidos, fiel a seu objetivo de ser cada vez mais uma universidade para todos.

 

 

Em boa hora

Wednesday, June 20th, 2012

Após a divulgação dos resultados da primeira fase, passado o instante da alegria, para uns, e do aborrecimento, para outros, a atitude comum deve ser de olhar para a frente. Os aprovados têm um novo desafio. Os não aprovados têm algumas reflexões a fazer.

O Vestibular Meio de Ano da Unesp torna-se especial exatamente por isso: é um filtro, é um denominador comum, é um critério ao mesmo tempo de avaliação e autoavaliação. Por isso, aqueles que não conseguiram aprovação devem ponderar um pouco, refletir sobre as causas que os levaram a isso. Como já ficou dito mais de uma vez neste blogue, deixar de ser aprovado deve ser visto como um impulso, um estímulo para avaliar as causas e, até a próxima vez, eliminá-las. Embora em muitos romances e filmes a vida seja apresentada como uma série de façanhas, no mundo real os erros, tropeços e fracassos, que nem sempre os ficcionistas mencionam, são eventos normais entre os picos de sucesso.

Se você é dos treineiros que obtiveram passaporte para a segunda fase, merece realmente todos os louvores. O treineiro aprovado na primeira fase já está apresentando uma prova significativa de competência; mas, se passar também na segunda, estará dando uma prova gigantesca de que tem condições de conquistar vaga nos vestibulares de universidades públicas, quando estiver formado no ensino médio. Trata-se, mesmo, de uma grande e bela façanha.

Se você for um dos candidatos que farão a segunda fase, por certo está neste momento concentrado em preparar-se ainda mais. Com o que verificou nos exames da primeira, está revendo alguns pontos, alguns conceitos, tentando eliminar dúvidas, exercitando sua capacidade de redação e estabelecendo mentalmente todo o roteiro da segunda fase como um projeto de sucesso. Faça isso, pense positivamente sempre e não desperdice oportunidades de aprender mais.

A todos, uma ótima prova!

 

A parafernália eletrônica e você

Tuesday, June 12th, 2012

Costumamos empregar o termo parafernália quando queremos nos referir com  bom humor a um conjunto de objetos usados por alguém em certa atividade, como, por exemplo: Lá vem o Jarbas, meu amigo pescador, com sua parafernália, para apavorar os peixes da represa!

Com tanta ou até mais propriedade, podemos empregar a palavra parafernália, hoje, para nos reportarmos aos objetos que as TICs, as tecnologias da informação e da comunicação colocam em nossas mãos: computador, notebook, netbook, e-reader, tablet, telefone celular, sem falar nos equipamentos auxiliares como pendraive, agadê externo, cartão de memória, as máquinas fotográficas e filmadoras digitais e as mídias como o cedê, o devedê e o blu-ray, etc., etc., etc. Tudo isso, é claro, mediado e inter-relacionado pela internet, pela rede, que constitui uma espécie de segundo universo em que a humanidade navega, produz e deposita informações, conhecimentos, experiências e se mostra inteiramente ela, humanidade, com tudo o que tem de bom e de mau, de respeitável e desprezível, de pacífico e violento, de dignificante e de vergonhoso.

Com a internet e essa parafernália toda, você pode considerar-se, hoje, um indivíduo novo, completamente diferente das pessoas de algumas décadas atrás, em que a grande fonte de informações e conhecimentos eram as velhas e sebosas enciclopédias, que hoje ainda podem ser lidas, é claro, e muito aperfeiçoadas, na rede. Cartas e máquinas de escrever viraram peças de museus; o papel, para alegria das árvores e das florestas, está sendo cada vez menos utilizado. Você se comunica agora pelo celular, envia torpedos aos amigos, troca emails no trabalho e na vida particular, baixa documentos, programas e jogos em poucos instantes, visita museus do mundo todo apenas olhando para o monitor… e não precisa mais daquele colega ou daquele professor particular para resolver suas dúvidas de estudo. Tudo está na rede, é só pesquisar aqui e ali e encontrar muito mais do que procurava.

Lindo e maravilhoso esse negócio de ser um novo homem, não é? Para alguns, é mesmo. Para outros, é e não é, pois a questão de ser um novo indivíduo não quer dizer que você possa receber tudo de graça do mundo digital e do universo cibernético. Nada disso. A parafernália eletrônica implica que você tem de desenvolver novas habilidades e empregar muito esforço e determinação para atingir suas conquistas, como, por exemplo, aprender mais do que ensinam na escola e ser aprovado em exames vestibulares. Aumentou, portanto, meu caro, sua responsabilidade como um novo homem do século XXI. Você tem maravilhosos instrumentos em mãos, com os quais o próprio Einstein nem sonhava. E tem de ser digno dessas dádivas da eletrônica para delas extrair tudo o que se pode e deve extrair.

E aqui não cabem desculpas de que a eletrônica o escraviza e o deixa sem ação. O oposto é que é verdadeiro: todos os objetos que a tecnologia da informação coloca em suas mãos são passivos. O ativo tem de ser você.

Pense nisso! Só você pode ser o diretor e coordenador do processo de se transformar em um homem à altura do século em que vive.

 

No momento da prova

Friday, June 1st, 2012

O momento de qualquer prova, seja escolar, seja de concurso para emprego, seja de vestibular, é sempre uma espécie de encontro do estudante consigo mesmo. Ali estará sozinho, diante das folhas de questões, e ali terá de apresentar o melhor desempenho possível para poder almejar uma boa classificação. Para alguns, é um momento terrível, assustador; para outros, nem tanto. Como chegar a um denomidador comum?

Diante de tanto folclore que já se criou a respeito do momento da prova, com receitas de todos os tipos, todas miraculosas, o candidato se vê ainda mais perdido do que estava antes de consultá-las. Que fazer? Não fazer nada, não acreditar em receitas milagrosas, não acreditar em calmantes, não acreditar em fórmulas mágicas. Deve apenas acreditar em si mesmo e ter consciência o mais realística possível de sua capacidade. Nos dias que antecedem as provas, o melhor a fazer é analisar friamente as possibilidades: está “de bem” com todos os conteúdos da disciplina? ou “está de mal” com alguns deles. Ser realista, neste caso, significa entender que dificilmente um candidato, por mais inteligente e preparado que seja, conhece a fundo todo o conteúdo que pode ser focalizado pela prova. As notas máximas são raríssimas em todos os vestibulares. Você sabe que esse conteúdo é enorme e, além disso, uma leitura um tanto desatenta desta ou daquela questão pode inviabilizar uma resposta correta. Por que é bom saber disso? Porque você ficará mais tranquilo, sabendo que a grande maioria dos candidatos não domina todo o conteúdo das disciplinas.

Ora, sendo algo absolutamente normal não conhecer toda a matéria, você pode até torcer para que haja mais perguntas sobre os pontos que domina, mas é melhor não torcer muito, porque as provas são elaboradas de modo a contemplar o mais abrangentemente possível a matéria. Uma atitude mais razoável é assumir que terá todas as condições de acertar certo número de questões e que deverá ter um pouco mais de trabalho com relação a outras. Em resumo: deve ter em mente que acertará muitas questões e poderá errar outras, mas empenhará todo o seu esforço em acertar o máximo. Esta atitude realista é bem mais eficiente do que fórmulas mágicas para evitar o exceso de tensão e nervosismo. E ajudará também bastante pensar, desde já, que você não presta um único vestibular e que ao longo de sua vida acadêmica e, mais tarde, profissional, continuará tendo de passar por testes, provas, concursos de admissão, concursos para promoção, etc., etc., etc. Parece que os seres humanos nascem mesmo para fazer provas o tempo todo. Neste sentido, nossas vidas podem ser comparadas com um campeonato de futebol que todos os anos se repete e todos os anos temos de dar o máximo de nosso esforço para, se não formos campeões, pelo menos obtermos uma classificação honrosa.

Deu para se acalmar? O momento da prova é apenas isto: o momento da prova, o momento “dessa” prova, que é apenas uma das muitas pelas quais você passará ao longo de sua vida. Boa prova!