Arquivo de 11 de maio de 2012

Pesquise, que você encontra!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Nesta reta final de preparação para os vestibulares de inverno, vale a pena insistir num conselho sobre o papel da pesquisa em seus estudos. Você talvez não tenha reparado: desde os primeiros anos do ensino fundamental houve toda uma estratégia, dos professores e das escolas, para ensiná-lo a pesquisar, ou seja, para ensiná-lo a encontrar as respostas aos exercícios e a suas dúvidas buscando fontes diferentes, que não apenas os manuais escolares adotados. Com o tempo, a própria palavra pesquisa passou a ser empregada por seus professores para designar os trabalhos que você tinha de fazer em casa ou na biblioteca da escola, em que a procura de informações em livros, revistas, jornais e apostilas era fundamental.

Com o advento da internet — e você fez todo o seu estudo já na era da rede! — ficou ainda mais fácil encontrar diferentes fontes para as pesquisas escolares. Como costuma dizer o povo, a internet é uma mão na roda: tudo está lá, todos os livros, apostilas, enciclopédias, jornais, revistas, bibliotecas, museus, institutos, universidades, sem falar que, quando a pesquisa aborda uma pessoa viva, como por exemplo um literato, um cientista, um artista, um esportista, é comum até encontrar-se o próprio site da personalidade e, por vezes, trocar correspondência.

Pois é. Tudo mais fácil. Mas o mais fácil, quando mal conduzido, pode tornar-se mais difícil. Muitos colegas seus, entendendo mal ou fingindo entender mal o conceito de pesquisa, se acostumaram a fazer trabalhos à base de colagens de textos encontrados na rede, sem qualquer acréscimo de informação pessoal, sem qualquer intervenção ou, pelo menos, sem acoplagem inteligente de diferentes textos encontrados. A pesquisa, assim, para muitos, parecia algo mais fácil, só copiar e colar, inventar um novo título e escrever o nome embaixo, em vez do nome do autor original.

Não dá nem para dizer que isso é plágio, pois um plagiário tem razões mais complexas para copiar e apresentar-se como autor de um trabalho, enquanto o problema do mero copiador e colador é apenas quebrar o galho. Os professores, é claro, ficavam de mãos atadas com essas “pesquisas” na internet, porque nem sempre podiam chegar ao texto original e apontar a fraude; e, muitas vezes, acusações de cópia e colagem traziam mais aborrecimentos do que resultados concretos em termos de ensino de Ética.

Você foi um desses pesquisadores coladores? Por certo que não. Mas um belo dia seu curso no ensino médio terminou e você se viu face a face com o enfrentamento dos vestibulares. E agora? Fazer o quê? A proximidade dos exames causou uma verdadeira revolução no seu modus operandi, porque tinha de fazer bem mais que o trivial da escola para estar preparado. Descobriu, assim, que existem duas linhas de estudo: a das salas de aula e a da preparação para os exames: a primeira continuando a ser comandada pelos professores; a segunda, por você mesmo, que tem descobrir e descobrir-se em termos de método de estudo. E é nesta segunda linha que irá aproveitar toda a sua experiência em pesquisa, para buscar informações que não estão nos manuais escolares ou que não foram bem assimiladas. Em outras palavras, esta segunda linha é, na prática, um pesquisar constante, uma permanente busca de conhecimentos e informações para sanar lacunas de aprendizagem.

Por estas razões, em vez de ficar dizendo, pelos cantos, que A escola não me ensinou isso, não me ensinou aquilo! — o que nem sempre é verdade — dê graças a Deus que você tem hoje a rede, que em pesquisa se revela soberana: tudo nela se encontra, todas as informações, todos os conhecimentos, todas as experiências em qualquer campo. Há sites especializados em vestibulares que podem corrigir suas redações e sugerir os aspectos em que precisa melhorar. Há sites de simulação de provas. Há sites de tudo. Não é aconselhável, portanto, enfrentar os vestibulares com uma coleção de lacunas ou de dúvidas em seus estudos. Trate de sanar o mais que puder. Pode acontecer até que nenhuma das lacunas que você preencher em suas pesquisas sirva nas provas. Mas pode acontecer que uma ou duas soluções encontradas caiam e representem aqueles milésimos necessários para você garantir sua vaga, o que na verdade significa garantir sua vaga para continuar pesquisando, porque todo o seu curso superior será à base de pesquisa, muita pesquisa.

Pesquise sempre, que você encontrará seu futuro!