Archive for March, 2012

A expansão da Unesp continua: 440 novas vagas

Tuesday, March 27th, 2012

O mês de março trouxe novidades. A expansão da Unesp continua e novas vagas serão criadas a curto prazo. O que isso significa? Mais oportunidades de fazer seu curso em uma grande universidade pública.

A Unesp se caracterizou, desde sua fundação, em 1976, como uma instituição de ensino superior voltada para todo o Estado de São Paulo, razão por que a maior parte de suas unidades se localizava no interior. A partir do ano 2000, mesmo já estando presente em numerosos municípios paulistas, iniciou-se um processo de expansão para atingir, segundo os seus gestores, as regiões geográficas do Estado ainda não assistidas por universidade pública. Com isso, desde 2001 foram criadas unidades da Unesp em São Vicente, Registro, Itapeva, Sorocaba, Ourinhos, Tupã, Dracena e Rosana. Nossa universidade começava a consolidar, deste modo, o objetivo de alcançar todas as regiões do Estado.

Na época, houve alguma polêmica na Universidade sobre a procedência ou não da criação de tais câmpus, mas a alta administração da Unesp não hesitou em implantá-los e obter apoio do Governo do Estado, o que contribuiu para que todos tivessem sucesso e atualmente estejam em franco desenvolvimento. Os reitores que se sucederam na primeira década do século souberam ousar para levar em frente um processo que encarnava, desde o início, o próprio espírito que presidiu a criação da Unesp.

Agora o processo de expansão continua. Será dado mais um importante passo, a criação de uma unidade em São João da Boa Vista, com a oferta inicial de dois cursos de engenharia. Aproveitando-se toda a experiência adquirida no funcionamento das demais unidades implantadas desde o início do século, o câmpus de São João da Boa Vista começará suas atividades com certeza de êxito.

As boas notícias não param aí, pois, além desses dois, mais nove cursos de Engenharia serão criados. Deste modo, até 2014 a Unesp estará com onze novos cursos em funcionamento:

 

Engenharia Química e Engenharia de Bioprocessos, em Araraquara;

Engenharia Ambiental, em São José dos Campos;

Engenharia de Bioprocessos, em Botucatu;

Engenharia Agronômica, em Dracena;

Engenharia de Biossistemas, em Tupã;

Engenharia de Manufatura, em Itapeva;

Engenharia de Pesca, em Registro;

Engenharia de Energia e Recursos Renováveis, em Rosana;

Engenharia Eletrotécnica e Engenharia de Materiais, em São João da Boa Vista.

 

Segundo o cronograma estabelecido, serão implantados três desses cursos já em 2012, cinco em 2013 e três em 2014, que em conjunto representarão o aumento de 440 novas vagas pela Universidade.

O orgulho de toda a Unesp por este fato pode ser sintentizado pelas próprias palavras do atual reitor em exercício, Julio Cezar Durigan, em comunicado interno da instituição: A Unesp é um bom exemplo de Universidade descentralizada e multicâmpus, preocupada com a qualidade dos profissionais que forma nas 23 regiões do Estado onde ela se encontra instalada. A importante criação dos novos cursos de engenharia é uma prova concreta de sua contrapartida à coletividade que a sustenta. Ao final de cinco anos, serão 2200 alunos estudando nos novos cursos a serem implantados, formando 440 novos engenheiros a cada ano. Definitivamente, é uma universidade que se preocupa com os rankings mundiais sem perder a consciência de sua importância para o Brasil.

É um grande orgulho para nós fazer parte deste processo de expansão, nascido da vocação natural da Unesp para atender a um número cada vez maior de regiões e de estudantes!

 

O que a Unesp quer de mim?

Monday, March 19th, 2012

Algumas vezes você se pergunta, em meio a todo o esforço de estudo para os vestibulares: Afinal, o que a universidade quer de mim?

Boa pergunta. E a resposta aparece nos manuais dos candidatos de todas as universidades. No caso da Unesp, transformando a pergunta genérica acima em O que a Unesp quer de mim?, a resposta se encontra, por exemplo, nos objetivos fixados no artigo primeiro da resolução que rege o Concurso Vestibular Meio de Ano 2012:

 

Art. 1º. – O Concurso Vestibular Unesp Meio de Ano 2012 consiste na seleção e classificação de candidatos à matrícula inicial nos Cursos de Graduação no segundo semestre letivo, tendo por objetivos:

1 – Selecionar candidatos capazes de:

a) articular ideias de modo coerente;

b) compreender ideias, relacionando-as;

c) expressar-se com clareza;

d) conhecer o conteúdo do  currículo da educação básica do estado de São Paulo.

II – integrar os objetivos da Universidade àqueles desenvolvidos pelo sistema de ensino fundamental e médio;

III – dar condições para o desenvolvimento de potencialidades e aptidões do aluno nas áreas específicas da Universidade.

 

É isto o que a Unesp deseja de você. É muito? Na verdade, não. É apenas o que você pode oferecer, por ter sido aprovado nos ensinos fundamental e médio. Obviamente, você sabe disso, mas sua pergunta visou atingir outro patamar: você quer saber de modo mais específico as qualidades e habilidades que a Unesp busca nos ingressantes. Perfeito. Essas qualidades e habilidades estão descritas no artigo acima citado. E convenhamos, desde já, que não são exigências “terríveis”: capacidade de ler, compreender, raciocinar, argumentar, expressar-se. O que significa isso em termos de exames? Simples: tomando por base que sua comunicação inicial com a Universidade, por meio das diferentes provas, se faz pela leitura e pela escrita, espera-se que você demonstre ser capaz de ler os textos e enunciados de questões, compreender o que se pede, raciocinar de modo preciso na elaboração das soluções e responder em discurso claro.

Sim, você diria, mas se perguntarem apenas o que eu não sei? Essa possibilidade, no caso de exames vestibulares das universidades públicas, não existe, porque as provas são elaboradas com base nos conteúdos dos currículos atuais das escolas de ensino fundamental e médio, que obedecem aos preceitos federais e estaduais sobre a educação. E o objetivo fundamental na elaboração das questões não é perguntar o que o estudante não pode saber, mas o que o estudante deve saber por haver recebido tais conteúdos ao longo do ensino básico.

Se até agora não notou, observe com atenção: os objetivos dos exames vestibulares, acima transcritos, são os mesmos do ensino básico! O que esse ensino lhe ofereceu, em termos de conteúdos, ao longo de 12 anos? A aquisição de competências em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (língua portuguesa e literatura, língua inglesa, educação física e arte); Ciências Humanas e suas tecnologias (história, geografia e filosofia) e Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias (biologia, química, física e matemática). Você teve, assim, uma formação ampla, por meio da qual a escola básica também procurou prepará-lo como um cidadão, ou seja, como um indivíduo capaz de interagir positivamente, eticamente, produtivamente com a sua comunidade e a sociedade em geral.

A Unesp, deste modo, não quer saber se você tem esta ou aquela virtude, esta ou aquela qualidade, esta ou aquela competência em particular. Ela quer saber se você aproveitou muito bem e como um todo a formação que lhe foi oferecida e se tornou um indivíduo capaz de articular ideias de modo coerente, compreender ideias, relacionando-as, expressar-se com clareza, conhecer o conteúdo do  currículo da educação básica do estado de São Paulo. E isto, a ponto de merecer classificação para uma das vagas do curso escolhido. Por isso as provas são extensas, amplas, procuram focalizar o máximo possível dos conteúdos das áreas acima mencionadas.

Obtida a vaga, efetuada a matrícula, você e a Unesp estarão juntos e atuantes, integrando os objetivos da universidade àqueles desenvolvidos pelo sistema de ensino fundamental e médio. Ao longo desse processo, a Unesp se compromete a dar condições para o desenvolvimento de suas potencialidades e aptidões na área específica escolhida por você.

Sim, mas o problema é conseguir a vaga! dirá você. Tem razão, e esse é o outro lado da medalha, o lado áspero, e os exames vestibulares são muitas vezes acusados, imerecidamente, de causadores dessa aspereza, quando a verdadeira causa é outra. O ideal seria que todos os que se formam no ensino médio tivessem acesso automático e imediato a cursos superiores. Infelizmente, nosso país ainda não tem condições de oferecer vagas a todos em universidades públicas. Resultado:  você não pode dormir nos louros da conquista do ensino básico: tem de preparar-se arduamente para garantir classificação ao superior.

E agora? Ficou mais fácil entender por que se esforça tanto e continuará se esforçando ao longo do curso que fará na Unesp?

 

Há uma receita para ser aprovado?

Wednesday, March 14th, 2012

Em diferentes notícias e matérias sobre exames vestibulares publicadas em jornais e revistas e divulgadas na internet, os candidatos que obtiveram aprovação nos primeiros lugares apresentam conselhos bastante diversos, por vezes até contraditórios, aos que ainda não passaram. Há candidatos que declaram ter empregado a maior parte das horas do dia estudando, inclusive aos sábados e domingos. Outros juram que estudaram muito nos cinco dias úteis da semana, mas não abriram mão dos sábados e domingos para lazer e descontração. E há quem garanta que não estudou praticamente nada, apenas prestou bastante atenção às aulas desde o final do ensino fundamental.

Ora, se tentarmos estabelecer uma receita para a classificação em exames vestibulares com base nessas informações dos aprovados, com toda a certeza não produziremos nenhum método salvador. E a razão é muito simples: cada pessoa é uma pessoa, cada indivíduo é portador de características únicas, de modo que o exemplo dado por outro pode ser útil, como também não encontrar nenhum eco. Faça como eu fiz ou como os melhores fizeram se revela, assim, apenas um conselho bem intencionado, não uma receita milagrosa.

Existiria essa receita? Na verdade, não existe. Estudar muito ou estudar pouco depende de cada pessoa: uns precisam de menos tempo e esforço para assimilar determinados conteúdos, outros de aplicação bem maior. Ter mais ou menos lazer durante os estudos também encontra variações no temperamento de cada pessoa e no modo como encara o estudo, o trabalho, as tarefas. E nem mesmo se pode dizer que passar em vestibular é questão de ter extrema inteligência: Só os muito inteligentes passam! dizem alguns, mas até essa afirmação não corresponde inteiramente à verdade, como não corresponde inteiramente à verdade afirmar que quem tem uma boa formação está em vantagem, pois a maior dose de determinação de um estudante pode suprir suas deficiências de formação e suas dificuldades de apreensão em algumas áreas.

É claro que os professores de ensino médio e especialistas tentam estabelecer com as mais louváveis intenções “métodos de estudo”, mas qualquer receita genérica que forneçam aos candidatos deve sofrer a necessária adaptação ao modo de ser, à personalidade, à capacidade de fixar objetivos e à gana de cada um para buscar atingi-los.

Por todos estes motivos, o melhor conselho que se pode dar, neste momento, a quem ainda não passou e àqueles que irão prestar vestibulares pela primeira vez é semelhante ao que o filósofo grego Sócrates dava a seus discípulos: Conhece-te a ti mesmo.

É claro que o conhece-te a ti mesmo tem uma implicação muito mais profunda em termos da filosofia socrática, mas, mutatis mutandis, como diriam os latinos, podemos empregá-lo com uma visão mais prática: em vez de buscar soluções milagrosas ou métodos infalíveis, que não existem, o primeiro grande passo de uma pessoa, não apenas para exames vestibulares, como também para qualquer atividade na vida é o de conhecer-se, de lançar olhos críticos para si mesmo, procurar observar com isenção suas virtudes, seus defeitos, suas habilidades naturais e suas deficiências e carências. De posse dessa autoanálise ou autocrítica, com certeza se torna mais fácil escolher o método adequado.

Pense nisso e continue seu esforço. O Vestibular Meio de Ano vem aí.