Archive for January, 2012

Bem-vindos à Unesp

Thursday, January 26th, 2012

A divulgação das listas de aprovados é sempre um momento de grande felicidade para a comunidade da UNESP. Trata-se do ponto de chegada de um planejamento para promover exames que propiciem a todos os candidatos a mesma oportunidade de demonstrarem a competência adquirida ao longo de anos de muito estudo, muito sacrifício, muita determinação.

O significado dos exames vestibulares, todavia, não se esgota no fato de que a universidade pública recebe novos alunos para oferecer-lhes uma formação de qualidade. Os estudantes não são massa passiva. São, realmente, a alma da universidade, uma alma renovada todos os anos com o ingresso de milhares de jovens que vêm buscar a realização de seus ideais e, ao mesmo tempo, fazer a universidade renascer em seus próprios ideais e metas. Isto porque são portadores dos anseios da sociedade, sinalizam os caminhos que devem ser seguidos para atender às expectativas de um país em intenso desenvolvimento econômico e social. Deste modo, a cada nova geração de alunos que ingressam na Unesp, pode-se dizer, sem medo de errar, que esta se torna uma nova universidade.

Se você é um dos convocados, aceite nossas sinceras congratulações e ingresse na UNESP com essa mentalidade, certo de que não vem apenas buscar, mas também contribuir com sua experiência, com as visões que foi desenvolvendo desde a infância até este momento. E acredite que cursar o ensino superior será algo diferente de tudo o que você já experimentou, tanto pelas satisfações em adquirir formação, quanto pelas revelações que aos poucos terá a respeito das responsabilidades que essa formação acarretará para a sua vida e para toda a sociedade. Todos aqueles que se diplomam por universidades públicas situam o curso universitário como o período em que aprenderam a conviver em grupo nas repúblicas, a descobrir as reais carências da sociedade, ao participar de programas para auxílio de comunidades carentes, a descobrir o Brasil real em suas virtudes e seus problemas, a completar, enfim, o desenho do ideal, que buscavam individualmente na universidade, com as cores da coletividade e dos anseios de todos os cidadãos.

Claro que os quatro ou mais anos da sua formação serão também preenchidos com atividades esportivas, artísticas, com muitas formas de lazer, com festas estudantis e alegrias nascidas da própria convivência no câmpus. É neste sentido, em virtude de toda a variação de eventos, que o período de formação na universidade é ímpar, é um verdadeiro paraíso do qual saímos sempre com saudades para buscar nossa realização profissional e para contribuir com a sociedade que nos propiciou uma formação de excelência.

Bem-vindos à Unesp!

A verdadeira formação universitária

Friday, January 20th, 2012

Num momento em que os candidatos se encontram em plena agitação, aguardando resultados e ainda prestando exames, vem a propósito conversar sobre uma questão muito importante: a formação universitária.

É perfeitamente normal e compreensível que os estudantes sejam tomados por sonhos, ideais, apreensões e, mesmo, medos. Afinal, a época dos vestibulares é de definição de rumos. Cada jovem desenvolveu, desde a infância, um projeto de vida adulta a partir de certas escolhas, entre as quais a obtenção de um diploma universitário é das mais importantes. Quem pretende ser médico já se vê, em devaneios, em um consultório, em um hospital, e projeta a melhor imagem de profissional possível. Quem deseja formar-se em Direito já se vê em pleno júri, como advogado de defesa, promotor ou juiz. Quem almeja ser cientista não tem dificuldade em se imaginar em laboratórios sofisticados promovendo grandes descobertas. E assim por diante, em todos os campos da formação universitária.

Isto é bastante claro: os estudantes veem na universidade o instrumento para a obtenção de qualidade em determinada área e a busca de condições plenas de realização futura, para que possam ter uma vida particular e familiar tranquila e abastada. Nada mais justo. Nada mais elogiável. E as grandes universidades, objeto de desejo da maioria dos jovens, apresentam realmente competência para conduzi-los à formação desejada.

Vale observar, todavia, que as universidades não fazem apenas isso. Fazem muito mais. E o mais que fazem pelos jovens não é propriamente dotá-los de habilidades para o trabalho, mas aprimorar-lhes a consciência e a cidadania. Se filosofarmos um pouco a esse respeito, acabaremos concluindo que o grande mérito da universidade não é formar o profissional, é formar o cidadão, estimulando nos jovens o espírito de colaboração e o humanitarismo. Deste modo, quem carrega um diploma universitário, além da certeza de que exercerá muito bem a profissão abraçada, leva também a certeza de que a exercerá como homem, no mais verdadeiro sentido desta palavra. Um homem adulto, formado por universidade, no século XXI, não é um aventureiro, não é uma consciência cega em busca de realização à custa de prejuízos de outras pessoas e da sociedade em geral. Ao contrário, é um indivíduo que procura usufruir do que a sociedade oferece e de contribuir permanentemente para que ela ofereça o mesmo a todos.

O mundo atual precisa de indivíduos ao mesmo tempo críticos da realidade e solidários com seus semelhantes, para que possam ser os responsáveis por eliminar a desigualdade, a injustiça, a exploração do homem pelo homem, o esbanjamento de recursos naturais, a poluição ambiental, os conflitos regionais, as guerras. Serão esses indivíduos que, finalmente, conseguirão livrar o planeta dos perigos que o rondam, a maioria dos quais causados pelos próprios homens.

É essa a verdadeira formação que a universidade oferece.

2012, o ano das grandes realizações

Wednesday, January 11th, 2012

Durante o ano de 2011 muito se falou sobre o que poderá acontecer em 2012. Os catastrofistas de plantão, com base em interpretações duvidosas do calendário dos maias e do alinhamento dos planetas e do Sol, passaram a prever cataclismos sem conta e, como clímax, a destruição da Terra. Bem interessante como ficção, não como realidade. A Terra já passou por muitos alinhamentos e calendários… e não acabou.

A realidade é que o ano começa bem. A economia brasileira já está entre as primeiras do mundo, vivemos um período de calma e tranquilidade em nosso país. O mundo, é claro, se defronta com problemas, quer de ordem econômica, quer de ordem ambiental, quer de conflitos entre alguns países. Nada, porém, que não possa vir a ser resolvido ao longo dos anos. Se existe uma certeza a que toda a humanidade chegou no século XXI é de que é preciso viver em paz, zelar pelo ambiente e promover cada vez mais o bem-estar de todas as pessoas em todas as partes do mundo. Não há outro caminho para a sobrevivência.

A passagem de um ano para outro, neste sentido, deve ser sempre guiada por esses ideais. É preciso crer na harmonia, na solidariedade, no esforço de todos e de cada um para que o mundo se torne cada vez melhor.

E esforço não falta aos vestibulandos, que mal tiveram tempo de comemorar o Natal e a passagem de ano e não podem ficar pensando em calendário maia, alinhamento, catástrofes e crises: enquanto em algumas universidades se corrigem as provas prestadas no final do ano, em outras se realiza a segunda fase dos exames. Assim, nem dá para ficarem nervosos aguardando a classificação nos vestibulares encerrados, pois é preciso caprichar no desempenho para ter mais possibilidades de escolha. Logo mais todos saberão se e onde foram aprovados e começará a fase de matrículas e de muita comemoração.

Evidentemente, nem todos serão aprovados, o que não deve ser motivo de pessimismo. O mundo não para, a vida não anda para trás, logo haverá novamente vestibulares de meio de ano, de sorte que o candidato determinado ainda verá chegar a sua vez de comemorar e iniciar o tão sonhado curso.

Por tudo isso, o ano de 2012 não deve ser visto como o ano dos criadores de crises, mas o ano dos criadores de sonhos. E todos sabemos que de sonhos nascem as grandes realizações. Um feliz e pleno 2012 a todos.