Archive for October, 2011

Antes dos exames: dez atitudes úteis

Tuesday, October 25th, 2011

Aproximando-se o momento dos exames, vale a pena apontar algumas atitudes que podem ajudar você nesse momento tão importante:

 

1. Não exagere na dose – Os poucos dias de que você dispõe até o momento das provas têm de ser vividos com calma e ponderação. Não cometa exageros, nem no ritmo do estudo, nem tampouco em outras atividades que possam, pelo excesso, trazer algum tipo de perturbação a você às vésperas dos exames.

2. Cuidado com os conselhos milagrosos – Há todo um folclore no tocante aos exames vestibulares sobre meios de atingir um desempenho fora do comum. Alguns conselhos a este respeito chegam a ser absurdos, verdadeiramente hilários, e só podem representar prejuízo aos candidatos. Não acredite em soluções milagrosas. Acredite na regularidade do esforço com que chegou a este ponto.

3. Cuide de seu estado físico – É unânime entre os professores que o estado físico do candidato é algo muito importante antes e durante os exames. Por isso cuidado com atividades que possam trazer qualquer prejuízo a esse respeito. Cuide de seu corpo e, se tiver alguma desconfiança a respeito de sua saúde, consulte o médico da família. É o profissional competente para dar-lhe os melhores conselhos a este respeito.

4. Mantenha sua rotina – Uma das maneiras de evitar atrapalhos às vesperas dos exames é manter a rotina. Cada um de nós tem uma rotina, criada e desenvolvida segundo seu próprio temperamento, seu modo de ver as coisas, de enfrentar os problemas do dia a dia. Não é hora aconselhável de tentar estabelecer mudanças radicais nesse sentido.

5. Últimas revisões com objetividade – É claro que, mesmo faltando apenas alguns dias para as provas, você pensará em fazer revisões desta ou daquela matéria. Normalíssimo. Cuide, no entanto, de fazer isso com ponderação e tranquilidade. Procure revisar apenas aqueles pontos em que você possa resolver algumas dúvidas e garantir acertos, caso haja questões sobre o assunto na prova. Se tentar revisar tudo, não revisará nada.

6. Planeje o desempenho nas provas – Já foi sugerido mais de uma vez neste Blogue que o desempenho nas provas pode e deve ser planejado. Uma prova com certo número de questões objetivas, por exemplo, deve ser realizada durante determinado tempo. Vale a pena planejar o uso desse tempo, e o melhor meio para isso será a simulação com provas anteriores. Se você já fez isso, está realmente preparado para usar da melhor forma o tempo da prova.

7. Ponha a tensão a seu serviço – Em qualquer atividade de nossas vidas, certa tensão nos acompanha. É o reflexo da responsabilidade que colocamos em nosso desempenho. Prestar exames, de fato, implicando um aumento da responsabilidade, traz também um aumento dessa tensão. Esse aumento de tensão é ruim? Claro que não. Podemos utilizar positivamente a tensão, fazê-la trabalhar para nós,  colocá-la a nosso serviço, por exemplo, focalizando com mais atenção os enunciados das questões, relendo partes desses enunciados para evitar equívocos, enfim, revisando as respostas e o preenchimento do gabarito. A tensão, deste modo, será seu melhor auxiliar contra qualquer lapso ou distração que possa ter no transcorrer da prova.

8. Atenção para datas e horários – Este é um conselho prático, muitíssimo prático, mas igualmente muitíssimo útil. Datas e horários são dados inflexíveis, não permitem exceções. Todos os anos há candidatos que perdem provas por chegarem atrasados. Isso não pode acontecer a você. É melhor chegar duas horas antes no local da prova do que deixar para chegar “em cima da hora”. Em matéria de horários, não arrisque. A Lei de Murphy é cruel, quando diz que se alguma coisa pode dar errado, dará: um ônibus que tem um acidente, um defeito no motor, uma tempestade com enchente, um congestionamento, uma passeata de grevistas, tudo pode acontecer a qualquer momento. Não vale a pena, nesse caso, desafiar o azar. Desconfie e chegue sempre antes, muito antes.

9. Otimismo, sempre – Mantenha permanentemente atitude otimista. Todos os vencedores são grandes otimistas, acreditam que irão vencer e, por isso, fazem o que é necessário para vencer. Você está fazendo tudo para vencer. Acredite em você. Acredite que vencerá.

10. Seja você mesmo – Como síntese de todas sugestões apresentadas acima, atente para esta última: seja você mesmo. Você tem um modo, um estilo, uma maneira de ser. Continue com ela, pois foi ela que o trouxe vitoriosamente até este ponto. E com ela obterá novas vitórias.

 

É isso aí. Quanto ao mais, os responsáveis por este Blogue desejam a você toda a felicidade do mundo na hora de seus exames.

 

Questões objetivas: atenção para a atenção!

Thursday, October 20th, 2011

Agora que está próxima a primeira fase do Vestibular Unesp, toda em questões objetivas, não é demais dar outro bom conselho a você: é bom estabelecer um método seguro para examinar cada questão e evitar equívocos.

Na verdade, existem métodos diferentes de abordar questões objetivas, conforme a natureza da prova. Em concursos comuns, as perguntas são apresentadas diretamente, sem textos auxiliares, umas após as outras. Nesse caso, o melhor será ler com atenção o enunciado, examinar as alternativas e escolher a que se revela acertada. Este tipo de prova parece fácil. Pura ilusão: como todas as informações estão fechadas na própria pergunta, divididas entre o enunciado e as alternativas, aumenta a dificuldade para encontrar a resposta adequada.

No caso das provas do Vestibular Unesp, todavia, as questões objetivas não surgem fechadas em si mesmas, mas se apoiam em gráficos, tabelas, imagens, diagramas, textos, charges, tiras. A  abordagem das questões, neste caso, deve levar em cuidadosa consideração esses elementos de apoio. Por quê? Pelo simples fato de que não são colocados decorativamente, formam um todo com as questões e facilitam a procura da resposta adequada.

Realmente, não é preciso usar de muita malícia para verificar que um gráfico, uma tabela, uma imagem, um diagrama, um texto, uma charge, uma tira não representam apenas exemplos ilustrativos, mas, ao contrário, fazem parte das questões como elementos informativos, vale dizer, como elementos que trazem a informação necessária para encontrar a resposta, ou até mesmo, em muitos casos, como elementos que contêm a própria resposta. Conclusão inevitável: toda a atenção deve voltar-se para esses elementos, já que, ou são exemplos escolhidos para facilitar a resposta, ou, muito provavelmente, a questão foi elaborada em torno deles, a partir deles.

Tendo isso em mente, não perca tempo: estabeleça um método de abordagem ou aperfeiçoe o que já emprega, colocando como fundamental o contraste entre o que a questão solicita e o que o elemento informativo fornece objetivamente. A resposta correta se revelará nesse processo. Muitos candidatos, todos os anos, se queixam exatamente de terem “cochilado” e não prestado a atenção devida a esse contraste entre elementos informativos e enunciados das questões.

Uma boa maneira de testar o método assim estabelecido é fazer uma simulação com as provas das primeiras fases de exames vestibulares da Unesp dos últimos dois anos. Com esse treinamento, sua capacidade de apreensão de detalhes será bastante refinada.

Prepare-se. Tenha atenção com a atenção. Você chega lá!

 

Na reta de chegada: calma, ponderação, método

Thursday, October 13th, 2011

Agora que estamos a menos de um mês da primeira fase do Vestibular da Unesp, para você o momento é de calma, ponderação e método. A calma é a atitude mais recomendável para qualquer situação na vida: nervosismos e chiliques só atrapalham, criando novos problemas. Os livros de ficção e os filmes nos dão numerosos exemplos de que, com calma, é possível escapar das situações mais complicadas, enquanto nervosismo e pânico levam a tropeçar em obstáculos facilmente transponíveis em situação de equilíbrio. Cultivar uma atitude de calma é, portanto, assegurar parte da vitória por antecipação.

À calma deve aliar-se a ponderação. Se você consultar dicionários, como, por exemplo, o Aurélio,  verificará que ponderar significa examinar com atenção e minúcia; apreciar maduramente; considerar, medir, pesar. E ponderação, correspondentemente, significa tino, prudência, juízo, circunspecção, bom senso. É exatamente isso o que deve fazer agora: examine com atenção e minúcia seus pontos fortes e fracos, aprecie maduramente os conteúdos a que deve dar mais atenção nas revisões, tenha prudência e juízo para não acreditar em soluções milagrosas, em métodos mirabolantes de “decorar tudo”, pois, na verdade, você só poderar recuperar alguns conteúdos no pequeno tempo de que dispõe agora; é preciso, portanto, considerar, medir, pesar sua preparação atual, para escolher com mais acerto os pontos em que precisa reforçar-se para o dia das provas. Tudo isso, para usar uma só palavra, significa, simplesmente, bom senso. Ponderação e bom senso são palavras irmãs pelo conteúdo e, aplicadas às diferentes situações da vida, significam estar psicologicamente consciente do obstáculo a transpor e do que ainda pode ser feito para obter êxito.

Se você conseguir manter a calma e a ponderação, por certo saberá agir, nesta reta final, com método. Quando um piloto de Fórmula 1 está na liderança, a três voltas da chegada, e é avisado por rádio de que o combustível está no limite, os freios estão superaquecendo e os pneus apresentam perigosas bolhas, terá de agir com método rigoroso para vencer. Não poderá acelerar muito, para não comprometer o gasto de combustível; deverá frear com maior cuidado, para manter a qualidade de frenagem; e cuidará dos pneus com o maior carinho, como se fossem partes de seu próprio corpo. Estas atitudes representam exatamente o que denominamos método: é preciso ter método, isto é, é preciso estabelecer claramente um modo de proceder, uma maneira de agir em função das circunstâncias. No seu caso, de vestibulando, é preciso estabelecer as prioridades em termos de preparo e as revisões a fazer que lhe garantirão maior possibilidade de acertos nas provas, com base num raciocínio bastante simples: Em que não estou muito bem e posso melhorar antes das provas?

É isso aí. O tempo agora é pouco, mas, com cabeça boa e atitude otimista, você chega lá!

 

Ler, para quê? Para o máximo

Thursday, October 6th, 2011

Os estudantes do ensino médio muitas vezes reclamam do número de leituras de textos literários que têm de fazer durante sua preparação para os exames. Alguns chegam a afirmar que consideram desnecessária “tanta literatura” para sua formação, julgando que se trate apenas de pura imposição da escola. Têm alguma razão ao dizer isso?

Na verdade, não. Não têm razão nenhuma. E o primeiro modo de demonstrar que estão enganados é lembrar que “leitura”  não é uma atividade exclusiva da disciplina de Língua Portuguesa. Ao contrário, uma parte substancial do percurso do estudante na escola, desde a mais tenra infância, é direcionada a prepará-lo para as atividades de leitura e de redação que ocuparão a maior parte de sua vida escolar até o último ano do curso universitário. Em certo sentido, podemos dizer que estudar é ler e escrever. A escola se faz com livros de todas as disciplinas. Os estudantes leem livros de Matemática, Geografia, História, Biologia, Artes, Língua Portuguesa, etc., etc.

Então, quando um estudante afirma que não gosta de leitura, não está querendo dizer que não gosta de ler os livros de todas as disciplinas, já que boa parte do ensino se baseia em livros. Está querendo afirmar, sim, que não gosta de ler livros de criação literária, tais como poesia, conto, romance. Alguns chegam a afirmar que poesia, conto, romance não acrescentam nada a suas vidas e, quando são obrigados a encarar as relações de livros que algumas universidades estabelecem para os vestibulares, preferem “ler” livros que resumem os livros de literatura. É uma curiosa contradição: o estudante declara que detesta “ler” e, para evitar a leitura, acaba também tendo de “ler” livros ou apostilas que explicam os livros que não quis “ler”. Uma antiga personagem cômica vivida por Jô Soares em programas de televisão, diria, ante esta contradição: Que tem? Loco?

Este é o momento de perguntar, navegando na contradição: o que tem a literatura que leva alguns estudantes a desprezarem sua leitura e encararem a leitura de um livro de resumo? A resposta é simples: os livros de literatura (poesia, conto, romance) têm sensibilidade, emoção, inteligência, imaginação, criatividade, estilo. Ler um livro de literatura é sempre um desafio à nossa sensibilidade, emoção, inteligência, imaginação, criatividade. É um desafio ao nosso modo de ver o mundo pelo confronto com outro modo de ver manifestado na obra. Entre outras virtudes dos textos literários ressalta o fato de que neles a língua portuguesa se revela em seu máximo requinte, em sua máxima possibilidade de organização e elaboração. Não seria exagerado dizer que literatura é a linguagem em maior estado de riqueza de forma e de conteúdo, é o discurso atingindo a excelência.

Por isso o texto literário é sempre um desafio à nossa capacidade de penetrá-lo, compreendê-lo e admirá-lo. O autor de um livro de interpretação e resumo tem como objetivo escrever um discurso clarinho, didatiquinho, mastigadinho. O autor de um texto literário não tem compromisso com a facilidade; seu compromisso é com a complexidade das emoções, dos sentimentos, das visões do mundo, de todas as possibilidades do ser e do existir. É atitude errada não aceitar esse desafio? Não, não é. É uma opção perfeitamente normal. Aceitar o desafio, porém, é algo enormemente enriquecedor. É passar por um aprendizado que não se obtém em escola nenhuma, em nenhuma universidade. O discurso literário é o discurso levado ao grau máximo da expressão linguística; ao lê-lo, nossa mente também é levada ao máximo de sua capacidade de compreensão e interpretação do discurso. Cada vez que terminamos de ler uma obra literária nos tornamos  mais sensíveis, mais criativos, mais imaginativos, mais capazes de compreender e expressar os sentimentos e emoções genuínos do ser humano. Isso é chato? Muito pelo contrário: a literatura é um elemento catalisador de tudo o que temos de bom em nosso intelecto e em nossa sensibilidade, é uma verdadeira dádiva que se nos oferece hoje nos livros, na internet e, logo mais, nos e-readers e tablets, que podem conter milhares de livros e revistas para leitura imediata, onde quer que esteja seu usuário.

Então, por que não ler? Leia. Desafie-se. Conduza sua inteligência, sua mente e sua linguagem ao máximo. Não é isso que você sempre sonhou para o seu futuro: o máximo?