Arquivo de 1 de julho de 2011

Segunda Fase: Olho no discurso e atitude

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Agora que se aproxima a segunda fase do Vestibular Meio de Ano da Unesp, toda a atenção deve estar voltada para o discurso e para a atitude.

Se nas provas objetivas era necessário apenas analisar “objetivamente” as alternativas para detectar a correta, nas provas discursivas é o discurso do candidato o divisor de águas.

Primeiro ponto a observar: o “discurso” das provas “discursivas” deve seguir a norma-padrão. A norma-padrão vale tanto para as respostas às questões quanto para a redação. Você pode encontrar mais de um texto postado neste blogue em datas anteriores sobre a norma-padrão. Consulte especialmente este, postado recentemente: Observe a norma-padrão (03-05-2011).

Segundo ponto a observar: uma resposta discursiva deve apresentar com clareza e concisão a resposta solicitada. Mesmo que considere fácil a resposta, tome cuidado para manifestá-la de modo claro. Não se trata, pois, apenas de saber a resposta, mas de saber responder, para que a banca de correção verifique que você sabe a resposta.

Terceiro ponto a observar: quando a pergunta solicita uma resposta que envolve mais de uma informação, organize bem seu discurso para que todas as informações solicitadas apareçam claras e diferençadas. Nada de sínteses nesses casos, pois a tentativa de sintetizar pode levar a omitir alguma informação pedida. Se a pergunta solicita três dados como resposta, pense sempre nesses dados como a, b e c e aponte-os segundo a melhor ordem.

Quarto ponto a observar: capriche na caligrafia. Embora o termo caligrafia traga implícita a ideia de “beleza do traçado das letras”, tal beleza é dispensável. A grafia não precisa ser bela, precisa ser clara. O m tem de ter cara de m e não de n. O u tem de ter cara de u e não de n. Muitas pessoas acreditam, equivocadamente, que a sua caligrafia deve ser do jeito que é e que quem lê é que deve ser capaz de decifrar-lhe os garranchos. Isso é perigoso em qualquer concurso que exija questões discursivas ou redação, pois há um limite para “decifrar” garranchos. Algumas pessoas escrevem de tal maneira, que seus textos só podem ser entendidos por elas mesmas, mais ninguém. Num concurso, correm sério perigo.

Quinto ponto a observar: cada área do conhecimento implica formas particulares de respostas. O candidato deve ter em mente isso, ao responder, seguindo o padrão de resposta de cada disciplina. Neste sentido, são muito úteis textos postados neste Blogue: Questões discursivas: perguntas e respostas (14-10-2009), Qualidades das respostas a questões discursivas (26-10-2009, 27-10-2009, 05-11-2009, 24-11-2009),  Controle suas respostas (07-12-2009, 16-12-2009, 18-12-2009),  Responder é ciência: ler a questão é uma arte (17-05-2010).

Quanto à redação, muitas informações já foram postadas neste Blogue. Você pode recuperá-las, lendo os artigos seguintes: Cinco dicas para uma boa redação (postado em 15-09-2009), Novas dicas para uma boa redação (23-09-2009), Dez dicas para uma boa redação (30-06-2010), Adivinhar o tema da redação? (23-08-2010), Redação: fazer antes ou depois? (15-12-2010). Nestes artigos, chamamos sempre a atenção do candidato para seguir a norma-padrão e realmente dissertar: cuidado para não contar histórias e para não fazer poesias, nem tampouco bancar o artista plástico e apresentar desenhos em vez de textos. Um livro publicado em segunda edição pela Editora da Unesp poderia ser muito útil a você quanto a programar-se para a redação: Redação no vestibular da Unesp: a dissertação.

O terceiro ponto que merece ser focalizado é o que o povo, com sua sabedoria, costuma denominar atitude. É preciso ter atitude significa que é necessário ter confiança em si mesmo e ser realista em termos de sua potencialidade. Você já superou a primeira fase, que é muito difícil, e agora tem de dar o último passo. Tenha atitude, olhe para a frente com otimismo, programe-se para o tempo de cada prova e confie em si mesmo. A confiança é o primeiro passo para a vitória. Confie!