Archive for June, 2010

10 dicas para uma boa redação

Wednesday, June 30th, 2010

Com a chegada da segunda fase do Vestibular Meio de Ano da Unesp, você por certo já está pensando na prova de redação. Como fazer uma boa redação? Como evitar certos cochilos e distrações?

            Preste atenção em 10 dicas bastante úteis:

1 – A prova de redação do vestibular da Unesp, na verdade, começa já nas questões de Linguagens, pois sempre são tomados como base para a redação textos que serviram para a formulação de questões. Então, quando responder as questões, tenha já em mente que está se preparando para a prova de redação.

2 – Leia com muita atenção a INSTRUÇÃO para a redação, bem como os textos de apoio, caso sejam apresentados outros textos além dos que serviram às questões.

3 – A leitura atenta e repetida da PROPOSIÇÃO é fundamental. Ali você já recebe uma espécie de roteiro para organizar suas ideias em texto. Leia e releia, portanto.

4 – Escreva em PROSA, não em verso: a prova de redação do vestibular da Unesp sempre solicita discurso em prosa.

5 – Escreva  segundo a NORMA CULTA DA LÍNGUA PORTUGUESA, nada de empregar fraseado coloquial e expressões vulgares.

6 – Escreva um TEXTO DISSERTATIVO, ou seja, manifeste uma opinião, argumentando, demonstrando; nada de narrar, nada de escrever em forma de diálogo, nada de fazer poesia, para não zerar.

7 – Aborde o TEMA solicitado – as propostas de redação dos vestibulares da Unesp sempre focalizam tema atual, de abordagem fácil; não invente a este respeito, siga o tema e pronto.

8 – Se tiver tempo, faça primeiro um RASCUNHO. Ao passar a limpo, por certo você melhorará seu texto.

9 – Cuidado com citações: sempre entre aspas e sempre mencionando o autor; se não tiver certeza do autor, não faça a citação.

10 – Procure ser simples, objetivo e original, expressando seu ponto de vista e tentando demonstrá-lo com base em seus conhecimentos e experiência.

            Seguindo estes dez conselhos, pode ter certeza de que terá meio caminho andado.

Boa sorte!

Unesp convoca 2.851 para segunda fase do Vestibular

Thursday, June 24th, 2010

            Estão convocados 2.851 candidatos para as provas da segunda fase do Vestibular Meio de Ano da Universidade Estadual Paulista (Unesp), marcadas para os dias 4 e 5 de julho. A aplicação acontecerá nas cidades de Bauru, Campinas, Dracena, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Jaboticabal, Ourinhos, Registro, São José do Rio Preto, São Paulo e Sorocaba. A consulta de desempenho e a relação de convocados por curso já estão disponíveis.

                As provas da segunda fase são composta de 12 questões de ciências humanas (elementos de História, Geografia e Filosofia) e 12 de ciências da natureza e matemática (elementos de Biologia, Física, Química e Matemática), no primeiro dia; e 12 de linguagens e códigos (elementos de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Literatura, Arte e Educação Física), além de uma redação, no último dia. Todas as questões e a redação serão em gênero dissertativo. A duração dos exames é de quatro horas e meia.

                Para composição da nota final, cada questão da segunda fase valerá dois pontos, no máximo, e a redação será avaliada na escala de zero a 28 pontos. A nota final será a média da pontuação das duas fases.

                No Vestibular Meio de Ano, a Unesp oferece 550 vagas em 13 cursos. O exame da primeira fase foi aplicado para 9.029 candidatos.

Agora, a segunda fase

Wednesday, June 23rd, 2010

            Passada a primeira fase do Vestibular Meio de Ano da Unesp, os candidatos devem continuar sua preparação, sem levar em consideração suas expectativas de aprovação ou não. Aqueles que acham que foram aprovados na primeira fase devem continuar estudando para um desempenho ainda melhor ainda na segunda. Aqueles que acham que não serão aprovados, devem continuar estudando, pois logo mais chegarão os vestibulares de fim de ano de todas as universidades públicas. Passar em exames vestibulares, todos sabemos, é sempre o resultado de um esforço continuado e repetido: a aprovação não é o prêmio da maior ou menor inteligência, mas da maior ou menor determinação de cada candidato e de sua confiança em obter, mais cedo ou mais tarde, esse resultado.

            A primeira fase, como observaram os jornalistas especializados e os comentaristas das escolas, apresentou grande qualidade avaliativa e correspondeu plenamente ao projeto da Unesp de inovar os exames com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais e na Proposta Curricular do Estado de São Paulo. Tal alteração, inaugurada no vestibular de fim de ano de 2009, iniciou agora seu segundo passo, que mereceu muitos elogios.

            Aqueles que forem aprovados para prestar a segunda fase, deste modo, devem levar em consideração, como modelo, os exames da segunda fase do vestibular da Unesp de 2010. Um bom método é tentar responder as questões como exercício, conferindo após com as respostas oficiais.

Quando prestarem as provas da segunda fase, recomenda-se o máximo de atenção na leitura dos textos que servirão de base às questões, pois muitas vezes as respostas corretas dependem apenas de uma boa leitura. É bastante importante observar que as respostas às questões discursivas devem ser explícitas. O candidato deve pensar em suas respostas como textos que atendem ao solicitado pelas perguntas. Assim, sempre serão preferíveis as respostas que assumam forma de frases completas e bem elaboradas, que não deixem margem a dúvidas quanto ao conhecimento do candidato. Ou seja: nem escrever em excesso, para evitar a prolixidade, nem escrever de modo tão resumido, que a clareza da resposta seja prejudicada. Os antigos tinham um preceito que cabe muito bem para esclarecer este ponto, alertando-nos para o fato de que a virtude não reside nos extremos das ações, mas no meio, numa posição intermediária, sem exageros.

            Um alerta quanto à redação: a Unesp solicita, há muitos anos, em seus exames vestibulares, redações em prosa, obedientes à norma culta da Língua Portuguesa e ao tema proposto. Ler com muita atenção o tema, deste modo, é fundamental para começar a acertar.

            Quanto ao mais, é seguir em frente, com confiança e determinação. Se a vitória não chegar agora, chegará mais para a frente, se a desejarmos e a merecermos pelo nosso esforço e pela nossa determinação em atingi-la. E já que é tempo de Copa do Mundo, vale dizer: bola pra frente!

Vestibular da Unesp: A importância do novo modelo

Wednesday, June 23rd, 2010

            Com a aplicação da primeira fase do Vestibular Unesp Meio de Ano, fica ainda mais patente o acerto da Universidade em configurar seus exames com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais e na Proposta Curricular do Estado de São Paulo. Tais documentos, que são o resultado de profundas reflexões e longa experiência de educadores sobre os objetivos e a qualidade do ensino, constituem o ponto de partida para uma verdadeira revolução na educação nacional.

            O caráter inovador dos documentos oficiais mencionados começa pelo fato de não conceberem mais, como ocorria no passado, um ensino compartimentado em disciplinas fechadas, estanques, mas, ao contrário, colocarem toda a educação sob a ótica da multidisciplinaridade e da interdisciplinaridade. Na concepção antiga, ninguém estranhava afirmações como “Matemática nada tem a ver com Português. Eu só gosto de Matemática.” Na concepção moderna, inaugurada pelos Parâmetros, tudo tem a ver com tudo. O conhecimento não é algo que se resuma a uma visão, a um ponto de vista, a uma disciplina, mas é totalizante e totalizado. O estudante, na escola, não deve receber mais um ensino fechado em disciplinas isoladas, mas em conteúdos mutuamente interrelacionados. Matemática nada tem a ver com Português? Errado. Matemática tem tudo a ver com Português: conceitos matemáticos se aplicam ao estudo e ao aprendizado de Língua Portuguesa, assim como o desenvolvimento de competências em Língua Portuguesa é vital para o desenvolvimento de competências em Matemática, e vice-versa. Quem não consegue atingir um desempenho satisfatório em leitura e interpretação de textos, certamente terá a mesma dificuldade em ler e compreender problemas, teoremas e demonstrações. Por outro lado, o desenvolvimento da capacidade de argumentar tem relação bastante estreita com o raciocínio matemático. Essa interdisciplinaridade ocorre entre todas as áreas e conteúdos ensinados nas escolas, de modo que a organização dos currículos deve tomá-la como referência fundamental.

            Neste sentido, frequentemente se afirma que os exames vestibulares têm um papel importante na educação brasileira, na medida em que, como pontos de chegada dos ensinos fundamental e médio, representam o modelo que estes deveriam adotar. Uma prova de tal fato pode ser dada com os vestibulares das décadas de sessenta e setenta do século passado, quando a redação foi abolida e os exames eram exclusivamente em testes de múltipla escolha. As escolas de ensino médio, por isso, passaram a não dar tanta importância à redação, “já que não caía nos vestibulares”. O resultado foi a formação de estudantes que, ao ingressar em universidades, apresentavam grande dificuldade em produzir textos, o que complicava bastante seu desempenho nos cursos. As primeiras provas de vestibulares que passaram a exigir a redação, já em fins da década de setenta, mostravam o verdadeiro estado de calamidade a que tinha chegado o ensino da produção de textos. Com o retorno, porém,  da prova de redação e das questões discursivas, a qualidade de redigir de nossos estudantes passou a melhorar ano após ano e hoje se encontra em um bom nível.

            Em conclusão: realmente, o que se pede ou se deixa de pedir nos exames vestibulares é sempre uma referência para os ensinos fundamental e médio. A atitude de universidades, que, como a Unesp, passam a tomar como base as novas diretrizes curriculares deve funcionar hoje, positivamente, como um modo de intensificar as grandes alterações de que a educação brasileira necessita para formar estudantes com uma visão sólida e ampla da ciência, da arte e da sociedade em geral, dotados de capacidade para avaliar criticamente a realidade e tomar decisões de interesse quer individual, quer coletivo. O Brasil precisa desses novos cidadãos para enfrentar os enormes desafios do presente século.

Testes de múltipla ou de única escolha?

Tuesday, June 8th, 2010

Os testes de múltipla escolha poderiam também chamar-se “testes de única escolha”, porque, de fato, a escolha incide sempre sobre uma das cinco respostas apresentadas, ou seja: são lidas e analisadas múltiplas respostas para escolher a única correta.

Alguns candidatos adoram esses testes, dizendo que é fácil acertar; outros detestam, afirmando que é mais fácil errar, porque muitas vezes as respostas apresentadas nas alternativas são tão próximas e parecidas, que fica difícil escolher a correta e fácil escolher uma das erradas.

De um modo ou de outro, os grandes vestibulares do país apresentam questões de múltipla escolha e também questões discursivas, e essa razão é suficiente para que, em vez de reclamar, os candidatos procurem entender adequadamente a filosofia de cada tipo de questão e buscar práticas que os ajudem a responder com menos dificuldade e mais certeza.

O melhor conselho, neste caso, é ler e reler, antes de responder, pois um pequeno detalhe não observado numa pergunta pode conduzir a resposta para um caminho errado.

Vale observar aqui o que foi colocado de maneira geral em texto postado há pouco: se o candidato tem dificuldades e obstáculos para descobrir a única resposta correta, o elaborador tem tantas ou mais dificuldades e obstáculos para criar uma questão sem defeitos. O candidato não sabe a resposta e tentará encontrá-la a partir do enunciado da questão. O elaborador sabe a resposta e tentará fazer o enunciado da questão de modo a não facilitar demais, nem complicar demais, pois o que pretende com a pergunta é verificar a competência do candidato em usar seus conhecimentos para respondê-la. Justamente por isso não é fácil elaborar questões de exames ou concursos, porque não bastam os conhecimentos do elaborador, não bastam os fundamentos da avaliação e os objetivos da pergunta que obedecem a tais fundamentos. Será necessária, também, bastante sutileza do elaborador e uma boa dose de criatividade para levar o enunciado da pergunta a sua melhor formulação. A ocorrência de questões de múltipla escolha anuladas todos os anos em exames vestibulares é o maior atestado que se pode dar dessa dificuldade de elaboração.

Ora, ao refletir exatamente sobre esse fato, o candidato pode preparar-se melhor para responder. E o primeiro ponto a refletir é este: as questões de múltipla escolha têm uma única resposta correta. Parece óbvio, mas não é tanto assim. É preciso observar, em seguida, que a resposta correta é aquela que, com suas palavras, corresponde com exatidão às palavras do enunciado ou raiz da questão. Então, o critério básico é este: encontrada a resposta que parece a correta, será preciso confrontá-la com a raiz da questão, como espécie de prova dos noves.  A mais simples diferença poderá significar que não se escolheu a alternativa correta.

Outro fato a considerar, igualmente importante, nas questões de múltipla escolha, é que o elaborador conhece a resposta correta e tem de elaborar quatro incorretas. Se, para o candidato, o mais difícil é encontrar a resposta correta, para o elaborador é mais difícil encontrar as respostas incorretas, pois estas não podem ser demasiadamente parecidas com a correta, para não dar de graça informações, por um lado, e para não deixar confuso o candidato, por outro lado. Quer dizer: o elaborador tem de criar variações nas alternativas incorretas para testar o conhecimento e a competência do candidato. Evidentemente, as alternativas incorretas se apresentarão de acordo com uma escala de maior ou menor incorreção. É fácil identificar as muito erradas, mas a dificuldade aumenta à medida que aumenta a semelhança entre incorretas e correta. Vale também aqui o critério apontado acima: se houver dúvidas, por exemplo, entre duas respostas, é preciso compará-las parte a parte com a raiz da pergunta, pois essa comparação permitirá detectar o detalhe que torna errada uma ou outra.

    Estas reflexões permitem criar um método para responder questões de múltipla escolha: 1) ler e reler o enunciado, para ter certeza do que é pedido; 2) ler atentamente as respostas e, na releitura, eliminar as muito erradas; 3) escolhida entre as restantes a que se considera certa, fazer o confronto novamente com a raiz da questão.

Talvez este método não ajude a responder corretamente todas as questões, mas evitará, seguramente, que se errem questões médias e fáceis.