Arquivo de 17 de maio de 2010

Responder é ciência: Ler a questão é uma arte

segunda-feira, 17 de maio de 2010

            Muitos candidatos, todos os anos, ao comentar os vestibulares que fizeram, afirmam que erraram muitas questões por estarem estas “mal formuladas”. Outros candidatos, mais ponderados e fazendo autocrítica, declaram que o maior aborrecimento que tiveram nos exames foi, em algumas questões, responder errado não por falta de conhecimento, mas por não terem lido com atenção o que era perguntado. Outros acrescentam, ainda, que erraram por não terem conseguido detectar a verdadeira intenção, ou seja, o “espírito” de algumas perguntas. 

            Eis a questão: num exame vestibular é importante estar preparado e saber? Sim, é importantíssimo. E é igualmente importante saber ler. Podemos afirmar, por isso, que ler as questões de exames vestibulares não depende apenas de conhecimento, de lógica; depende também de uma aguçada sensibilidade e de boa experiência para detectar o objetivo ou os objetivos da pergunta, até mesmo quando esta esteja ou pareça estar mal formulada.

            Em todos os níveis da escola nos ensinam que os textos dos poetas e prosadores são produtos de arte e que devemos desenvolver bastante a sensibilidade para entendê-los adequadamente. Ora, neste sentido, saber ler e compreender um texto torna-se também uma arte, a arte de ler, e é esta mesma arte que devemos aplicar quando lemos quaisquer tipos de texto e também questões de exames vestibulares. Por quê? Porque ao escrever uma pergunta, o elaborador tem em mente que precisa apresentá-la de tal forma, que os candidatos percebam com clareza o assunto tratado, o conteúdo específico abordado e o tipo e a forma da resposta que têm de apresentar. As perguntas não podem ser nem simples demais, nem demasiadamente complexas; precisam permitir uma margem de segurança ao candidato, para que este não se perca em caminho. Por isso, fatalmente, o elaborador tem de criar pistas ao longo da pergunta que apontem para a provável direção da resposta. Por consequência, uma pergunta bem elaborada já sugere metade da resposta.

            Pode-se dizer, correspondentemente, que uma pergunta bem lida obtém essa metade. Se o candidato conhecer o conteúdo abordado, com certeza acrescentará a outra metade.

            Quando fizer sua prova, pense nisso.

Vestibular Meio de Ano em novo modelo

segunda-feira, 17 de maio de 2010

            Se você vai fazer o Vestibular Meio de Ano da Unesp, preste atenção: o modelo das provas não será o do meio do ano de 2009; será o do final do ano de 2009, que inaugurou uma nova forma e uma nova metodologia para os vestibulares da Unesp. Esta informação, evidentemente, já foi apresentada neste blogue e estará presente em todas as informações que você vai receber ao inscrever-se, mas sempre é bom repetir, para que todos se preparem adequadamente.

            Deste modo, o Vestibular Meio de Ano transcorrerá também em duas fases. Na primeira fase, no dia 13 de junho próximo, o candidato prestará a prova de Conhecimentos Gerais, com questões de múltipla escolha envolvendo conteúdos de Ciências Humanas, de Ciências da Natureza e Matemática e de Linguagens e Códigos. Na segunda fase, as questões serão discursivas: no dia 4 de julho, a prova de Conhecimentos Específicos de Ciências Humanas e Ciências da Natureza e Matemática; no dia 5, a prova de Conhecimentos Específicos de Linguagens e Códigos e a prova de Redação.

            Por esta razão, os candidatos, para ficar mais tranquilos, devem ler e estudar com atenção as provas do último vestibular da Unesp, para apreender as características de cada fase e de cada prova, bem como a nova metodologia aplicada. Os exames buscam avaliar com amplitude as competências dos candidatos nas diferentes áreas e a sua capacidade de leitura, análise e interpretação. No novo modelo, o foco deixa de ser cada disciplina considerada isoladamente e se volta para a multidisciplinaridade e a interdisciplinaridade de conteúdos das três grandes áreas do conhecimento focalizadas. Este novo método é uma resposta às próprias alterações que o ensino vem sofrendo, em função de se ter percebido, na atualidade científica, tecnológica e cultural, que todos os conhecimentos, todas as experiências e todas as ações do homem sobre a terra não são fatos isolados, mas se integram numa totalidade. O estudante formado por universidades, modernamente, não importa o campo de atividade, terá pela frente o desafio de compreender essa realidade abrangente e exercer dentro dela sua profissão e sua capacidade de crítica.     

            Prepare-se para essa nova concepção e tenha sucesso em seus exames!