Arquivo de 22 de outubro de 2009

Bancas de Correção: Amigos ou Inimigos?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

            A competição muito grande, bem como o volume de conhecimentos e competências  solicitados nos exames vestibulares levam muitas vezes os candidatos a fazer uma imagem pouco simpática daqueles que, ocultos pelo necessário sigilo, efetuam a correção das questões discursivas e das redações.

            Até mesmo você já pode ter feito um julgamento semelhante sobre as bancas de correção, imaginando que são formadas por pessoas inflexíveis que buscam o tempo todo descobrir os erros dos candidatos. Esta é uma falsa idéia, que vamos tentar desmitificar.

            Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que os exames vestibulares apresentam questões de múltipla escolha, discursivas e prova de redação. As questões de múltipla escolha, também chamadas objetivas e, mais coloquialmente, “tipo teste”, são corrigidas eletronicamente, com base no gabarito das respostas corretas. Não há, assim, interferência humana, a não ser na elaboração e no estabelecimento do gabarito.

            Já as questões discursivas são corrigidas por professores. Mas não são professores quaisquer, são professores experientes e especializados nesse tipo de correção, que passam todos os anos por novo treinamento para o melhor desempenho possível na análise das provas. É aqui que reside a diferença: além de experientes e especializados, esses professores têm como objetivo, em cada correção, valorizar ao máximo possível os acertos do candidato. A filosofia da correção dos exames vestibulares, deste modo, não é a procura obstinada dos erros, mas a procura determinada dos acertos, mesmo que parciais, para valorizar o desempenho do candidato.

            Talvez as desconfianças dos candidatos com relação às bancas de correção surjam do fato de que, vez por outra, publicam-se em jornais ou na internet artigos que apontam “erros graves” cometidos por alguns candidatos em exames vestibulares, tanto em provas de redação como em provas de questões discursivas. Esta, porém, não é a atitude dos grandes vestibulares do país, cujo princípio fundamental é a valorização do estudante, e não a sua desvalorização. Todos os integrantes de cada banca de correção são orientados a evitar quaisquer tipos de anotação de erros; são alertados também para não conceder entrevistas a respeito, pois isso representaria quebra do sigilo e da ética profissional.

            As provas de exames vestibulares, todavia, podem ser adequadamente usadas como material de pesquisa por estudiosos que, com atitude positiva e pedagógica, analisam os acertos e os erros dos candidatos e escrevem artigos e livros com a finalidade de beneficiar, pelo ensinamento, futuros candidatos. A Vunesp já publicou alguns livros com essa finalidade.

            Deste modo, pode ter plena certeza de que suas provas são tratadas com o máximo respeito e corrigidas com toda a competência, para que os resultados finais sejam absolutamente justos para todos os candidatos.