Archive for October, 2009

Qualidades das Respostas a Questões Discursivas

Tuesday, October 27th, 2009

2 – CONCISÃO

Você sabe muito bem o que é correção e o que é clareza. Mas tem certeza de que sabe o que é concisão? Algumas pessoas dizem que esse negócio de correção, clareza, concisão é coisa do passado, dos velhos gramáticos. Será que é mesmo? Não, não é. As propriedades do discurso, quer oral, quer escrito, são sempre as mesmas. Se não forem observadas, pode-se falar ou escrever muito e não conseguir passar a mensagem a nosso interlocutor ou leitor. A eficiência do discurso, assim, não é obra do acaso, nem do puro talento, é preciso aprender a ser eficiente.

Deste modo, preste muita atenção nesta qualidade do discurso: concisão. Fala-se demais nela, mas nem sempre se diz o que o aluno pode entender. Vamos tentar evitar esse engano, dizendo, sob um ponto de vista mais moderno, que concisão é o princípio de economia do discurso. Quando uma pessoa do povo, depois de ouvir outra falar, diz “Falou pouco, mas disse tudo!”, expressou exatamente, na prática, o que é concisão: é falar pouco dizendo tudo, é usar dos recursos do discurso com economia e com ponderação, para obter um melhor rendimento na comunicação da mensagem.

No livro Redação no vestibular da Unesp: das perguntas às respostas (São Paulo: Fundação Vunesp, 1998, p. 148-149), há um exemplo de transformação de uma manchete de jornal, que é por natureza concisa, em uma manchete cada vez mais prolixa, a ponto de se poder dizer, no fim, que não temos mais manchete de jornal, mas um abuso de prolixidade. Observe:

 

SELEÇÃO VENCE URUGUAI E CONQUISTA A COPA: 1X0

Esta seria a manchete típica de jornal: correta, clara, simples e concisa. Já a seguinte começa a enveredar para a prolixidade, pelo uso desnecessário de adjetivos:

 

A PODEROSA SELEÇÃO BRASILEIRA VENCE

O BRIOSO URUGUAI E GANHA A COPA: 1 X 0

No exemplo seguinte, o processo de quebra da concisão se torna mais evidente, pelo desperdício de palavras e expressões que nada acrescentam à manchete:

 

A PODEROSA SELEÇÃO CANARINHO DESPACHA A CELESTE

E ABOCANHA A COPA DO MUNDO COM UM GOL DE PLACA: 1X0

 O desperdício, porém, assume consequências desastrosas no exemplo abaixo, em que o “redator-torcedor” se deixou levar inteiramente pelo “espírito de gastança verbal”. Se um jornalista apresentasse tal manchete ao redator-chefe, por certo levaria uma grande reprimenda, pois a arte de noticiar é, por natureza, concisa:

 

A PODEROSA SELEÇÃO CANARINHO CANTA MAIS FORTE,

DESPACHA COM TODAS AS HONRAS AO ESPAÇO A CELESTE

OLÍMPICA E ABOCANHA COM MUITÍSSIMOS MÉRITOS A COPA

 DO MUNDO PELA QUINTA VEZ, COM UM MARAVILHOSO GOL

 DE PLACA DE PIMPÃO, NOSSO ARTILHEIRO DE OURO: 1X0

Depois de uma manchete perdulária como esta, caso fosse usada num jornal, para que escrever o corpo da notícia? perguntaria um leitor. E teria total razão, já que a função da manchete é chamar atenção para a notícia, e não esgotá-la.

Com esta série de exemplos você percebe como é importante o princípio da concisão, que consiste, simplesmente, em buscar o máximo de rendimento ao discurso com um mínimo de palavras, expressões e frases. O povo diz, com muita propriedade, quando uma pessoa está falando demais para explicar alguma coisa simples, que “está enchendo linguiça”. É bem esta a ideia: nas respostas a questões discursivas, bem como nas redações em exames vestibulares, é preciso ser correto, claro e conciso. Não é preciso “encher linguiça”.

Qualidades das Respostas a Questões Discursivas

Monday, October 26th, 2009

1 – CORREÇÃO E CLAREZA

Em texto postado anteriormente, foi focalizada a natureza das questões discursivas e o melhor modo de entendê-las e respondê-las com acerto. Evidentemente, você sabe que o assunto não foi esgotado e deseja mais explicações, sobretudo porque, muitas vezes, acreditou ter dado a resposta correta a uma questão e não conseguiu ter a nota integral. Por que seria? É possível saber a resposta correta e não responder adequadamente? É possível, acontece muito, mas também é uma pena que aconteça.

            Seus professores dos ensinos fundamental e médio focalizaram muitas vezes esse problema, mas é muito possível que você não tenha conseguido extrair todas as consequências dessas lições. Vamos tentar também ajudá-lo mais um pouquinho. Seus livros escolares e apostilas, ao focalizarem as qualidades de uma boa redação, colocaram com certeza alguns conceitos fundamentais: correção, clareza, concisão, propriedade, objetividade.

            O que é correção? Não é preciso dizer, você está cansado de saber o que é correção, pois foi verdadeiramente bombardeado ao longo dos ensinos fundamental e médio com as exigências de correção: grafe as palavras corretamente, faça a concordância adequada, não erre na regência desse verbo, pontue corretamente, coloque os termos da oração na ordem certa, estruture corretamente as orações no período, etc., etc., etc. Embora um ou outro professor possa ter exagerado no tom ao falar de correção gramatical, na verdade todos tiveram a melhor das intenções ao fazer essa exigência. Hoje, você sabe que deve seguir, nas suas respostas discursivas e na prova de redação, a norma culta, que é o modelo de realização da língua com prestígio social, profissional, escolar, empregado em todas as áreas da comunicação e na mídia. Você aprendeu a distinguir o discurso culto e o discurso coloquial.  Assim, ser correto no uso do discurso culto é seguir adequadamente o modelo da norma culta, nada mais, nada menos. Mas não é preciso ser paranoico neste sentido (alguns professores até parecem tomados de paranoia), pois o domínio da norma culta pode apresentar diferentes níveis: você domina a norma culta como um indivíduo de 18 anos, que acaba de se formar no ensino médio. Em resumo, é alguém que aprendeu a escrever usando a ortografia oficial, estruturando adequadamente os termos na oração e as orações no período, fazendo a pontuação conveniente, evitando enganos crassos em concordância nominal e verbal e usando a regência adequada no emprego de verbos e de substantivos e adjetivos que solicitam complementos nominais. Fazer isso é ser correto em seu discurso. Mas não se preocupe: a universidade sabe disso e sabe que o seu domínio da correção se situa em um nível correspondente a sua faixa etária. Ninguém espera que você escreva como Rui Barbosa aos cinquenta anos. Um cochilinho gramatical ou outro, um deslize de regência ou uma grafia equivocada não serão motivo para reprová-lo. Os grandes escritores também costumam errar em seus livros e corrigem os erros nas novas edições, sem que ninguém os condene por isso. Ninguém é perfeito, embora todos devamos procurar sempre um desempenho melhor em nosso discurso. 

            E o que é clareza? Ora, parece que todo o mundo sabe o que é clareza. Para que explicar o óbvio? Não é bem assim. Muitas vezes o óbvio é tão óbvio que o desprezamos, e por isso mesmo erramos. Então examinemos esse óbvio: um texto pode ser correto, mas não ser claro; ou seja, pode ter correção, mas não ter clareza. Por quê? Porque o conceito de clareza não diz respeito apenas ao emissor, mas também ao receptor. Tem de ser examinado, portanto, sempre de acordo com esses dois polos. Se o receptor de um texto meu não possuir grande domínio da língua portuguesa e tiver vocabulário pobre, um texto repleto de palavras rebuscadas e difíceis não será claro para ele. Assim, se eu sei que meu receptor tem dificuldades com a língua e o vocabulário e quero ser imediatamente entendido por ele, tratarei de não colocar vocábulos que possam dificultar sua compreensão. Procurarei escrever dentro de um padrão que possa ser compreendido por ele. Não esqueça disso: a alma da comunicação é a busca de ser compreendido pelo outro. Por outro lado, se o leitor de meu texto for uma pessoa culta, isso também não significa que eu tenha de escrever rebuscadamente, só para me exibir, porque com isso acabarei fazendo bobagens, empregando palavras inadequadas, prejudicando, enfim a clareza de meu texto. O segredo, neste caso, é ser sempre simples, direto e eficiente.

            Um período inteiramente correto, como o seguinte, peca contra a clareza: O delegado prendeu o bandido na casa dele. Na casa de quem? do delegado? do bandido? Este período, correto, peca por falta de clareza, pois gera uma ambiguidade de sentido. Se aparecer numa notícia de jornal, o leitor não saberá em que lugar foi realmente capturado o bandido. Haveria muitos modos diferentes de solucionar a questão, como, por exemplo: O delegado foi até a casa do bandido e o prendeu. Isso se a captura ocorreu na casa do bandido. Se ocorreu na casa do delegado, a formulação poderia ser esta: Ao entrar em casa, o delegado flagrou o bandido e conseguiu prendê-lo.

            Assim, qual o melhor modo de obter clareza em suas respostas a questões discursivas? Simplesmente considerando os dois polos do discurso, o do emissor e o do receptor. Quando planejar a redação da resposta, coloque-se também como crítico de sua resposta e tente descobrir o que poderia não parecer muito claro para a banca de correção. Fazendo habitualmente tal exercício, você aprenderá a ser ainda mais preciso em suas respostas.

            O mesmo método é aplicável a sua redação: escreva o rascunho e leia-o como um crítico, para detectar os pontos em que ocorrem ambiguidades, uso inadequado de vocábulos, lapsos de concordância e regência, cochilos de ortografia. Com isso, eliminará muitos problemas e tornará sua redação mais eficiente.

            No próximo texto, falaremos de outras qualidades do discurso.    

Bancas de Correção: Amigos ou Inimigos?

Thursday, October 22nd, 2009

            A competição muito grande, bem como o volume de conhecimentos e competências  solicitados nos exames vestibulares levam muitas vezes os candidatos a fazer uma imagem pouco simpática daqueles que, ocultos pelo necessário sigilo, efetuam a correção das questões discursivas e das redações.

            Até mesmo você já pode ter feito um julgamento semelhante sobre as bancas de correção, imaginando que são formadas por pessoas inflexíveis que buscam o tempo todo descobrir os erros dos candidatos. Esta é uma falsa idéia, que vamos tentar desmitificar.

            Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que os exames vestibulares apresentam questões de múltipla escolha, discursivas e prova de redação. As questões de múltipla escolha, também chamadas objetivas e, mais coloquialmente, “tipo teste”, são corrigidas eletronicamente, com base no gabarito das respostas corretas. Não há, assim, interferência humana, a não ser na elaboração e no estabelecimento do gabarito.

            Já as questões discursivas são corrigidas por professores. Mas não são professores quaisquer, são professores experientes e especializados nesse tipo de correção, que passam todos os anos por novo treinamento para o melhor desempenho possível na análise das provas. É aqui que reside a diferença: além de experientes e especializados, esses professores têm como objetivo, em cada correção, valorizar ao máximo possível os acertos do candidato. A filosofia da correção dos exames vestibulares, deste modo, não é a procura obstinada dos erros, mas a procura determinada dos acertos, mesmo que parciais, para valorizar o desempenho do candidato.

            Talvez as desconfianças dos candidatos com relação às bancas de correção surjam do fato de que, vez por outra, publicam-se em jornais ou na internet artigos que apontam “erros graves” cometidos por alguns candidatos em exames vestibulares, tanto em provas de redação como em provas de questões discursivas. Esta, porém, não é a atitude dos grandes vestibulares do país, cujo princípio fundamental é a valorização do estudante, e não a sua desvalorização. Todos os integrantes de cada banca de correção são orientados a evitar quaisquer tipos de anotação de erros; são alertados também para não conceder entrevistas a respeito, pois isso representaria quebra do sigilo e da ética profissional.

            As provas de exames vestibulares, todavia, podem ser adequadamente usadas como material de pesquisa por estudiosos que, com atitude positiva e pedagógica, analisam os acertos e os erros dos candidatos e escrevem artigos e livros com a finalidade de beneficiar, pelo ensinamento, futuros candidatos. A Vunesp já publicou alguns livros com essa finalidade.

            Deste modo, pode ter plena certeza de que suas provas são tratadas com o máximo respeito e corrigidas com toda a competência, para que os resultados finais sejam absolutamente justos para todos os candidatos.

Unesp publica consulta de local de prova

Wednesday, October 21st, 2009

   Já está disponível para os candidatos a consulta de local de prova do Vestibular 2010. O exame será realizado no dia 8 de novembro, às 14 horas, em 30 cidades do Estado de São Paulo, com duração de quatro horas e meia. O total de inscritos é de 76.452.
   Com a indicação do local de realização de prova, serão indicados os dados cadastrais do candidato, para conferência: nome, número de inscrição, número do documento de identidade, data de nascimento, telefone, ano de conclusão do ensino médio, número de inscrição do Enem 2009 (se for o caso), área de conhecimento e curso escolhido. Se houver dado incorreto, o candidato deverá corrigi-lo até 10 de novembro. A correção não se refere à alteração de opção de curso.

Prova de Habilidades – Arquitetura e Urbanismo

Monday, October 19th, 2009

A prova de habilidades para o curso de Arquitetura e Urbanismo do Campus de Bauru do vestibular da UNESP 2010 foi elaborada a partir das orientações curriculares previstas pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e adotada pela Rede Estadual de Ensino como um todo. Portanto, os conteúdos possíveis de serem explorados foram abordados nas disciplinas de artes durante a realização do ensino fundamental e do ensino médio.

Este ano, os candidatos deverão, demonstrar por meio da expressão gráfica o seu potencial de interpretação, reflexão e criação, explorando temas atuais, instigantes e amplamente divulgados nos meios de comunicação. A prova de habilidades da UNESP permitirá ao candidato demonstrar conhecimento de conteúdos tais como: luz, sombra, cores, formas, textura, composição, diagramação, entre outros.

A primeira parte da prova, com duração de duas horas, irá explorar a capacidade gráfica dos candidatos mediante a elaboração de um desenho de observação, nesta etapa os candidatos somente poderão utilizar lápis preto ou grafite integral, papel canson e borracha. A segunda parte, também com duração de duas horas, priorizará a reflexão e a criatividade, entretanto, a técnica a ser utilizada deverá ser lápis de cor sobre papel canson. Os candidatos deverão trazer para prova somente lápis preto ou grafite integral, lápis de cor e borracha macia. Os demais materiais serão fornecidos pela VUNESP.

Sempre é oportuno enfatizar que a prova de habilidades da UNESP permitirá aos candidatos demonstrar suas competências e habilidades extraídas do cotidiano e/ou vivenciadas nas escolas de Educação Básica. Espera-se que os candidatos expressem, por intermédio do desenho, um olhar mais apurado, atento, sensível, singular e poético.

Enfim, os desenhos elaborados pelos candidatos irão revelar, não só os conhecimentos técnicos, mas também os aspectos cognitivos e as conexões estabelecidas durante o processo de criação.

Unesp altera datas de oito provas de habilidades para não coincidirem com o Enem

Wednesday, October 14th, 2009

A Universidade Estadual Paulista alterou a data das provas de habilidades anteriormente marcadas para 6 de dezembro. Os cursos oferecidos em São Paulo aplicarão suas provas no dia 4 de dezembro, enquanto as provas dos cursos disponíveis em Bauru ficaram para o dia 13 de dezembro. As provas marcadas para os dias 7, 8 e 9, no mesmo mês, manterão suas datas de aplicação.

            Veja como ficou o calendário de provas após a alteração

 Os candidatos aos cursos de Educação Musical e de Música (habilitações em Canto, em Composição ou Regência e em Instrumento) deverão comparecer nos dias indicados no quadro seguinte de acordo com a opção no ato da inscrição.

A convocação para as provas poderá ser consultada a partir de 21 de outubro, no site. A prova da primeira fase está marcada para o dia 8 de novembro, em 30 cidades do Estado de São Paulo.

Questões Discursivas: Perguntas e Respostas

Wednesday, October 14th, 2009

A leitora Marina  pediu que o Blog focalizasse um dos temas mais pertinentes dos exames vestibulares: as respostas às perguntas discursivas. Diz ela que nem sempre os candidatos têm a orientação adequada a respeito. É uma observação bastante procedente. Vamos postar alguns textos a respeito.

Afinal, o que é uma questão discursiva? É uma questão que o candidato deve responder com suas próprias palavras, isto é, com uma ou mais frases que, em seu conjunto, satisfaçam ao que foi solicitado na pergunta. Diferentemente, as questões de múltipla escolha, que comumente são chamadas “tipo teste”, apresentam uma pergunta e um conjunto de respostas, sendo apenas uma delas a correta. A resposta, portanto, já vem pronta, cabendo ao candidato identificá-la. Não vem ao caso discutir qual desses dois tipos de questão é melhor. Na verdade, eles se completam, cada qual avaliando vieses distintos das competências dos candidatos.

As perguntas, nas questões discursivas, podem surgir como frases interrogativas ou imperativas. Exemplo de frase interrogativa: “Qual o primeiro substantivo que surge na estrofe inicial do poema épico Os Lusíadas?”. Exemplo de frase imperativa: “Aponte o primeiro substantivo que surge na estrofe inicial do poema épico Os Lusíadas”. Em ambos os casos, candidato deve buscar no primeiro verso da primeira estrofe do poema, que estará citada na prova, esse primeiro substantivo. O primeiro verso dessa estrofe, como você sabe, é: “As armas e os barões assinalados”. Imaginemos seis respostas possíveis de seis candidatos:

 1.  Armas.

2.  “Armas”.

3.  armas.

4.  As armas.

5.  O primeiro substantivo que surge no poema épico Os Lusíadas é “armas”.

6.  O subestantivo é o siguinte: armas.

7.  O primeiro substantivo é “barões”.

 Uma primeira leitura revela que a resposta 4 é um tanto ambígua, pois o candidato apontou o sintagma nominal inteiro, incluído o artigo, deixando a Banca de Correção com problemas de consciência, pois fica óbvio que o candidato sabe que “armas” é o primeiro substantivo, mas a resposta, ao incluir o artigo, se torna confusa: foi pedido para apontar o substantivo, e não o sintagma nominal. Por outro lado, se o candidato empregou o artigo “as” como uma palavra sua, e não do poema, para apontar o substantivo “armas” (entender-se-ia assim: O substantivo é as armas), errou feio, pois não apontou a palavra mas o conteúdo, e isso não foi perguntado. Dependendo dos critérios de correção, que podem variar de vestibular para vestibular, o candidato provavelmente não terá nota integral, por não ter respondido do modo mais adequado sob o ponto de vista discursivo.

Já a resposta 7, evidentemente, está errada, porque “barões” é o segundo substantivo do verso.

E o que dizer das respostas 1, 2, 3, 5 e 6, que apontam corretamente o primeiro substantivo? Há o que comentar.

A de número 3 apresenta um probleminha perigoso: o candidato escreveu com inicial minúscula, talvez por não levar em conta que, ao responder, mesmo que seja com uma só palavra, o candidato está enunciando uma frase que responde a frase da pergunta. Dependendo do critério de correção deste ou daquele vestibular, poderá ser penalizado e não receber a nota integral da questão. Vale a pena, portanto, procurar ser mais metódico nas respostas.

Não se pode dizer que a resposta de número 6 esteja errada, já que aponta o substantivo “armas”. Entretanto, a formulação discursiva é péssima, já que o candidato não tomou o cuidado necessário: em lugar de usar a ortografia adequada, substantivo / seguinte, transcreveu pronúncias coloquiais dessas palavras, subestantivo  / siguinte. Não levou em conta que tem de usar em suas respostas e na sua redação a norma culta escrita, e por isso pode, dependendo dos critérios de correção, perder parte da nota. Esta atitude do candidato é, na verdade, uma manifestação de relaxo, de desmazelo e até de ingenuidade, por não estar “ligado” como deveria aos critérios bastante conhecidos dos exames vestibulares.

Exatamente aqui, com relação às respostas 1, 2, e 5 é que surge uma questão de malícia do candidato. Todas estão certas e provavelmente ganhariam nota integral. Na primeira, o candidato apenas apontou o substantivo, tomando o cuidado de usar inicial maiúscula para caracterizar que sua resposta, embora constituída por uma só palavra, é uma frase. Na segunda, o candidato fez questão de escrever o substantivo entre aspas, para caracterizar assim que é uma palavra extraída do verso. Tudo bem. Na terceira, o candidato evitou a característica de síntese das respostas 1 e 2, servindo-se de um período assertivo completo, no qual aponta adequadamente, entre aspas, o primeiro substantivo do poema.

Qual destas respostas é, de fato, a mais eficiente em termos de garantir a nota integral e, por isso mesmo, a mais recomendável ao candidato? É claro que a de número 5. Por quê? Por quatro razões:

 Não deixa qualquer margem a dúvidas.

  • Revela de modo cabal que o candidato entendeu perfeitamente a questão.
  • Demonstra capacidade do candidato em enunciar frases completas que correspondem à própria estrutura das frases das perguntas.
  • Por requererem mais atenção ao ser formuladas, evitam que o candidato se distraia e responda com o exemplo errado.

 

De todos os comentários feitos acima se tiram lições importantes:

 

  1. O discurso de toda prova de exame vestibular é formal, culto, obediente à norma culta da Língua Portuguesa no Brasil. Assim, não é aconselhável que as respostas resvalem para o discurso coloquial. Escrever iguinorante, subestantivo, siguinte, mininu é atestar falta de domínio do português culto.
  2. Ler com o máximo de atenção as perguntas, para verificar exatamente o que é solicitado.
  3. Iniciar as respostas, mesmo que sejam constituídas por uma só palavra, com letra maiúscula e encerrá-las com ponto.
  4. Preferir a forma analítica, por meio de uma resposta que constitua um período completo, a qualquer forma sintética. A resposta analítica é um atestado de competência de discurso.
  5. Praticar desde já, para que essa estratégia se torne um hábito, de modo a não causar nenhuma perda de tempo durante a prova.

 

No próximo texto, apresentaremos mais alguns cuidados que deve ter o candidato nas respostas a questões discursivas.

Medicina, direito e arquitetura são os cursos mais disputados do Vestibular Unesp 2010

Tuesday, October 13th, 2009

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) registra 76.452 inscritos para o Vestibular 2010. Os cursos mais disputados são medicina, em Botucatu (129,2 candidatos por vaga); direito diurno, em Franca (55,5); e arquitetura e urbanismo, em Bauru (36,7). Os três cursos somados totalizam 16.051 candidatos, o que representa 21% do total de inscritos.

Os outros cursos que completam a lista dos dez mais disputados são engenharia de produção mecânica, em Guaratinguetá (31,6); direito noturno, em Franca (30,4); engenharia ambiental, em Rio Claro (28,5); engenharia civil, em Bauru (25,4); ciências biomédicas, em Botucatu (25,1); nutrição, em Botucatu (24,8); e engenharia mecânica, em Bauru (24,7).

Em comparação com a lista dos mais procurados do ano passado, foram incluídos na relação os cursos de nutrição, engenharia civil e engenharia mecânica.  Veja a relação completa.

Alteração do número do Enem na inscrição para o Vestibular Unesp

Tuesday, October 6th, 2009

Os candidatos que não incluíram o número do ENEM na ficha de inscrição do Vestibular Unesp 2010 podem ficar tranquilos. Esse dado poderá ser inserido no período previsto para correções de dados cadastrais, a partir de 21 de outubro. O campo reservado para o número do ENEM estará disponível para essa inclusão. Desta forma, quem tiver um desempenho melhor no ENEM que na prova de Conhecimentos Gerais da Unesp será beneficiado no cômputo da nota final do Vestibular.

Unesp registra mais de 76 mil inscritos para Vestibular 2010

Tuesday, October 6th, 2009

A Unesp registra total de 76.452 inscrições para o Vestibular 2010. No último vestibular, aplicado no fim do ano passado, o exame foi realizado para 75.003 candidatos. A relação candidato/vaga deve ser divulgada nos próximos dias. A prova da Unesp está marcada para 8 de novembro, e será aplicada em 30 cidades do Estado de São Paulo.