Archive for September, 2009

A Nova Ortografia: um Bicho-Papão?

Tuesday, September 29th, 2009

A Nova Ortografia é um Bicho-Papão? É. E por isso mesmo não é preciso ter medo dela. Bicho-Papão não existe na realidade, só na nossa imaginação ou no nosso medo.  

            Primeira prova de que na realidade o tal Bicho-Papão ortográfico não existe: nãoNova Ortografia. O que aconteceu foi um “acordo”, entre os países que usam a Língua Portuguesa, para eliminar diferenças entre seus sistemas ortográficos. Esse acordo gerou em nossa ortografia umas poucas mudanças. Mas nosso Sistema Ortográfico continua valendo na grande maioria dos casos. Que maravilha! Ainda sabemos escrever, mesmo sem conhecer o Acordo Ortográfico!

Muitos jornais e revistas estão usando o termo errado, portanto. Deveriam dizer “as pequenas alterações” da Ortografia, e não a “NOVA” ortografia. Há pessoas que parecem gostar de enfeitar o Papão só para assustar os estudantes! Seria muito mais didático e útil dizer “Olha, gente, houve um acordo entre os países de Língua Portuguesa, e vamos ter de mudar algumas coisinhas na nossa ortografia, tá?” Mas não, fizeram o contrário. Estão escrevendo até livros a respeito. Parece que a mania em nosso país é dizer que tudo é grandioso, até as pequenas modificações na ortografia, que atingirão apenas 0,47% das palavras.

            Segunda prova de que o tal Bicho-Papão ortográfico não existe: seis regrinhas novas são para deixar de fazer e não para passar a fazer. Que bom! É mais fácil deixar de fazer o que se sabe do que aprender a fazer o que ainda não se sabe. Não é?

Assim, não se preocupe com essa questão da “nova” ortografia no seu exame vestibular, por três razões:

 Primeira – Ainda há tempo para começar a obedecer a essas regras: até dezembro de 2012. Até lá, ninguém poderá penalizá-lo por escrever sem as alterações do Acordo. Se você for do tipo “sossegadão”, deixe para pensar no assunto somente a partir dessa data.

Segunda – Não poderá haver, portanto, exigência dessas regras em nenhuma situação: concursos, vestibulares, etc. etc.

Terceira – Como você agora sabe, apenas 0,47% das palavras do português do Brasil serão modificadas na escrita. Isso não alterará em quase nada a ortografia de qualquer texto. Quer uma boa prova? Observe todo este texto do Blog, do título até este ponto. Nenhuma das palavras escritas até aqui é alcançada pela “nova” ortografia. Se o autor deste artigo não conhecesse as novas regrinhas, o texto seria exatamente o mesmo. Isso provavelmente acontecerá com as trinta linhas de sua redação no exame vestibular. Captou?

 

Então, não se preocupe. Esse Bicho-Papão não assusta nem criança. Mas se você é do tipo “ligadão” e não quer deixar para amanhã o que pode aprender hoje, vamos estudar o trema e a acentuação no Acordo Ortográfico de um jeito muito descontraído. São regrinhas do tipo “Deixe disso!”, isto é, deixe de botar o sinal.

Assim,

 1) DEIXE de usar o trema. O trema morreu, que os Anjos digam amém!

 Era um mal antiquíssimo criado por algum linguista louco e eloquente, uma coisa de equino que ninguém mais aguentava. Vamos ficar cinquenta vezes mais tranquilos e será ótimo depois de uma sequência de cinco anos comemorar um quinquênio sem tremar coisa nenhuma.

  2) DEIXE de colocar o acento agudo sobre a vogal aberta tônica dos ditongos -EI- e -OI- em palavras paroxítonas terminadas em -EIA, -EIAS, -EICO, -EICOS, -OIA,           -OIAS, -OIAM, -OICO, -OICOS, -OIDE, -OIDES, -OIE, -OIES, -OIEM, -OIO, -OITO, -OITOS.

 Que joia! Não me sinto mais um androide moloide que não sabia se devia acentuar ou não colmeia. Apoio e espero que você apoie e todos apoiem inteiramente essa ideia. Foi um esforço estoico e heroico acabar com essa paranoia.

 Mas, cuidado! Só as paroxítonas com esses ditongos ficam sem acento; as oxítonas continuam sendo acentuadas: Você vai continuar pagando aluguéis, usando anéis, pescando com anzóis, comendo caracóis, enrolando fios nos carretéis, ligando os faróis, tirando o chapéu, andando ao léu, lavando os lençóis, defendendo o réu e sendo um fiel entre os fiéis.      

 3) DEIXE  de acentuar o -U- tônico que surge após ditongo em palavras paroxítonas como baiuca, bocaiuva, boiuno, reiuna, reiuno, feiura. Para falar a verdade, a gente já tinha deixado de fazer isso havia muito tempo, não é? E ninguém notava!

             Mas, cuidado também aqui! Só as paroxítonas. As oxítonas continuam com o acento: teiú, teiús, sucuruiú, sucuruiús, tuiuiú, tuiuiús, Piauí.   

 4) DEIXE de usar o acento circunflexo sobre o -E- e o -O- tônicos de palavras paroxítonas terminadas em -EEM, -OO, -OOS: creem, deem, descreem, leem, preveem, releem, reveem (verbo rever), veem (verbo ver), abençoo, abotoo, acoroçoo, acorçoo, assoo, caçoo, coo, doo, enjoo, magoo, perdoo, reboo, ressoo, revoo, soo, voo.

 Não confunda: continua valendo a distinção gráfica entre a terceira pessoa do singular e a do plural no caso dos verbos “ter” (ele tem, eles têm) e “vir” (ele vem, eles vêm). E assim também correspondentemente em: mantém, mantêm; retém, retêm; entretém, entretêm; sustém, sustêm; contém, contêm; advém, advêm; convém, convêm; provém, provêm. Mas, como você já fazia isso, é só um lembrete.

 5) DEIXE de usar o acento diferencial em pólo, pôlo, péla, pêlo, pára, pêra. Agora é tudo polo, polo, pela, pelo, para, pera, não importando a pronúncia nem a classe de palavra. Veja como ficou fácil: Ele come uma pera e para para jogar polo. Sobraram apenas duas palavras em que é obrigatório: pôr (verbo) para diferençar de por (preposição) e pôde (pretérito perfeito) para diferençar de pode (presente do indicativo, com “o” aberto); e uma palavra que você poderá usar com acento diferencial, se achar que tornará mais clara a frase em que aparecer: fôrma, para diferençar de forma.  

 Ontem o padeiro não pôde pôr a massa na fôrma, porque estava amassada e perdeu a forma, mas hoje ele pode, por ter comprado duas fôrmas novas.

 6) DEIXE de usar o acento agudo no -U- tônico dos grupos -GUE, -GUI, -QUE, -QUI: apazigue, apazigues, arguem, argui, arguis, arguem, averigue, averigues, averiguem, oblique, obliques, obliquem, redargui, redarguis, redarguem.   

             Muito fácil, não? Não é muita coisa.

 Sim, mas a regra do hífen? Vixe! Essa é fera! É Papão mesmo. Como assustava até os gramáticos, tentaram deixar menor o bicho, mas ele aumentou, e agora até os criadores do monstro têm dúvidas. Vamos tocar no assunto noutra oportunidade, depois que sair a segunda edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – VOLP.  A primeira ainda não resolveu tudo.

Unesp também se destaca no ensino e na pesquisa em Matemática

Thursday, September 24th, 2009

A UNESP oferece, anualmente, o Curso de Licenciatura em Matemática em seis de seus Campi: Bauru (www.fc.unesp.br), Guaratinguetá (www.feg.unesp.br), Ilha Solteira (www.feis.unesp.br), Presidente Prudente (www.prudente.unesp.br), Rio Claro (www.rc.unesp.br) e São José do Rio Preto (www.ibilce.unesp.br).  Em todos eles, o Curso possui a duração de 4 anos e é oferecido no período noturno, exceção feita a Rio Claro onde o Curso ocorre no período diurno e Presidente Prudente que também oferta o Curso no período matutino.

De maneira geral, os Cursos de Licenciatura em Matemática têm como objetivo central preparar, de maneira sólida e ampla, os futuros docentes que atuarão, principalmente, nos Ensinos Fundamental e Médio.  Além da área de ensino, o profissional formado nesses Cursos também poderá atuar nas áreas de Assessoria Didática Pedagógica da Matemática, de Computação, de Estatística, de Ciências Econômicas, de Administração de Empresas, como autor de Livros Didáticos de Matemática, entre outras.

Caso o formando dos Cursos de Licenciatura em Matemática queiram dar prosseguimento aos seus estudos, em nível de Pós-Graduação, a faculdade de Ciências de Bauru oferece Mestrado em “Educação para Ciências”, enquanto que o Instituto de Geociências e Ciências Exatas de Rio Claro possui Mestrado e Doutorado Acadêmico em “Educação Matemática” e Mestrado Profissional em “Matemática Universitária” e o Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas de São José do Rio Preto oferta o Curso de Mestrado em “Ciências Matemáticas”.

Finalmente, é importante destacar que os Cursos da UNESP de Matemática de Guaratinguetá, Ilha Solteira, Presidente Prudente, Rio Claro e São José do Rio Preto são cinco dos nove Cursos com nota máxima (5), em nível brasileiro, segundo a última avaliação realizada pelo ENADE, em 2008. Mais do que isso, o Curso da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, foi o Primeiro Classificado, dentre os 516 Cursos de Matemática do Brasil, nessa avaliação.

Com relação aos Cursos de Bacharelado em Matemática, a UNESP oferece esse em dois de seus Campi. No Instituto de Geociências e Ciências Exatas de Rio Claro e no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas de São José do Rio Preto, no qual existe em duas modalidades: Bacharelado em Matemática Pura e Bacharelado em Matemática Aplicada e Computacional.

Os Cursos de Bacharelado buscam formar o pesquisador em Matemática, o qual atuará, principalmente, em Institutos de Pesquisa e Universidades. Além dessas áreas de atuação, o bacharel poderá também atuar nas áreas de Matemática Pura ou Aplicada, Estatística, Computação, Ciências Econômicas, Administração de Empresas e em Indústria de Informática, Telecomunicações ou Eletrônicas.

Novas dicas para uma boa redação

Wednesday, September 23rd, 2009

Na semana passada, você recebeu cinco dicas para a prova de redação. Observe agora as outras cinco, igualmente importantes.

6 – Como ficou claro na dica de número 5, dissertar não é expor o “eu”, mas apresentar argumentos em defesa de uma opinião. Então reflita: numa dissertação, o “eu” não se exibe, exibe-se uma argumentação. “Exibir-se”, porém, neste caso, não é vestir o texto como um candidato a concurso de fantasias no Carnaval. Um leitor do Blog mencionou este fato, que é vital nas redações dissertativas: o discurso da dissertação tem de ser simples, claro e eficiente. Nada de empregar vocábulos raros e pomposos apenas para exibir domínio de vocabulário; nada de assumir afirmações inflexíveis em tom de grande especialista na matéria, mas tão somente desenvolver uma argumentação para justificar o ponto de vista assumido. Quando dissertamos, o objetivo é um só: demonstrar a viabilidade da opinião que manifestamos. Discursos ornamentados, cheios de vocábulos raros e difíceis e de atitudes de alto conhecimento acabam por perturbar a argumentação e produzir o pior defeito em termos de redação, que é o da prolixidade, ou seja, o emprego de um discurso complicado, cheio de belas palavras, para não dizer nada.

 7 – Rascunho é um instrumento muito útil. Em alguns concursos, sugere-se que os candidatos evitem fazer rascunho, para não perder tempo. Na verdade, este conselho não é dos melhores. O rascunho é instrumento muito útil para qualquer tipo de texto. Por quê? Porque é da própria natureza do ato de escrever fazer mais de uma versão até atingir a versão considerada definitiva. No caso do exame vestibular, a premência do tempo pode impedir o candidato de fazer o rascunho. Neste caso, deve pensar com cuidado e escrever com atenção. Entretanto, se o candidato resolver as questões sem perder muito tempo, será bastante aconselhável que faça um rascunho, no local designado. Esse rascunho poderá receber uma nova leitura para corrigir eventuais erros, eliminar repetições ou para acrescentar passagens novas. Assim, quando passada a limpo, a redação apresentará maior consistência e estará livre dos lapsos que normalmente qualquer escritor comete na primeira redação de seus textos.

 8 – Quando estiver escrevendo, ocupe-se apenas em argumentar para demonstrar seu ponto de vista. Não se preocupe se a Banca tem ou não a mesma opinião. Isso não interessa. A Banca não julgará sua opinião, mas apenas sua capacidadade de apresentar uma opinião por meio de um discurso coeso e coerente. Num tema de redação como, por exemplo, “A pena de morte”, a Banca não julgará se você se manifesta contra ou a favor, mas se, assumindo uma posição, é capaz de apresentá-la competentemente em língua portuguesa culta contemporânea. Para simplificar: não pense na Banca ao escrever, pense que está escrevendo para demonstrar sua opinião a qualquer leitor.   

 9 – Não esqueça: um texto é um todo completo e fechado, dotado de um sentido completo e fechado. É isso o que querem dizer seus professores ao ensinar que um texto tem de ter começo, meio e fim, ou seja, introdução, desenvolvimento e conclusão. A introdução é importante, pois é o modo como você vai colocar sua opinião; o desenvolvimento ou corpo da redação é importante, porque nele você tentará apresentar os argumentos favoráveis ao seu ponto de vista; a conclusão é a laçada final, o fecho, o remate.

 10 – E agora a mais importante de todas as dicas: se pode escrever bem sobre um assunto que se conhece bem. Parece uma obviedade, mas não é. Se você detesta futebol e nunca quis saber nada sobre futebol, não poderá escrever uma redação para demonstrar que tem conhecimento sobre futebol, porque não tem. Poderá até escrever uma redação demonstrando que odeia futebol, mas, se não for esse o tema solicitado no exame, sua redação será recusada. Por isso, seus professores recomendam sempre que leia, que seja leitor habitual de livros, jornais, revistas. Quem lê habitualmente reforça o que já sabe e ganha novos conhecimentos. Assim, se um candidato verifica que os vestibulares da Unesp sempre pedem para a redação temas do cotidiano, do conhecimento dos estudantes dos ensinos fundamental e médio, deve preparar-se para isso, procurando ler mais sobre esses temas em jornais e revistas, bem como na internet, que é um verdadeiro banco de dados sobre qualquer assunto.

 Releia as dez dicas e tente descobrir em que aspectos você pode melhorar seu desempenho. E, sobretudo, tenha sempre em mente que escrever é um hábito: escreva habitualmente, imagine temas possíveis ou verifique temas apresentados em exames vestibulares e faça redações. Um bom escritor não é aquele que tira misteriosamente de sua cabeça belas redações, mas aquele que, por praticar habitualmente, é capaz de escrever cada vez mais belas redações.

Pratique sempre. E não esqueça: seu bom desempenho no vestibular não acontecerá por acaso, mas por seu esforço pessoal de aprender e determinação de ampliar suas competências.

5 dicas para uma boa redação

Tuesday, September 15th, 2009

Não tenha medo de escrever. Você sabe, você aprendeu. Redação em vestibular é o mesmo que redação em sala de aula. Você sabe que é capaz de escrever bem. Mas há alguns cuidados básicos a tomar no momento do exame.

 1 – Leia com atenção, mas com atenção mesmo, o enunciado da proposta de redação. Ali está indicado exatamente o que você deve fazer. Se ler mal o enunciado, poderá errar. Um exemplo: no vestibular de 2002 foi proposto o seguinte tema: A verdade ou a mentira: uma questão de conveniência? Tema muito fácil, mas alguns candidatos, por leitura apressada e descuidada, entenderam assim: A verdade ou a mentira: uma questão de convivência? Ora, a troca de “conveniência” por “convivência” conduziu o tema para outra direção, e os candidatos que assim o fizeram não foram muito bem sucedidos. Caso típico de falta de atenção na leitura. Mas isso também está em julgamento nos vestibulares: a capacidade de ler com atenção e interpretar os enunciados das questões!

 

2 – Há instruções no enunciado da proposta de redação que você já tem obrigação de saber antes da prova, pois estão no Manual do Candidato. Uma delas: os vestibulares da Unesp sempre pedem redação dissertativa. Então, não invente: escreva uma redação em prosa, dissertativa, e já estará fazendo um ponto positivo. Não banque o camicase: não faça narrativa, não faça poesia, não faça poema concreto, não faça diálogo, não faça história em quadrinhos, pois isso simplesmente não é solicitado e uma redação nesses gêneros será eliminada. Também não faça graça nem piada, achando que irão premiá-lo pela criatividade. Não irão: se quer mostrar criatividade, mostre dissertando; se não dissertar, tirará zero. 

 

3 – Obedeça ao tema solicitado. As propostas de redação da Unesp são muito claras e explícitas quanto ao tema e, por filosofia, sempre abordam temas da experiência imediata do estudante do ensino fundamental. A Unesp não quer saber se o candidato conhece o tema, mas se, conhecendo o tema, por ser previsível, o candidato é capaz de escrever uma boa redação dissertativa a respeito. Por isso, a melhor atitude é fazer uma redação simples, criada na hora, inteiramente focada no tema. A Banca de
Correção perceberá que se trata de um texto natural e espontâneo. Isso vale muito. Nada de tentar adaptar redações memorizadas: é um recurso pouco digno, que pode diminuir drasticamente sua nota ou até fazê-lo tirar zero na redação. Nem tente escrever como sua redação um texto de outra pessoa, publicado em livro, jornal ou revista. Isso será plágio. Os membros da Banca de Correção lêem muito mais que você e, com certeza, perceberão sua manobra.

 

4 – Textos auxiliares são para auxiliar, não para copiar. A proposta de redação sempre parte dos textos de algumas das questões da prova e, às vezes, ainda acrescenta mais textos auxiliares para você ter mais informações. Tome muito cuidado: textos auxiliares são para auxiliar, não para ser copiados. Cópia é plágio, não vale nada, tira zero. É melhor fazer uma redação sua, com suas palavras, do que tentar copiar ou adaptar passagens dos textos das questões ou dos textos auxiliares. Claro, você pode fazer citações dos textos, mas com cuidado, mencionando os autores e não deixando que as citações sejam mais extensas que sua redação. Conclusão: seja autêntico, seja você mesmo, isso é sempre valorizado nas provas.

 

5 –  Você já aprendeu, mas sempre é bom lembrar. Uma redação dissertativa, como pede a Unesp, se escreve em prosa e constitui um texto em que você manifesta e defende uma opinião sobre o tema. Mas cuidado, não é aconselhável empregar o tempo todo “eu isso, eu aquilo”. É melhor focalizar o tema usando a terceira pessoa. Não escreva “Eu acho que a poluição ambiental é um dos maiores problemas do mundo”, mas escreva “A poluição ambiental é um dos maiores problemas do mundo”. Podemos dissertar usando a primeira pessoa? Sim, mas sempre é muito perigoso, pois o emprego do “eu” pode nos levar a caminhos perigosos, a narrar em vez de dissertar, a manifestar muito emotivamente nossas opiniões e perder o fio da argumentação. Em resumo: numa dissertação, devem destacar-se as idéias, a opinião e a argumentação, não o “eu” do autor.

 Medite bem sobre estas cinco primeiras dicas. Na semana que vem haverá mais.

Unesp abre inscrições para Vestibular 2010

Wednesday, September 9th, 2009

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) estará com inscrições abertas, a partir de 8 de setembro, para o Vestibular 2010, com oferta de 6.394 vagas em 153 opções de cursos em 18 cidades. Os interessados deverão se inscrever por meio deste site, até 2 de outubro. A taxa de inscrição é de R$ 110,00. Os alunos de último ano da rede pública da Secretaria da Educação de São Paulo pagarão taxa de R$ 27,50.

Os cursos oferecidos na área de ciências biológicas são agronomia, ciências biológicas, ciências biomédicas, ecologia, educação física, enfermagem, engenharia florestal, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, terapia ocupacional e zootecnia. Para exatas, as opções são ciência da computação, estatística, física, física médica, geologia, matemática, química, química ambiental, sistemas de informação e as seguintes engenharias: ambiental, biotecnológica, cartográfica, civil, de alimentos, de materiais, de produção mecânica, elétrica, industrial madeireira e mecânica. Para a área de humanidades, as escolhas são por administração pública, arquitetura e urbanismo, arquivologia, arte-teatro, artes visuais, biblioteconomia, ciências esconômicas, ciências sociais, jornalismo, radialismo, relações públicas, design, direito, educação artística, educação musical, filosofia, geografia, história, letras, música, pedagogia, psicologia, relações internacionais, serviço social e turismo.

As provas serão divididas em duas etapas. A primeira, de Conhecimentos Gerais, com aplicação em 8 de novembro, será composta de 90 questões de múltipla escolha, sendo 30 de cada área especificada nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs): linguagens, códigos e suas tecnologias (elementos de língua portuguesa e literatura, língua inglesa, educação física e arte); ciências da natureza, matemática e suas tecnologias (elementos de biologia, física, química e matemática); ciências humanas e suas tecnologias (elementos de história, geografia e filosofia). No cômputo final da nota do exame, a prova do Enem 2009 poderá compor a nota da prova de Conhecimentos Gerais (primeira fase) Para realizar a segunda fase, serão convocados os mais bem classificados na primeira fase, à razão média de 4 a 6 candidatos por vaga. Esta fase será aplicada em dois dias, 20 e 21 de dezembro. No primeiro dia, a avaliação será composta de 12 questões discursivas de ciências da natureza, matemática e suas tecnologias e 12, também discursivas, de ciências humanas e suas tecnologias. No segundo dia,  os candidatos farão a prova com 12 questões discursivas de linguagens e códigos e suas tecnologias e uma prova de redação. A duração de cada dia de prova (primeira e segunda fases) será de 4 horas e meia.           

Os exames serão aplicados nas cidades onde há oferta de vagas (Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Itapeva, Jaboticabal, Marília, Presidente Prudente, Rio Claro, Rosana, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e São Vicente) e também em Americana, Campinas, Dracena, Guarulhos, Jundiaí, Ourinhos, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, Santo André, Sorocaba e Tupã.

Melhorar, sempre

Wednesday, September 2nd, 2009

Em muitas mensagens que recebemos, ficamos felizes com o reconhecimento da qualidade dos exames vestibulares da Unesp. É sempre bom sentir o apoio de estudantes e de professores ao trabalho que fazemos. Mas justamente nesse ponto podem surgir dúvidas como: se os exames são bons, por que mudar? não é perigoso mudar?

Vamos tentar equacionar essas questões. O objetivo da Unesp, ao mudar a concepção de seus exames, que sempre foram reconhecidos como de boa qualidade, é exatamente o de melhorar ainda mais essa qualidade de avaliação. A Unesp adotou, nessa concepção, os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio e a Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o Ensino Médio, importantes documentos de base  para o aperfeiçoamento da educação em nosso país, já que colocam, acertadamente, a Educação como um processo global, unificado, que não se destina a tornar uma pessoa versada nisto ou naquilo especificamente, mas formar o cidadão, o homem integral, o indivíduo que não se volta apenas para si mesmo, mas se sente participante ativo da sociedade em que se insere e do mundo em que vive. Isso vale para a formação no Ensino Médio e vale para a formação no Ensino Superior.

Nesse sentido, o melhor engenheiro não será o estudante que revela saber mais matemática ou física, mas aquele que revela uma formação integral, que se mostra um indivíduo não apenas capaz no que faz, mas capaz de integrar-se ao que outros fazem e a compreender aquilo que outros fazem, ou seja, capaz de ver a dimensão do homem, do humano, nas tarefas mais simples, mais técnicas, mais corriqueiras. Isso vale para todas as profissões. A educação moderna vem revelando a grande importância da multidisciplinaridade e da interdisciplinaridade em todos os níveis do ensino, para formar um novo homem, mais atento a tudo o que o cerca e, por isso, mais capaz de interagir para buscarmos um mundo melhor.  

Deste modo, as mudanças na concepção dos exames vestibulares respondem às mudanças na concepção da própria educação. E a tônica deste processo é esta: é preciso aperfeiçoar sempre: o regular tem de tornar-se bom e o bom tem de tornar-se cada vez melhor.