O, a, os, as, lhe, lhes: pequenos, mas perigosos!

August 18th, 2016

Você deve saber que o, a, os, as são pronomes oblíquos objetivos, substitutos, na oração, de substantivos que funcionam como objetos diretos. Exemplo: Transformei a sucata em um belo enfeite – Transformei-a em um belo enfeite. Outro exemplo: Encontrei minhas amigas no centro da cidade – Encontrei-as no centro da cidade. Algo semelhante ocorre com lhe, lhes, que substituem substantivos em função de objeto indireto: Dei a meu amigo meu melhor estojo – Dei-lhe meu melhor estojo. Outro exemplo: Entreguei aos vizinhos a correspondência extraviada – Entreguei-lhes a correspondência extraviada.

Fácil, não é? Sim, mas a facilidade muitas vezes nos leva a erros grosseiros. Percorrendo artigos de jornais e revistas na internet, encontramos frequentemente a inversão desses papéis, ou seja, um lhe como objeto direto ou um o como objeto indireto. Trata-se de erros crassos, provocados mais por distração do que por desconhecimento das funções sintáticas desses pronomes objetivos. Num jornal da rede, outro dia, encontramos a frase seguinte: O zagueiro adversário provocou-lhe muito durante a partida. Parece correto, mas não é, O verbo provocar, nesse contexto, é transitivo direto, e por isso mesmo, quando se usa o pronome oblíquo de terceira pessoa como objeto, este deve ser direto: o, a, os, as, ou, dependendo da terminação do verbo, lo, la, los, las, no, na, nos, nas. A frase correta, portanto, será O zagueiro adversário provocou-o muito durante a partida.

O exemplo oposto também é comum no discurso muitas vezes desmazelado dos artigos internetianos: A Justiça decidiu tornar-lhes réus, sob a acusação de lavagem de dinheiro. Observou o erro? O verbo tornar, nesse caso, é objetivo direto, de modo que trocá-lo pelo pronome objetivo indireto lhe é um grande equívoco. A frase correta será: A Justiça decidiu torná-los réus, sob a acusação de lavagem de dinheiro. Outro exemplo: Encontrei-lhe ontem no Jardim Botânico. Como você nota, o lhe está indevidamente empregado em lugar de o. A frase correta, deste modo, será: Encontrei-o ontem no Jardim Botânico. Observe que, se fosse usado um substantivo, ficaria: Encontrei meu primo ontem, no Jardim Botânico. Deste modo, tanto o como meu primo funcionam na frase como objetos diretos, tal é a regência desse verbo.

É bom tomar cuidado, portanto, como essa troca indevida de pronomes objetivos diretos por pronomes objetivos indiretos, ou vice-versa. Numa redação, por exemplo, tal troca é penalizada pelos corretores, porque se trata de um lamentável erro.

Não espere, portanto, condescendência das bancas de correção. Trate de verificar, primeiro, se você costuma cometer tais equívocos e, segundo, de estudar casos semelhantes e fazer exercícios, muitos exercícios, para não errar mais.

Agora entendeu a razão do título um tanto irônico deste artigo? Realmente, o, a, os, as, lhe, lhes são vocábulos bem pequenos, mas o que têm de pequenos têm também de perigosos.

 

 

O “s” e suas armadilhas olímpicas

August 18th, 2016

Agora que a olimpíada do Rio de Janeiro está em pleno curso e sucesso, pode-se dizer, comparando as três últimas olimpíadas, que o Brasil soube fazer um trabalho certo, simples, mas plenamente vitorioso. É claro que, não sendo nosso país um forte concorrente olímpico em todas as modalidades esportivas, temos de nos contentar, nessa como noutras olimpíadas, com uma medalha aqui, outra ali, e festejar muito cada conquista. Nossa olimpíada está demonstrando mais uma vez que são na maior parte pessoas humildes, dotadas de puro talento, que conquistam tais medalhas, muitas vezes à custa de grandes sacrifícios pessoais. É uma pena, pois a cada olimpíada que passa chegamos à conclusão de que puros talentos esportivos e olímpicos não são aproveitados e desenvolvidos unicamente por não haver um programa nacional de grande porte para conduzi-los ao pódio. E ficamos sempre na ilusão de que, na próxima olimpíada, tudo será diferente e o país fará as grandes conquistas que faltaram em olimpíadas anteriores.

Você estará se perguntando por que o Blogueiro, num blogue sobre vestibulares, deu para fazer um grande parágrafo falando só das competições olímpicas. E você mesmo, numa segunda e mais atenta e crítica leitura, perceberá que em tal parágrafo aparecem repetidas olimpíada e olimpíadas. Percebeu? Na verdade, o Blogueiro continua falando de vestibulares, na medida em que procura criar frases que aparesentem o uso correto e adequado dessa palavra no singular e no plural. Deste modo, a lição continua. Como é muito provável que, num ano olímpico, os concursos e vestibulares abordem como temas de redações e de questões, as competições olímpicas, a primeira coisa que você deve ter em mente é a diferença de uso. Até mesmo escritores e jornalistas muitas vezes se equivocam ao referirem-se às “olimpíadas do Rio de Janeiro”. Ora, trata-se de um erro crasso. No Rio está em curso uma olimpíada, a de 2016. Usar o plural, neste caso, não cabe. Caberia, se, por exemplo, houvesse referência às olimpíadas de 2012 e 2016, isto é, a duas olimpíadas. Assim também se nos referíssemos a todas as olimpíadas que já foram disputadas. Cada uma delas, porém, é uma olímpiada. Ficou claro?

Muito cuidado, portanto, se o tema for abordado nos próximos exames de vestibulares de alguma universidade. E assim também cuidado com pequenas distrações que o fazem deixar de escrever o “s” em casos de concordância. Textos da internet oferecem inúmeros exemplos disso, como Os dois pescadores perdidos na mata foram, pelo trabalho competente dos bombeiros, localizado depois de um dia de buscas. Notou? Por distração, pura distração, o redador escreveu “localizado”, quando deveria ter escrito localizados. As bancas corretoras, porém, não raciocinam para desculpar distrações, mas para apontar erros, qualquer que seja a razão que os fez aparecer no texto.

Compreendeu? O “s” é uma letra bastante perigosa, que pode induzir a erros grosseiros e causar perda de pontos preciosos. Não brinque em serviço.  

 

 

O vestibulando, um intelectual

August 9th, 2016

Com certeza, você não parou ainda para pensar que tudo o que faz, tudo o que lê, tudo o que estuda transformam você de um estudante egresso do ensino médio em um verdadeiro intelectual. Não ria, isso é a mais pura verdade.

Um vestibulando autêntico passa boa parte de sua vida, desde o ensino médio, a se informar e ler tudo o que puder ser indagado nas provas, o que quer dizer praticamente quase tudo. Além de precisar ler sobre os conteúdos dos exames, tem de estar informado sobre o que acontece no mundo, simplesmente porque alguns desses conhecimentos pode ser objeto de Filosofia, História, Geografia, Biologia, Ecologia, Política, etc., etc. Atualmente, com o advento da internet, ficou mais fácil, muito mais fácil acessar todas essas informações. No entanto, ficou muito mais difícil estudar, pelo fato de na web encontrarmos praticamente tudo o que queremos saber ou conhecer.

Você percebe que os antigamente chamados Conhecimentos Gerais hoje em dia constituem uma base ponderável para questões de diferentes disciplinas. Um exemplo bem atual: a presidente do país está sofrendo um processo de impedimento, o que torna o termo inglês impeachment corriqueiro em todas as notícias de rádio, televisão, revistas, jornais, na mídia em geral. É claro que você tem de ler sobre o assunto. E é mais claro ainda que você tem de estudar as ações políticas, a constituição brasileira, a palavra dos críticos. E inclusive assumir sua própria opinião, para expressar em resposta a alguma questão de História ou ao próprio tema da redação, pois os elaboradores adoram colocar como tema questões atuais.

A exploração do espaço sideral também pode servir de exemplo. Nunca houve tantas conquistas e tantas notícias sobre tal exploração por meio de telescópios colocados no espaço, naves não tripuladas que se aproximam de corpos celestes, descoberta de novos sistemas solares e muitos planetas com condições de vida semelhantes às da Terra. E você não pode prestar uma prova de vestibular sem ter conhecimento, e bom conhecimento, desses conteúdos.

A política mundial, os conflitos entre países, o terrorismo que assola o mundo de hoje, tudo isso deve ser bem conhecido do candidato. Sem falar nas doenças, nas pandemias, nas epidemias, na pobreza extrema de algumas regiões do planeta, que facilita o surgimento de doenças dos mais diferentes tipos.

Acha pouco? Pense então na crise econômica que experimenta o mundo, particularmente o Brasil, e a corrupção que a retroalimenta, pelo desvio de bilhões de reais de seu verdadeiro destino, que deve ser o bem estar da população brasileira.

É claro que você está bem informado sobre tudo isso. E o que significa? Que você, na verdade, por necessidade, por gosto ou pelas duas coisas juntas, acabou se tornando um verdadeiro intelectual, isto é,  uma pessoa que desenvolve gosto ou inclinação pelas coisas do espírito e da inteligência e que passa a ver o mundo com muito mais capacidade de fazer abstrações e sínteses, de entender muito mais que as pessoas comuns, cujas ações e pensamentos são práticos e terra a terra. Em resumo, você é quase um filósofo, um indivíduo capaz de pensar o mundo e a vida de um modo superior.

Quer queira, quer não queira, portanto, você se tornou um verdadeiro intelectual e deve assumir sua função. A universidade alimentará e aperfeiçoará esse modo de ser. Mas, por outro lado, o ser um intelectual lhe confere uma responsabilidade muito grande, de ajudar as pessoas a serem melhores, menos egoístas, menos más, menos interesseiras e mais filantrópicas.

Exerça essa sua intelectualidade, portanto, não apenas para passar no vestibular, mas para fazer com que a humanidade seja otimizada pela moral, pelos bons costumes e pelo bem.  Falou?

 

 

Internet é uma, não a forma

August 9th, 2016

Alguns jovens acham que, com base no discurso que praticam em suas comunicações em redes sociais, já sabem escrever muito bem e isso será suficiente em provas de vestibulares e concursos. Pura ilusão. O discurso na internet é apenas uma forma de utilização da língua na rede. Uma redação de vestibular ou de concurso nada tem a ver com ele.  Isso significa condenar a forma de comunicação pela internet? Nada disso, significa apenas que a forma de comunicação pela internet é uma forma de comunicação pela internet. E que uma redação em concurso deve ser vazada em outro modo de utilização da língua, vigiado pela norma padrão. São dois processos, portanto, perfeitamente válidos em suas dimensões e circunstâncias, que não devem ser misturados. O primeiro, da internet, não precisa  de um vocabulário muito rico. O segundo, por natureza, utiliza um vocabulário extenso e variado.

Uma passagem pelas duas folhas de um jornal em que se localizam os editoriais, artigos de jornalistas e de colaboradores nos serve hoje de lição para aprender melhor a entender e expressar-se.

De tanto falarem professores e colegas,  nós sabemos disso. Mas acabamos por adquirir o hábito, para nós nem sempre prazeroso, de ler tais artigos como modelos do pensar e do escrever. Costumamos cometer, porém um erro, ao não ligarmos muito para algo que é crucial em qualquer leitura: o vocabulário. A leitura dos artigos, de fato, nos serve de guia para os assuntos que percorrem o país o ano inteiro, podendo até antecipar uma possível proposta de redação.

É preciso, porém, muito cuidado e atenção. Há vocábulos que não conhecemos e passamos por alto em tais artigos. O Blogueiro fez a experiência de ler os artigos de duas folhas de um jornal e encontrou alguns que podem servir de exemplo: pleito, postulação, controvérsia, cognitivo, propina, falácia, retaliação, titubeante,  pandemia. Quantas dessas palavras você conhece? Todas? Ótimo. Mas, se não conhece bem algumas, está na hora de mudar seu sistema de leitura. Isso já foi dito em artigos anteriores, mas o Blogueiro insiste, porque é fundamental: leia, mas não deixe vocábulo em branco. Passar por alto os vocábulos que não se conhecem é uma forma de indolência, para não dizer preguiça, mesmo.

Voltemos aos vocábulos recolhidos das duas folhas de jornal: pleito = eleição, postulação = solicitação, controvérsia = polêmica, discussão, debate, cognitivo = relativo ao conhecimento, à cognição, propina, = gratificação, suborno, falácia, = afirmação falsa, errônea, enganosa, retaliação, = vingança, desforra, represália, titubeante, = vacilante, oscilante, hesitante; pandemia =  doença epidêmica com grande difusão.

Se não conhecia bem os significados, agora vai conhecer. E reconhecer que o processo de leitura e de expressão precisa de um vocabulário amplo e rico, para facilitar sua compreensão e sua criação.

É isso aí. Não deixe vocábulo em branco, nem nos textos que lê, nem nos que escreve.

 

Fazendo umas perguntinhas só para testar

July 21st, 2016

Algumas vezes você pensa que sabe, mas não sabe. Isso vale para todas as matérias. De tanto estudar, você acredita que sabe certos conteúdos, mas, na hora H, realmente não sabe. Se cair nalguma prova, descobre, aborrecido, que deveria saber, que poderia saber, que saberia, se tivesse estudado mais.

Não se acuse nem se iluda, você poderia até saber, mas não fixou na memória por não ter usado o método adequado.

Há métodos modernos de fixação de dados na memória. Este artigo, porém, vai explorar um método bastante antigo e eficiente: estudar com base em perguntas e respectivas respostas. O Blogueiro vai colocar um questionário com cinco perguntas, para que você verifique se realmente conhece. Se responder diretamente a todas as perguntas e não tiver dúvidas, parabéns, você conhece mesmo. Mas, se não conseguir apresentar de imediato as respostas, trate de verificar em suas apostilas. Vamos exemplificar com o discurso em língua portuguesa, que é a base de todas as provas:

 

1 – Pode apresentar de imediato três exemplos de emprego de porque e três de emprego de por que?

2 – Na frase Eu me penteio, qual a função sintática do me?

3 – O vocábulo senão pode ser substantivo. Dê um exemplo numa frase.

4 – Crie um exemplo de cujo como substantivo e explique o significado.

5 – A marcação do a com acento grave em Assisti à sua apresentação é obrigatória?  Haveria outra possibilidade? Explique.

 

Se você for capaz de resolver estas questões sem vacilar, está preparadíssimo. Se não souber uma ou outra, trate de verificar. Se não souber a maioria, estude um pouco  mais.

A internet está cheia de sites que apresentam questionários sobre as diferentes matérias. Mas não precisa ser necessariamente da internet. Em apostilas e livros antigos encontramos também muitos questionários. O Blogueiro já se preparou muito bem para concursos estudando em livros antigos comprados em sebos. Cada livro, na verdade, tem um foco diferente, particular de seu autor, sobre a matéria. E esse foco diferente muitas vezes resolve problemas que as apostilas e livros novos não resolvem. Foi num desses livros antigos, desprezados nos sebos, que o Blogueiro encontrou o melhor conceito de substantivo próprio. Os livros novos enrolavam, enrolavam e não apresentavam conceito aproveitável.

É isso aí. Aplique o mesmo método a todas as matérias. Invente perguntas e responda adequadamente. Ou responta a questionários de sites, livros e apostilas. De  perguntinha em perguntinha, você fixará boa parte dos conteúdos. Será uma ajuda e tanto, pode crer!

 

Leia de verdade

July 18th, 2016

Professores de ensino médio e de cursinhos preparatórios sempre dizem a você para ler, ler muito. E sugerem, além de textos literários, artigos de jornais e revistas como boas fontes para sua leitura.

Certo? Certo. Mas é preciso fazer ressalvas. Dizem alguns que a leitura leva a aprender vocabulário. Certo? Nem tanto. Não é a leitura que faz aprender vocabulário, mas como essa leitura é feita. Encontrar vocábulos difíceis no texto que se lê é algo normal e positivo. Mas se torna positivo se o leitor procura na hora o significado desses vocábulos. Passar por alto não ensina significados a ninguém.  Justamente por isso não se pode falar em aprender vocabulário sem um dicionário à mão ou sem um dicionário eletrônico no computador ou celular ou tablet.

O vocabulário do idioma é constituído por milhares e milhares de vocábulos. E aumenta sempre. Nunca paramos de encontrar vocábulos novos, inclusive aqueles que a terminologia das diferentes ciências e disciplinas vai criando. Além disso, temos a ilusão de conhecer um vocabulário muito rico, quando, na verdade, dominamos bem menos do que imaginamos. Por isso, temos de sempre estar aprendendo significados de vocábulos que surgem de repente em textos.

Até mesmo na linguagem oral podemos aprender novos vocábulos, desde que apliquemos o mesmo método de consultar o dicionário. O Blogueiro recorda sempre o dia em que, ao conversar com um jardineiro humilde que plantava grama em seu jardim, ouviu daquele homem de poucos conhecimentos uma frase que o deixou perplexo. O jardineiro examinava uma mudinha de grama e verificou que estava toda murcha e amassada. Olhou para o Blogueiro. mostrando a muda, e disse: Que pena! fanadinha, fanadinha! O Blogueiro concordou com um aceno de cabeça, escondendo a surpresa de não saber o que significava fanadinha e ter vergonha de perguntar ao jardineiro.

Quando chegou em casa, a primeira coisa que fez o Blogueiro foi consultar um dicionário, para ver o que significava aquela palavra que pareceu tão bela e tão delicada na boca daquele humilde trabalhador. E descobriu que fanado significava “murcho, emurchecido, quebrado”. E mais descobriu, com aquele exemplo, que podemos aprender vocabulário com as pessoas do povo, humildes, não havendo razões, portanto, para nos considerarmos melhores por dominar mais conteúdos que essas pessoas do povo.

É isso aí. Além de apenas aumentar seu vocabulário, verificar os significados de vocábulos é uma das formas de adquirir conhecimentos novos. É exatamente isso o que significa ler de verdade, consultando de imediato um bom dicionário para verificar o sentido de vocábulos cujo significado não se conhece. Vale dizer: apenas passar os olhos sobre as palavras não é suficiente, ler de fato não é um milagre, as palavras não entram em nossa mente por um passe de mágica, mas são buscadas por nós ao longo de qualquer leitura.

Compreendeu? Leia, portanto, mas leia de verdade. E não se surpreenda se um jardineiro disser, um dia, que aquela muda de planta está fanadinha! fanadinha!

 

Chegando. E muito bem chegado

July 8th, 2016

Os estudantes de hoje têm ampla vantagem em relação aos antigos. Estamos na era da internet, em que as informações são encontradas facilmente via computadores.  Qualquer pessoa interessada pode aprender a matéria toda de um curso simplesmente pesquisando na rede. Depende de sua capacidade e de sua determinação em aprender ou em atingir um objetivo, como, por exemplo, ser aprovado em vestibular. Antigamente o panorama era outro. Só se podia aprender na escola ou em livros, que muitas vezes eram caros, outras raros. Mesmo assim, havia quem conseguisse aprender pelo esforço pessoal na leitura de livros difíceis de entender e, por vezes, mais difíceis de encontrar.

Essa facilidade da era da internet pode ser, no entanto, ilusória e até perigosa. É tão profusa a quantidade de informações na web, que nem sempre está garantida a qualidade. A internet despertou nas pessoas a vontade de comunicar-se e compartilhar dados e experiências. Você mesmo já observou que, por vezes, o material fornecido pelos numerosos sites apresenta incorreções e equívocos. Isso é muito perigoso para quem precisa de conhecimentos adequados sobre determinados conteúdos ou temas. Por isso, é preciso também cuidado com a rede. Nem tudo o que anda por ela está correto. Como diria o povo: Nem tudo o que cai na rede é peixe.

A solução é fazer um confronto entre os dados obtidos, eliminando as más fontes. Há, porém, sites muito bem elaborados e embasados teoricamente que podem permitir bons conhecimentos sobre o que se procura.

Tudo somado, a vantagem fornecida pela internet é incontestável. Você pode obter todos os conhecimentos relativos ao ensino médio, por exemplo, num site ou numa série deles. Depende de sua determinação em aprender. Por outro lado, a educação a distância ministrada via rede leva a escola até você, com a grande vantagem de poder repetir aulas e exercícios o quanto desejar ou considerar necessário para a fixação dos conhecimentos.  Parece que a escola vai se tornando aos poucos, em vez de um edifício que se frequenta nem sempre de boa vontade, um compartimento virtual a ser acessado de sua própria casa em qualquer momento. Vale dizer: no passado, o estudante ia à escola; em parte no presente e inteiramente no futuro, a escola irá ao estudante. Isso vale para qualquer patamar do ensino, do primeiro ao segundo grau e da própria universidade. As idas à escola, esporadicamente, servirão apenas para as avaliações de conhecimentos adquiridos pela rede.

Isso é bom? Claríssimo que é. Esse novo sistema de educação a distância permitirá, com maior facilidade, separar o joio do trigo, vale dizer, premiar o estudante mais aplicado em seus estudos. E fará isso, com certeza, muito mais adequadamente que a escola tradicional, pois eliminará o fator da premência do tempo (calendário fixo no ano) e os problemas pessoais que muitas vezes são insuperáveis na escola. E acabará sendo, nessa linha de pensamento, também mais democrático, pois permitirá oportunidades semelhantes a todos os estudantes.

Você com certeza se lamentará por perder essa boa fase futura. Nada disso. Em parte, ela já está aí, e se você tiver muita dificuldade em obter aprovação, acione logo todas as possibilidades que já estão disponíveis na rede.

O futuro está chegando. E, ao que parece, muito bem chegado.

 

Não dê bola para as analogias. Leia o dicionário

July 7th, 2016

Você, que faz questão de não cometer errinhos triviais, deve tomar bastante cuidado com as analogias, vale dizer, com os lapsos causados por semelhanças entre palavras. Em concursos ou provas, qualquer que seja a matéria, é bom estar sempre alerta para essas semelhanças indutoras de equívocos. Alguns exemplos fornecidos por Rodrigo de Sá Nogueira: você sabe que se deve falar e escrever contrariedade (de contrário) , variedade (de vário), arbitrariedade (de arbitrário), seriedade (de sério), notoriedade (de notório), casualidade (de casual), barbaridade (de bárbaro), hilaridade (de hilário), paridade (de par), pluralidade (de plural), etc. Claro que sabe. Mas, talvez mesmo por saber, algumas vezes pronuncia e escreve hilariedade erradamente em lugar de hilaridade, ou também singulariedade em lugar de singularidade.

Aqui muitas vezes entra a analogia, que faz os candidatos cochilarem. E os corretores de provas sempre estão ávidos por encontrar cochilos. Candidatos distraídos são hábeis em fornecer exemplos, pois, em vez de escreverem espontaneidade, contemporaneidade, momentaneidade, extemporaneidade, idoneidade, que são as formas corretas, escrevem espontaniedade, contemporaniedade, momentaniedade, extemporaniedade, idoniedade, que são formas erradas. Muito cuidado, portanto. É bom dar uma verificada na grafia destas palavras. E de outras que o Blogueiro for recomendando. A língua portuguesa é bela e rica, mas a analogia pode estragar tudo numa prova.

E não esqueça dos seguintes significados menos usuais de cinco palavras acima apresentadas como exemplos:

 

Espontâneo = sem premeditação, sem preparo, sincero

Vário = variado, diverso, diferente

Extemporâneo = que ocorre fora do tempo, inadequado ao tempo, inoportuno

Notório = conhecido por todos, público, manifesto

Hilário = engraçado, que causa riso, que produz alegria

 

Percebeu? Língua é questão de forma e de conteúdo. É preciso dominar esses dois planos para ter um bom discurso. Estude bastante. Mande ver.

 

A vida não para. O vestibular também

June 30th, 2016

Você, que acaba de fazer o Vestibular Meio de Ano da Unesp, deve estar eufórico com a possibilidade de obter sua vaga, mas, ao mesmo tempo, preocupado que isso não aconteça. Nenhum problema. No final de ano a Unesp oferece seu vestibular 2017 e você terá nova chance, além, é claro de outros exames que venha a fazer. O povo costuma dizer que a vida não para nunca, o que é absolutamente verdadeiro. No caso dos vestibulares, a própria evolução e desenvolvimento das universidades públicas conduziu a esse fato: as possibilidades de passar são muitas, em virtude do aumento permanente da oferta de vagas, fruto do crescimento populacional e do desenvolvimento do país.

Tenha esperança, por isso, mas é claro que não se pode parar. Nesse período de espera, é tratar de continuar estudando, com base na análise das próprias provas prestadas. Vale a pena, agora, verificar suas fraquezas (todas as pessoas as têm) e investir na recuperação. A aprovação em exames de concursos públicos e de vestibulares depende frequentemente de uma fração de nota, e é por isso que você deve insistir em eliminar seus pontos fracos. Observe bem o que errou em conteúdos de Matemática, Física, Química, História, Filosofia, Geografia, Biologia, Língua Portuguesa, Redação, Língua Inglesa. Se apresentar muitos pontos fracos, não se desespere. Ao contrário, pense positivamente do seguinte modo: quanto mais pontos fracos, maiores as possibilidades de, pela revisão e recuperação dos conteúdos, obter maior nota no final do ano.

Esse modo de pensar positivo tem relação com o fato de a Unesp apresentar um vestibular sempre equilibrado, com questões bem ponderadas, sem dificuldades excessivas. Uma revisão de conteúdos, portanto, pode trazer para você os pontinhos faltantes no caminho de uma bela aprovação. Sua vaga será questão de um pouco mais de esforço.

Nesse trajeto, reforce ou reveja sua opinião sobre a importância da Língua Portuguesa. Por assim dizer, ela é a rainha de todas as disciplinas, justamente porque em todas você a empregará. Dominar o idioma, portanto, é munir-se de uma arma muito potente em qualquer atividade que você venha a ter a partir de agora, do vestibular ao curso universitário e à sua profissão futura. E quando se fala em Língua Portuguesa, fala-se em norma-padrão. Esta tem de ser dominada por vocè, para lhe servir de ascensão social e desenvolvimento profissional. E não adianta dizer “É, mas eu não tenho muita afinidade com Língua Portuguesa.” Claro que tem. Em algum momento de sua vida estudantil você botou na cabeça que era fraco no emprego da língua. Mas isso foi um mero engano, talvez um palpite mal dado por algum colega a respeito. E você, ingenuamente, acreditou. Foi um equívoco. Todos falam, todos escrevem, todos têm afinidade com o uso do idioma. E agora chegou a hora da verdade, porque você não pode simplesmente abrir mão de um instrumento tão poderoso.

Vá em frente, portanto, dedicando especial atenção à sua comunicação nas provas. Um bom conselho, para começar, é fazer uma revisão e fixação do vocabulário de todas as disciplinas, da Matemática à Biologia. O vocabulário transporta os conteúdos e conceitos fundamentais de cada disciplina. Fazer uma revisão periódica, deste modo, é reestudar uma disciplina em seus aspectos essenciais.

É isso aí. A vida não para. Não pare você também.

 

Agarre sua vaga!

June 11th, 2016

Você já sabe que o Brasil enfrenta talvez a sua maior crise econômica de todos os tempos. Sucessivos governos um tanto desastrados fizeram com que o país perdesse parte substancial de sua economia durante muito tempo e com grande esforço produzida, levando praticamente o povo todo a descrer de soluções salvadoras, com os empresários e investidores perdendo quase toda a esperança numa recuperação imediata das finanças brasileiras.

É claro que deve saber,  pois este poderá até ser um dos temas de provas de vestibulares e concursos em geral. Pior: os próprios concursos de acesso a cargos públicos estão sendo adiados, de modo que o melhor mesmo, na maioria dos casos, é o trabalho autônomo e o empreendedorismo.

Você, deve, aliás, também conhecer este dado: no momento, são mais de onze milhões de desempregados ao longo de todo o território nacional, porque as empresas não estão conseguindo vender seus estoques e começaram a reduzir sua produção, para evitarem a falência. Entre esses onze milhões, existem muitos indivíduos formados por universidades, que perderam seus empregos e agora não conseguem encontrar  vagas condizentes no mercado.

E agora? Que fazer? Sendo um momento tão grave para a economia nacional, é preciso olhar para o futuro com muita confiança e a certeza de que será necessário bastante esforço para você, uma vez formado, ingressar nesse mercado de trabalho e de produção com certeza de que tudo dará certo, pelos seus méritos.

Você sabe de tudo isso, por certo. E sabe que quanto antes começar, mais chances terá de vencer. É neste ponto que surge um alerta do Blogueiro: cuidado! não desperdice oportunidades, o momento é grave demais para escolhas excessivamente exigentes;

Esse alerta surge exatamente às vésperas dos chamados vestibulares de inverno, que as universidades oferecem na metade do ano. Muitos candidatos, julgando que passaram com certa facilidade, deixam de assumir suas vagas e partem para os vestibulares de fim de ano, imaginando que irão conseguir passar também. O problema é que a concorrência, em termos de números de candidatos, é muito grande no final do ano, tornando-se muito mais difícil receber aprovação. Se isso acontecer, o candidato desprezou uma grande oportunidade no meio do ano. E por quê? Simplesmente porque julga que os cursos oferecidos por universidades públicas no meio de ano são inferiores aos de final de ano. Trata-se de um engano que pode tornar-se lamentável. Os cursos dos vestibulares de inverno pertencem às mesmas universidades  dos de final de ano. A única diferença é que os de meio de ano apresentam menos concorrentes, o que torna mais fácil receber aprovação.

Não brinque em serviço, portanto. Se passar no meio de ano, agarre sua vaga e faça seu curso. O Brasil não pode esperar. Você não pode esperar. O momento de crise exige profissionais que sabem o que querem e estão dispostos a mergulhar a todo vapor no mercado de trabalho, com muito empenho e novas ideias, dispostos a demonstrar que é possível fazer das crises aliadas para as mais brilhantes soluções.

Agarre sua vaga e assuma seu futuro, que o espera com oportunidades que, talvez, nunca mais se repetirão do mesmo jeito.

Boa sorte e boa prova!