“Fi-lo, porque qui-lo”

August 19th, 2015

Parece estranha esta frase, não?

Corre o folclore político nacional a anedota: perguntado por jornalistas para explicar por que havia renunciado à presidência da república, Jânio Quadros teria respondido — Fi-lo, porque qui-lo. Vale dizer: fiz isso, porque quis isso ou porque quis fazer isso.

A anedota pode ser engraçada e pode não corresponder à realidade, mas não se pode negar que Jânio, professor de português e gramático, não tivesse falado corretamente. Falou, sim, no mais puro português culto.

Assim, nem sempre o estranho é errado, pode ser que seja correto e nós não sabemos explicar nem entender. Você tem de tomar cuidado com isso, porque é importante, para escrever bem, dominar todas as minúcias do idioma. As variantes pronominais átonas objetivas da terceira pessoa são válidas no discurso culto, embora em alguns contextos possam já estar em desuso. Em desuso, sim, mas corretas, isso é preciso ser bem compreendido. Observe a conjugação de verbo e variantes com base na frase Faço-o:

 

Faço-o

Faze-lo

Fá-lo

Fazemo-lo

Fazei-lo

Fazem-no.

 

Percebeu como as variantes pronominais se comportam, mudando a forma e alterando até a forma verbal?  Pois é. Faço-o, fá-lo, fazemo-lo, fazem-no não são tão desusados assim. Observe agora no pretérito perfeito, que é o tempo da frase do ex-presidente:

 

Fi-lo

Fizeste-o

Fê-lo

Fizemo-lo

Fizeste-lo

Fizeram-no.

 

Qualquer verbo transitivo direto pode suportar essas variantes. No discurso culto, usar fê-lo e fizeram-no é coisa comum.

Comece a observar a partir de hoje nos textos formais — artigos de jornais, revistas e revistas universitárias, editoriais, livros — a ocorrência das variantes e quais as mais comuns. E pode usá-las à vontade em seu discurso escrito: enriquecê-lo-ão.

Jânio fê-lo porque qui-lo. Queira-o você também, sem medo de fazê-lo. Captou?

 

A existência dos vestibulartes

August 6th, 2015

Este assunto já foi abordado algumas vezes neste, blogue, de passagem. Agora vamos desenvolvê-lo um pouco mais.

Algumas pessoas reclamam que os vestibulares são uma instituição injusta, que muitos estudantes são prejudicados e jamais conseguem ingressar em cursos universitários, que o ideal seria todos poderem ter acesso a cursos tão logo encerrassem o ensino médio, sem necessidade de exames. É claro que não deixam de ter alguma razão, pelo menos em termos ideais.

Esquecem, porém, que o país, em condições que predominam há muito tempo, não é capaz de possibilitar a todos, diretamente, esse benefício. As universidades, infelizmente, são poucas para muitos. A entrada da universidade representa, deste modo, uma espécie de funil: nem todos os que chegam conseguem ir adiante. Esse fenômeno, porém, não é só de nosso país. Até nas mais desenvolvidas nações do mundo acontece: a entrada da universidade não será ultrapassada por todos. Piores aínda são os países em que as boas universidades são caras, caríssimas, e poucos podem pagar esse preço.

Injusto? Talvez. Mas é a realidade a enfrentar. Em nosso país as universidades públicas, reconhecidamente de grande qualidade, são gratuitas, precisam por isso todos os anos preparar concursos de acesso — os exames vestibulares — para que os estudantes com maior preparo possam ingressar, sem que se cometam injustiças.

Você está nessa. Há muito tempo se prepara para conquistar sua vaga. Para uns, é a primeira tentativa; para outros, a segunda ou terceira, todos firmemente imbuídos do forte desejo e ideal de aprovação.

Quando você passar, portanto, deve sempre lembrar que muitos ficarão para trás e terão de estudar redobrado para conseguirem, no futuro, a aprovação. Então não reclame: trate de estudar com muita vontade e formar-se para não jogar fora essa oportunidade que os exames e o seu enorme esforço proporcionaram, fazendo com que você seja um indivíduo diferenciado .

Apesar da aparente injustiça desse modo de seleção, não esqueça jamais: no futuro, você enfrentará muitos concursos para acesso profissional, seja no serviço público, seja na iniciativa privada; e, mesmo que venha a trabalhar como autônomo, ainda restarão as licitações de que terá de participar para vencer concorrências  e conquistar contratos.

Se você se tornar um profissional assalariado, então, prepare-se para muitos concursos e exames para subir na carreira e alcançar os cargos mais elevados.

Os exames e concursos, portanto, farão sempre parte de sua vida, porque sempre haverá poucos cargos a conquistar e muitos candidatos; ou sempre haverá  concursos de ascensão profissional, ou sempre haverá licitações e concorrências para demonstrar que sua proposta profissional é a melhor, a mais viável.

Tudo o que fica dito pode ser resumido numa frase: ao longo de sua vida profissional, sempre haverá um leão a domar. Procure ser um grande domador!

 

 

Dissertação e emoção

August 4th, 2015

Como você deve saber, a dissertação, normalmente solicitada na maior parte dos vestibulares e concursos públicos, consiste numa argumentação em defesa de um ponto de vista assumido a respeito do tema apresentado. Sendo assim argumentativa, a redação de vestibulares e de concursos em geral não incorpora atitudes emotivas ou sentimentalismos. Trata-se tão somente de desenvolver o tema com base em raciocínio lógico que se desenvolve como linha argumentativa. Dissertação, portanto, não é poesia, não é crônica, não é narrativa, não é memória baseada em reminiscências de ordem sentimental.

Por isso mesmo, deve-se tomar muito cuidado, como mais de uma vez foi colocado neste Blogue, com lembranças que, ao longo da redação argumentativa, possam assumir um papel destacado demais, que ameace a integridade da linha demonstrativa do texto. O mesmo cuidado deve ser tomado com a profusão de pontos de exclamação, que denunciam a presença de emoções num texto em que estas devem estar inteiramente controladas. Não é por acaso que o ponto de exclamação recebeu mais de um nome ao longo do tempo: ponto exclamativo, ponto admirativo, ponto de admiração. Essa profusão de nomes se origina justamente no fato de tal sinal servir para marcar a presença de traços mais ou menos intensos de emoções no discurso, presença que cabe muito bem na poesia, na crônica, mas não na dissertação, que é avessa à expressão de emoções. Não é por acaso também que as interjeições são marcadas por ponto de exlamação, pois representam a emoção em estado intenso na fala e no discurso: Oh! ah! ui! Alguns estudantes adquirem não se sabe onde o vício de inflar seus textos com pontos de exclamação. Talvez achem bonito. Mas isso é perigoso e contraproducente, especialmente no caso dos textos dissertativos. Tomar cuidado, portanto.

Compreendeu bem? A melhor dissertação é aquela em que as emoções não invadem a sequência argumentativa, que flui ao longo do discurso com o objetivo apenas de demonstrar um ponto de vista. Na dissertação, o raciocínio domina em seu mais alto grau, diferentemente do que ocorre na poesia, em que as emoções e os sentimentos se expressam em seu grau mais alto.

Tudo isso pode ser sintetizado numa imagem: redação é como trânsito — respeite sempre a faixa em que se coloca.

 

Os enunciados e seus comandos. Pense bem!

July 29th, 2015

Verbos como apontar, indicar, identificar, estabelecer, demonstrar são muito empregados em provas de concursos e de exames vestibulares. Certo? Certo. E empregados no modo imperativo, já que perguntas são comandos e o modo apropriado para os comandos é o imperativo: aponte, indique, identifique, estabeleça, explique, demonstre. Mas já parou para pensar na real função que esses imperadivos exercem nos enunciados de questões? Parece tão fácil que, às vezes, você nem presta atenção e vai logo respondendo sem maiores reflexões. É perigoso? Muito. Pode trocar uma coisa por outra, não pode?

Apontar, por exemplo,  no discurso comum pode significar fazer a ponta, aguçar, erguer em ponta, indicar qualquer objeto com o dedo, com um gesto, um olhar. Note que já aqui apontar aparece relacionado com indicar, mostrar, justamente porque têm muitos sentidos em comum. No caso das provas, apontar tem praticamente o mesmo significado que indicar: mostrar, citar, mencionar,  expor.

Parece fácil, mas nem sempre é assim. Se você se distrair um pouco, vai seguir caminho errado. Note que apontar ou indicar não pedem opinião pessoal, mas tão somente que, num texto, numa imagem, numa passagem, se mostre determinado fato, característica ou opinião presentes no próprio texto ou fato ou imagem. Ao candidato resta verificar o que é pedido e mencionar ou citar.

É diferente, portanto, de identificar e estabelecer.  O primeiro implica apenas reconhecer um fato ou fenômeno. O segundo, verificar uma diferença, semelhança, relação, etc. Na hora de responder à questão, por exemplo, é bom tomar cuidado para não misturar alhos com bugalhos.

O verbo explicar complica as coisas, sugerindo que o fato solicitado deve ser identificado, tornado inteligível, esclarecido, já que no texto ou imagem está oculto, um tanto difícil de entender. O comando explique, portanto, pede uma maior participação do julgamento do candidato, que precisa demonstrar que conhece bem o alvo da pergunta e é capaz de descrevê-lo sem problemas.

De todos, demonstre é o que solicita maior dose de raciocínio. Trata-se de comprovar algo afirmado ou estabelecido pelo próprio texto. O candidato, no caso, tem de assumir a afirmação como se fosse sua,  para poder demonstrá-la adequadamente.

É claro que há outros verbos usados em questões de concursos. Os apresentados neste artigo, porém, são os mais corriqueiros. Nem por isso deixam de merecer toda a atenção. Experimente comparar questões de um mesmo vestibular passado, ou de vestibulares diferentes, ou de vestibulares de diferentes instituições. Você por certo poderá ter surpresas e verificar algumas malícias que as questões apresentam. Faça isso. Vale a pena.

Tudo vale a pena, se pode gerar um pontinho a mais, não vale?

 

A primeira chave da aprovação

July 13th, 2015

Você, nessa fase de próximo vestibular, é bombardeado por conselhos e informações de todos os tipos, em  muitos casos com chaves milagrosas para abrir as portas da conquista de vagas. É claro que, num processo de conquista de qualquer coisa na vida, são válidos todos os meios e recursos para atingir as metas, exceto os desonestos.

No caso dos exames vestibulares, pense bem: há dois modos para estabelecer duas estratégias distintas. O primeiro é o de buscar tais soluções, truques, recursos para chegar lá. O segundo é confiar no seu preparo o tempo todo e procurar fazer as coisas por si mesmo. Quando erramos por nós mesmos, aceitamos melhor as derrotas; se erramos com a mão do gato, como se costuma dizer, é bem mais difícil aceitar tropeços. E nem sempre o gato acerta, embora se diga que tenha sete vidas. Vá lá que só tenha seis e dê tudo errado na sétima!

Agora que você inicia o retão final no autódromo de seus exames, vale mais, acredita o Blogueiro, levar as coisas por si mesmo e não apelar demais para soluções mágicas, que são coisa das estórias antigas e das modernas animações do cinema: dão certo no cinema — no cinema, certo!

É melhor, assim, buscar as chaves reais, não as fantásticas, do próprio estudo, colocando-as como base de sua estratégia para a vitória. Uma delas, garante o Blogueiro, é a gramática. Sim, a gramática, não importando qual a prova de qual disciplina esteja em jogo. Você pode ter feito o esforço dos esforços para saber o máximo, mas, se descurou do discurso com que expressa suas ideias, pode ter sido enganado pela própria língua. Um amigo  do Blogueiro, depois de um acidente que feriu um dos lados do seu rosto, saiu-se com esta filosofia: Não se fala direito com boca torta. É verdade. Sem o instrumento adequado para comunicar, que comunicação se espera?

Então, caro vestibulando, pense muito bem neste ponto, agora que a bandeira de chegada se anuncia no horizonte: se você despreza a gramática, pode estar jogando fora aquilo que sabe! Isto vale tanto para a leitura e compreensão de um texto, como para a produção de uma resposta de prova  ou uma redação.

Um exemplo muito claro de tudo o que aqui é colocado: a flexão dos verbos. Você simplesmente tem de saber conjugar qualquer verbo. Se não souber, pode entender mal uma pergunta ou responder pior ainda. Não há outro jeito: aquele que pretende saber expressar-se adequadamente, perfeitamente, tem de conhecer as flexões verbais de fio a pavio e de pavio a fio. Inclusive os casos mais difíceis e escabrosos, como as flexões do verbo adequar. Diga-se o que se disser, este verbosinho chato tem uso cada vez nais comum e, volta e meia, resolve se meter em nossas respostas ou redações, deixando-nos atrapalhados e perplexos quanto à flexão. Pois são justamente verbos chatos como esse que podem fazer desandar uma resposta, um parágrafo, um texto. O verbo adequar era até há pouco tempo considerado defectivo, isto é, não conjugado em certos tempos, modos ou pessoas. O grande uso, porém, forçou a flexão em todas as formas. Para Houaiss, tornou-se um verbo de conjugaçao completa. Repare nas flexões e na acentuação, já de acordo com as novas regras de ortografia: adéquo, adéquas, adéqua, adequamos, adequais, adéquam (presente do indicativo); adéque, adéques, adéque, adequemos, adequeis, adéquem (presente do subjuntivo). Repare como estas formas quebram aquele galho na hora do escrever e podem  surgir a qualquer momento ao se ler um texto.

Foi só um exemplo! Há outros. Você tem de estar preparado para todos, se quer evitar riscos maiores de equívocos de leitura ou escrita. Ou, dizendo de outro modo, se quer acrescentar pontos preciosos a sua média.

Gostou da chave? Então experimente abrir algumas portas expressivas com ela, praticando alguns exercícios improvisados por você mesmo. Descobrirá que a flexão dos verbos é um verdadeiro tesouro a explorar em proveito da maior qualidade dos seus textos. Certo?

 

Unesp, uma potência

July 2nd, 2015

A Unesp é hoje uma das maiores potências de ensino e pesquisa superior no Brasil. Fundada em 1976, sendo, portanto, uma jovem universidade do estado de São Paulo, sua evolução foi verdadeiramente vertiginosa. Tem 34 unidades, hoje, em 24 municípios localizados de norte a sul e de leste a oeste do estado: Ilha Solteira, Franca, São José do Rio Preto, Araçatuba, Jaboticabal, Dracena, Tupã, Araraquara, São João da Boa Vista, Rosana, Presidente Prudente, Marília, Bauru, Rio Claro, Assis, Ourinhos, Botucatu, São José dos Campos, Guaratinguetá, Sorocaba, São Paulo, Itapeva, São Vicente e Registro. Observando-se o mapa de São Paulo, pode-se ver que esses 24 municípios praticamente cobrem todo o seu território e alcançam ainda amplas regiões de outros estados em termos de atendimento de ensino, pesquisa e extensão. A maioria dessas unidades da Unesp é formada por duas ou mais unidades, o que representa um vestibular dos maiores do país, com mais de cem mil candidatos inscritos para concorrer a vagas em 183 cursos muito bem ranqueados nos organismos especializados em avaliação de cursos universitários do país. Em 19 desses municípios, as unidades oferecem 232 cursos de pós-graduação em numerosas áreas e especialidades (120 mestrados acadêmicos, 12 mestrados profissionais e 100 doutorados acadêmicos). Estes dados, evidentemente, são de uma fonte de pesquisa que já pode estar modificada, porque a Unesp nunca para de crescer.

Tudo isso sem falar na excelente produção de pesquisa, na extensão, na pós-graduação lato sensu no EAD e nos convênios com instituições estrangeiras, que possibilitam inclusive a seus estudantes estágios em certas áreas e disciplinas.

Todo esse rápido desenvolvimento e essa pujança transformou a Unesp em uma das mais respeitadas instituições de ensino superior no país e no estrangeiro. Aquele que procura a Universidade, deste modo, quer em nível de graduação, quer em nível de pós graduação, está procurando uma formação ou uma especialização da mais alta qualidade, garantida por seus quase quarenta anos de atividades e permanente processo de aperfeiçoamento. Os graduandos e pós-graduandos da Unesp se espalham, hoje, por todo o país, levando às mais variadas localidades e instituições a formação recebida. Em instituições estrangeiras também podemos encontrar com facilidade os profissionais formados por nossa universidade.

No Portal da Unesp, na internet, você poderá encontrar todos os dados a respeito de nossa universidade: seus cursos de graduação, de pós-graduação, sua produção científica, número de estudantes, seus convênios, estágios, etc., etc., etc., para fazer uma ideia bem mais precisa a respeito e ter certeza de que, no vestibular de 2016, estará escolhendo  um dos melhores caminhos para a sua formação superior.

 

 

 

Espera e oportunidade

June 22nd, 2015

Agora que a segunda fase do Vestibular Unesp Meio de Ano está encerrada, o melhor conselho poderia ser relaxar e aguardar? Nada disso, meu irmão. Há algumas coisas a fazer antes de saírem os resultados.

Você talvez esteja pensando que tudo dependerá da nota que venha a tirar em sua aprovação: se reprovar, concluirá que terá de se preparar bem mais; se for aprovado com nota apenas razoável, ficará feliz com a oportunidade. E se for alta? Ficará tão feliz e otimista, que será até capaz de desistir da matrícula para prestar o vestibular de final de ano? Seria uma escolha pouco recomendável. Se prestou o exame vestibular do curso que pretendia e foi aprovado, não importa com que nota, agarre sua vaga. Todos os cursos da Unesp apresentam grande qualidade e formam excelentes profissionais, não importa se o vestibular seja de meio ou de fim de ano. Trocar o certo pelo duvidoso envolveria um risco muito grande.

Outra coisa a fazer ainda antes dos resultados é analisar bem os cursos das diferentes universidades públicas brasileiras, para verificar a qualidade dos da Unesp. Examine os currículos, os professores, as possibilidades de participar de pesquisas de iniciação científica, com bolsas, as possibilidades de intercâmbio com universidades estrangeiras conveniadas com a Unesp, depoimentos de formandos e as opiniões dos alunos que hoje fazem tais cursos. Tudo se encontra na internet. Com uma pesquisa desse porte, você com certeza fará sua matrícula, caso aprovado. Em resumo, tente obter todas as informações possíveis sobre o curso cujo vestibular está prestando. É importantíssimo saber o que a Universidade pode lhe dar.

No final, o Blogueiro tem certeza de que você tomará a decisão adequada e se tornará mais um membro da comunidade Unesp. E um membro bem informado, que saberá o momento de pleitear iniciação científica, solicitar complentação da formação em cursos de universidades estrangeiras, obter, enfim, tudo o que a Unesp pode lhe dar ao longo de sua formação.

Feita toda essa pesquisa de dados, pode relaxar e descansar. Os resultados da última prova logo virão e você poderá iniciar seu caminho vitorioso rumo a uma profissão de sucesso, quer na iniciativa privada, quer no serviço público, quer como profissional autônomo.

Seu futuro está perto. E será um ótimo futuro.

 

A vaga está perto, certo?

June 11th, 2015

Com a realização da segunda fase, sua vaga está mais perto. Você estudará numa universidade de grande qualidade, que tem professores e pesquisadores de competência reconhecida mundialmente, convênios com instituições estrangeiras e um lastro de pesquisas e publicações dos mais significativos do país.

Em todas as unidades da Unesp se verifica tal qualidade, não importando se o vestibular é de início ou meio de ano. O mesmo acontece com os vestibulares de inverno de outras universidades importantes. Portanto, se conquistar aprovação, agarre sua vaga para formar-se com toda a qualidade e se tornar um profissional universitário de excelente conceito.

O resto, é claro, dependerá de você, de seu esforço no trabalho e da determinação em superar todas as dificuldades que surgirem no caminho. É justanente devido a esse conjunto de virtudes que muitos profissionais formados por universidades que consideramos de menor porte conseguem maior sucesso profissional. Isso significa algo que se tornou comum na atualidade: homens com menor formação superam profissionalmente muitos outros com formação melhor. Por quê? Porque souberam encarar melhor os obstáculos da profissão e ultrapassá-los.

Felizmente, na Unesp, o ensino de primeira linha já lhe confere predicados para desempenhar bem sua futura profissão. Isso somado a suas características pessoais só poderá resultar em grande sucesso.

Por todos esses motivos, faça a prova com calma e confiança, certo de que a oportunidade finalmente chegou. Os esforços e os sacrifícios serão compensados neste momento de vitória. Alguns diriam, a tal respeito, que é o seu destino vencer. Diz o Blogueiro, com maior confiança, que cada um faz o destino de acordo com a capacidade de lutar. É o seu objetivo ingressar em uma grande universidade e você está perto de atingi-lo, não por um favor do destino ou dos deuses do Olimpo, mas por todo o empenho que vem tendo ao longo da vida para chegar a um momento de sucesso. Os exames vestibulares são dura prova, um primeiro encontro com a realidade da vida, durante a qual sua capacidade ainda será testada numerosas vezes. Vencer a primeira já cria um modelo positivo.

Acredite em você. Sua vaga está perto, certo?

Cuide dos homônimos e parônimos. E mais dos “enganônimos”

June 8th, 2015

O Blogueiro hoje está um tanto eufórico, e por isso se dá o direito de fazer uma brincadeira, criando um vocábulo de um modo não muito convencional, que os gramáticos horrorizariam. Na verdade, trata-se de uma criação ad hoc, um neologismo de ocasião, inventado com uma boa finalidade. O povo vive fazendo isso e volta e meia acaba dando certo: a nova palavra, mesmo mal formada, ganha a bênção do uso popular e acaba ingressando no vocabulário comum.

Não é essa a intenção do Blogueiro, mas simplesmente servir-se da brincadeira com uma finalidade didática, para auxiliar mais ainda os vestibulandos. Você sabe que os homônimos são palavras que se pronunciam ou se escrevem de maneira idêntica. É possível, portanto, confundi-los. E que os parônimos são palavras com grande semelhança, quer na pronúncia, quer na grafia ou em ambas. São também, perigosos, porque podem induzir o leitor a enganar-se redondamente, atribuindo a uma das formas o significado da outra, como, por exemplo, entender apelo (chamamento, substantivo em que o “e” é fechado), quando o contexto indica que se trata de apelo (presente do indicativo do verbo apelar, com “e” aberto). A confusão surge em virtude de os vocábulos serem homógrafos (grafia idêntica), mas não homófonos. Note que, conforme o contexto, a atribuição do significado de uma dessas palavras a outra pode criar um sentido totalmente errado para a frase como um todo. O mesmo pode ocorrer com centenas de palavras, como arrojo (ousadia, coragem, com “o” fechado) e arrojo (presente do indicativo de arrojar, “arremessar, lançar”, com “o” aberto”), cerca e cerca, decoro e decoro, etc.

Evidentemente, com um pouco de atenção, tanto os homônimos como os parônimos oferecem menor risco, já que o contexto e as classes gramaticais das palavras envolvidas constituem pistas suficientes para a identificação da forma.

O grande perigo, porém, está nos “enganônimos”, ou seja, no fato de uma leitura menos atenta nos levar a ver no texto uma palavra muito parecida com a que está escrita. Em certo vestibular, na proposta de redação, constava a expressão uma questão de conveniência. Muitos vestibulandos, em leitura desatenta e apressada, entenderam convivência em vez de conveniência, o que mudava completamente o significado da expressão e da própria proposta de redação. Perigoso, não é? O mesmo pode acontecer com pares de vocábulos como usuário e usurário, investimento e divertimento, instalado e entalado, previdencial e residencial, envidar e evitar, além de centenas de outros.

Cuidado, portanto, quer na leitura de questões, quer nas suas respostas ou até mesmo na sua redação. As traições da memória são muito conhecidas: basta uma pequena distração para interpretar um sentido equivocado com base numa confusão de formas. Nossa língua, com toda a sua riqueza, ou até mesmo por causa de toda a sua riqueza, possibilita essa confusão.

Como sair deste embrulho? Saber ler é uma técnica e ao mesmo tempo uma arte. É preciso exercitá-las o tempo todo para evitar trocas eventuais e consequentes decepções.

Entendeu? Então leia o que deve ser lido e não o que sua mente distraída pode de repente inventar e projetar no texto.

 

Tiras, charges e vestibulares

May 27th, 2015

Tornou-se comum, nas provas de diferentes disciplinas dos exames vestibulares, o emprego de tiras e charges. Você por certo já fez provas ou simulados em que surgem esses e outros textos análogos. A justificativa para essa utilização reside não apenas no fato de se tratar de textos com muita qualidade de conteúdo, atuais, mas também largamente utilizados na mídia: jornais, revistas, internet.

Aparentemente, as questões baseadas em charges e tiras parecem facilitar tudo. Nem tanto. Como exploram aspectos da realidade por meio de muito humor, de ironias refinadíssimas e, mesmo, sarcasmos, a aparente facilidade devida ao tamanho se torna ilusória. A utilização extremamente inteligente de recursos expressivos nos planos das imagens e do discurso torna charges e tiras muitas vezes mais ricas em significações que textos de maior extensão. Os cartunistas possuem uma formação intelectual muito refinada e se tornam, com suas obras, verdadeiros críticos da realidade social, em que a política e os políticos são, em boa parte das vezes, o principal alvo.

Para compreender bem charges, tiras, caricaturas, portanto, é preciso estar plugado, como estão os seus autores, na realidade circundante. É preciso ter boa dose de raciocínio e malícia, ter plena noção de tudo o que vai no país e é noticiado na mídia. E, sobretudo, é necessário conhecer razoavelmente recursos expressivos como o da ironia, da metáfora e da alegoria. Tudo isso, mais um pouco de espírito lúdico, fornece os elementos necessários para não tropeçar nas divertidas críticas que charges e tiras apresentam.

Esteja alerta, portanto. A facilidade dos textos produzidos pelos cartunistas esconde na realidade estruturas de complexo raciocínio, que se expressa pelo humor, pela ironia, pelo sarcasmo, pela alegoria, pela sátira, pelas alusões filosóficas e princípios éticos. Estas qualidades justificam sua presença em provas de concursos e de vestibulares.

Não vá perder pontos preciosos menosprezando esses textos diminutos, mas muito densos e ricos em significados.

Valeu?