Redação na segunda fase

May 24th, 2016

Passada a primeira, prepare-se agora para a segunda fase do vestibular Meio de Ano da Unesp, que vai chegar, como sempre, com uma organização bem balanceada, sem surpresas e sobretudo sem invencionices na observação da lista de pontos.

Considerando, assim, que as provas de vestibulares e concursos da Unesp não oferecem problemas, pense a partir de agora apenas em eliminar aqueles que você mesmo pode criar, tanto na hora da prova, quanto em sua preparação. Escrever, já disse mais de uma vez o Blogueiro, não é magia, é trabalho consciente e bem informado.

Muitos candidatos acreditam ainda em métodos milagrosos, em estratégias de última hora para tirar uma boa nota. Puro engano. Não é à toa que passamos boa parte dos ensinos fundamental e médio praticando redações. Tentam os professores fazer cada estudante entender que a redação é uma ferramenta para ser utilizada com proveito por qualquer profissional formado em universidade. Observe, a este respeito, que o computador e outros aparelhos eletrônicos vieram substituir com vantagem muitos instrumentos de trabalho utilizados tracicionalmente, em especial nas áreas gráficas e no cálculo. Não conseguiu, porém, substituir a capacidade de produzir textos. Pode ser usado para digitá-los, mas nunca para produzi-los. Disto vem a importância do saber redigir.  Numa produção de texto, diante do papel em branco, não são os chips que trabalham, mas nossa mente, nosso raciocínio, nossa imaginação, nossas emoções e sentimentos.

Em tudo isso, será importantíssima a experiência, o repertório cultural, o conhecimento científico, a informação sobre atualidades. O melhor método de redação fracassa se não encontra em nossa mente o alimento necessário. Ora, como nos vestibulares e concursos em geral se pedem redações de caráter dissertativo, temos de nos preparar muito para produzi-las. O melhor caminho, dizem todos os professores de redação, é criar pelo menos um texto por dia, aproveitando não apenas propostas de manuais de redação e de vestibulares anteriores, mas focalizando também temas da atualidade. Só se aprende a escrever, escrevendo, dizia um velho professor, e estava certíssimo nesse conselho. É pela prática constante que chegamos ao domínio de qualquer atividade.

Percebeu? Escrever textos que mereçam ser premiados com boas notas em qualquer prova de português não é uma dádiva recebida dos deuses. É preciso liberar o raciocínio, soltar as rédeas da imaginação, acionar o repertório cienfífico e cultural. Nenhum escultor nasceu esculpindo, nenhum pintor nasceu pintando. E você não nasceu escrevendo. Esculpir, pintar, escrever, além de talento natural, pedem prática, longa e dedicada prática para consolidar-se.

Quer ser um bom escritor, um ótimo produtor de textos? Quer, sim. Então escreva, escreva, escreva, escreva…

 

Últimos lembretes

May 24th, 2016

Além dos problemas gramaticais, do vocabulário e dos critérios de coerência que você preparou para se dar bem tanto na leitura, quanto nas respostas das questões de suas provas, existem muitos detalhes que ainda podem servir para evitar cochilos na resolução dos enunciados propostos. Isso porque o idioma não é feito apenas de regras gramaticais, mas também e, talvez principalmente, de uma lógica interna que, nas provas objetivas, por exemplo, você aplica na leitura dos enunciados e das alternativas. É preciso, portanto, muito cuidado durante o processo de compreensão do que se pede em cada uma das questões.

Realmente, os conteúdos de nossa comunicação pela linguagem se espalham por mil e uma formas de dizer, por expressões típicas, frases feitas, provérbios e locuções. Trata-se, neste caso, de dominar ao máximo possível essa profusão de modos de dizer. Basta uma expressão interpretada erroneamente para que um enunciado, por exemplo, passe a significar algo muito diferente do que pretendeu o elaborador.

Assim, como parte de seus estudos de qualquer disciplina, nunca esqueça de estudar permanentemente essa riqueza de dizeres de que é feito o discurso. Quanto mais você dominar esse banco de dados, maior capacidade desenvolverá de compreender o que lê e mais certeza terá de que o que escreve não apresenta problemas capazes de inviabilizar suas respostas.

Um exemplo pode ser dado com a confusão, que até gente muito bem formada faz, entre pares de vocábulos como idoso e idôneo. Idoso significa “velho, de bastante idade, que tem muitos anos de vida”. Já idôneo não significa “idoso”, mas “que serve para alguma coisa, adequado a certa finalidade”; ou, tratando-se de pessoa, “que tem condições para exercer certos cargos ou realizar certas obras”. Note, aliás, que na atualidade costuma-se empregar idôneo com caráter ético, para indicar uma pessoa que tem condições morais de ocupar certos cargos ou de levar a cabo certas obras.

Percebeu como é importante a pesquisa permanente das formas de dizer no discurso? Observe esta outra: hoje são três. Embora algumas pessoas insistam em falar ou escrever hoje é três, a expressão mais adequada pela concordância é hoje são três. Todo o cuidado, portanto, porque o idioma está repleto dessas variações não justificadas. Uma delas, empregada erradamente, pode levar uma resposta certa ao erro.

Outro exemplo interessante, que leva a um erro crasso sempre penalizável em redações é o da locução por causa de. “Corri por causa do medo que tinha daquele bandido.” Esta é a forma correta. Está bastante disseminada, no entanto,  no discurso oral, já invadindo o escrito, a variante por causa que, vedadeiro absurdo expressivo que, como diz o povo, mistura alhos com bugalhos. Tome cuidado, portanto, em não empregá-la em suas respostas e na redação.

Valeu o conselho? Então trate de entender as formas de dizer no idioma como uma espécie de caixote cheio de peças de diferentes formatos. Com jeitinho, você saberá escolher e fazer a montagem correta de centenas de objetos. Mas, se desprezar essa possibilidade, o perigo de cometer lapsos de expressão aumentará muito. Valeu? O Blogueiro espera que sim.

 

 

Prova objetiva: leitura objetiva

May 9th, 2016

Você pode até achar que uma prova objetiva é semelhante a qualquer prova discursiva. Não é bem assim. São avaliações diferentes que requerem diferentes modos de ler. Uma prova objetiva é um todo que já vem praticamente pronto, com perguntas que são completadas por respostas, umas incorretas, outras (uma por questão) corretas. É, portanto, uma espécie de artefato, quase um labirinto: trata-se tão somente de apontar a saída para fora do emaranhado das cinco alternativas.

Já numa prova discursiva a resposta não vem pronta, você tem de criá-la com base nas informações apresentadas em cada enunciado.

Cada tipo de prova, portanto, tem sua especificidade, e o que você deve levar em conta é o modo de fazer a leitura, fundamentado no aspecto formal de cada tipo.

Ora, considerando que a prova objetiva é um todo completo com rebarbas que devem ser desprezadas em favor da resposta adequada ao enunciado, será preciso não criar a resposta, que já está pronta, mas criar seu próprio sistema de eliminação das respostas-rebarbas, isto é, das respostas que, por um motivo ou por outro, surgem com erros maiores ou menores. O elaborador de provas objetivas aprende toda uma metodologia de produção de respostas com base em variações de maior ou menor porte das respostas corretas. A coisa funciona mais ou menos assim: dado um enunciado e estabelecida uma resposta perfeita, as outras quatro têm de ser incorretas, mas não tão incorretas que sejam facilmente detectáveis, o que deixaria a avaliação bastante precária. É nessa variação para estabelecer respostas erradas que se cria uma técnica e uma verdadeira arte de criar erros para inviabilizar quatro respostas por questão.

Sabendo de tudo isso, vem o seu papel de candidato. Que fazer? Desenvolver sua técnica e sua arte de leitura que corresponda o máximo possível às intenções do elaborador. Difícil? Nem tanto. Se você treinar bem sua leitura do enunciado e das respostas, acabará chegando à conclusão de que é possível, sim, mas, é claro, só é possível com conhecimento adequado do conteúdo abordado pelas questões. Sem esse conhecimento, tudo vira loteria.

Percebeu? Para se dar bem numa prova objetiva é preciso obedecer também a cinco alternativas, todas corretas:

a) conhecer bem o conteúdo abordado;

b) entender que as respostas erradas são variações de maior ou menor porte das respostas certas;

c) aguçar sua capacidade de leitura do enunciado e da relação que este mantém, por acerto ou por erro, com as cinco respostas das alternativas;

d) criar um banco de dados com as formas de variação normalmente exploradas nas provas de vestibulares;

e) treinar muito, mas muito mesmo, para tornar o ato de fazer prova uma tarefa prazerosa, de decifração, e não um processo de adivinhação ou, como se costuma dizer, de chutes. “Chutologia” é um método bem pouco confiável, previsto pelos elaboradores.

Valeu? Então dê uma verificada em seu método de estudar para provas objetivas. E, se julgar necessário, aperfeiçoe-o com as informações dadas pelo Blogueiro. E faça uma ótima e objetiva prova.

 

 

Você e os “outros”

April 29th, 2016

Você costuma receber muitos e diferentes conselhos sobre o que fazer no momento da prova. Colegas e professores sugerem calma e tranquilidade, revisão das respostas, correção ortográfica, etc., etc. Nem sempre, porém, atribuem a devida ênfase a um aspecto que pode ser fundamental para evitar perda de pontos preciosos:  a consideração de que a prova não é só você, é você e outros dois: o elaborador e o corretor. Perceber esse fato leva ao estabelecimento de um método bastante útil.

Realmente, boa parte dos candidatos têm por hábito considerar a prova de seu ponto de vista e tudo o que fazem leva em conta essa visão unilateral. Todavia, devendo ser a prova corrigida por outro, mesmo que esse outro seja um computador, como no caso das questões objetivas, vale a pena mudar o foco da questão e tentar ver as respostas como se fosse esse outro. Por quê? Porque os pontos de vista podem ser muitíssimo diferentes e conduzir até mesmo a respostas diferentes. O Blogueiro, certa vez, ao prestar um concurso, verificou que a primeira resposta possível a uma série de questões interpretativas não combinava com sua própria análise do texto. Ainda mais: julgou que a sua resposta a essa primeira questão estava mais próxima da verdade que a outra possível. Na dúvida, não respondeu a essa pergunta e passou para a seguinte da série, em que uma das respostas combinava bem mais com a primeira possível do que a dele próprio, Blogueiro. Mesmo acreditando que suas respostas condiziam mais com uma melhor interpretação, percebeu que o elaborador da série de questões interpretativas do texto tinha seguido por outro caminho, sendo melhor, portanto, abrir mão de suas convicções e seguir a linha interpretativa do elaborador. Fez isso, meio preocupado em errar todas as respostas da série, mas acabou tendo a grata surpresa, mais tarde, de ver que foi um dos poucos a ter aquelas respostas consideradas certas.

Que conclusão tirar desse fato? Que a prova vale pelo que é, e não pelo que achamos que seja. Mais ainda: que, numa série de questões, o conjunto pode nos fornecer pistas preciosas sobre o ponto de vista adotado pelo elaborador. E ainda mais: que podemos nos enganar numa interpretação a ponto de julgar que quem se enganou foi o elaborador.

Tudo isso nos leva a concluir que é preciso, sempre, entender que é um outro que elabora as questões e outro ainda que as corrige. E você está no meio. São três pontos de vista distintos, portanto, e será um bom método sempre tentar “ver” as questões do ponto de vista de quem as elabora e de quem as vai corrigir. Podemos ganhar pontos preciosos com esse método, pontos suficientes para garantir a conquista de uma vaga.

Em conclusão: uma prova, como praticamente tudo na vida, é um produto coletivo, não individual. E é necessário vê-la como produto coletivo para ter a concepção mais realística possível das respostas que iremos dar.

Deu para entender? Deu, sim. Estabeleça seu método para não se deixar iludir pela relação entre você e os “outros dois” em suas provas. Você perceberá que vale muito a pena. Vale mesmo.

 

Ainda os cochilinhos e cochilões

April 29th, 2016

No artigo anterior, chamou atenção o caso de bastante como adjetivo. Muitas pessoas se acostumaram tanto a usar o adjetivo no singular, mesmo diante de substantivo no plural, que até se assustam quando o professor de português menciona exemplos como “Neste verão, houve bastantes casos de dengue na cidade.” Nas aulas, há até alunos que reclamam: Mas não é bastante casos, professor? O professor explica que, na frase em questão, bastante está em função de adjetivo que modifica um substantivo no plural. A concordância, portanto, tem de ser no plural: bastantes.

Não apenas estudantes se equivocam com essa palavra. O Blogueiro certa vez ministrou um curso de português a professores do ensino fundamental e alguns estranharam e até questionaram bastantes no plural, dizendo que nunca usaram e até duvidando do conhecimento do professor. Ora, nunca usar não é critério de acerto em disciplina nenhuma. Muitos usuários passam a vida inteira sem perceber que estão equivocados. Este, aliás, é um dos grandes problemas daqueles que escrevem habitualmente (escritores, jornalistas): cometer erros e jamais perceber por si mesmos, até que alguém lhes chame a atenção para o fato.

Tal é o caso, por exemplo, do emprego do pronome de tratamento você, que leva os usuários a empregar as formas pronominais oblíquas da segunda pessoa, e não da terceira. Observe o exemplo:

 

Você é um ótimo funcionário. Eu te admiro.

 

Na verdade, você, como pronome de tratamento, pertence à terceira pessoa do singular, mesmo quando usado para indicar a pessoa com quem se fala. Os pronomes átonos correspondentes devem ser, deste modo, também da terceira pessoa. O exemplo acima, por isso, está errado e tem de ser assim corrigido:

 

Você é um ótimo funcionário. Eu o admiro.

 

Muito cuidado, portanto, em suas redações e respostas discursivas. Não se deixe levar pelo discurso coloquial e cometer errinhos perigosos para sua nota.

E já que falamos em pronomes de tratamento, sobretudo nestes tempos em que os discursos dos políticos estão muito em evidência nos meios de comunicação, também não esqueça de que usamos Vossa Excelência quando nos dirigimos a uma alta autoridade diretamente. E empregamos Sua Excelência para mencionarmos tal autoridade ao nosso interlocutor:

 

V ossa Excelência é o mais importante senador da república.

Sua Excelência não pode vir hoje nos atender, mas virá amanhã.

 

Percebeu? São pequenos detalhes que podem provocar grandes e graves equívocos de expressão. É bom tomar muito cuidado. Faça uma revisão destes e de outros casos, para não cochilar mais. Afinal, o que para você pode ser apenas um cochilinho, para o corretor de uma prova pode ser um baita cochilão!

 

 

Cuidado com estas palavrinhas!

April 27th, 2016

Como sempre diz o Blogueiro, o discurso, quer em português, quer em outras línguas, está sempre cheio de armadilhas ocultas. Hoje você vai ver como certas palavrinhas podem iludi-lo: eis, , meio, bastante, etc.

Eis, por exemplo, aparece em frases como: Eis a questão, eis a solução para o problema, Ei-lo pilotando a espaçonave, etc. Observe que esta palavrinha, cuja origem os estudiosos ainda não conseguem explicar safisfatoriamente, tem inegável comportamento de verbo na frase, a tal ponto que apresenta objeto direto e pode receber pronome objetivo átono: Ei-lo, ei-la, ei-los, ei-las. eis-me, eis-vos. Pode empregá-la à vontade em casos como os acima citados, que estará correto.

Já a palavra pode trazer problema por poder se apresentar em classes gramaticais diferentes: adjetivo, advérbio, substantivo. Como adjetivo pode significar solitário, isolado, ermo, deserto, desamparado. Exemplos: A Margarida sempre viveu só, Prefere lugares sós, no meio das montanhas, Meus vizinhos ficaram sós no mundo. Repare que o emprego de como adjetivo às vezes pode parecer surpreendente: A irmã era a  só alegria que Deus lhe deixou na vida. Dá para reparar que se trata de um emprego bastante elegante, que denota conhecimento do idioma. Como advérbio, isto é, como palavra invariável que modifica o adjetivo, o verbo e o próprio advérbio, o emprego de é amplo: Ela escolheu o rapaz só pela grande riqueza, Ele reclama, nunca colabora.

A palavra meio é igualmente perigosa pela possibilidade de induzir a erro de concordância, pois pode surgir como substantivo, adjetivo, numeral e advérbio. Justamente em virtude de poder apresentar-se em três classes variáveis, quando surge como advérbio pode haver confusão e engano. Como substantivo, o uso é bem claro: Os fins são mais importantes que os meios. Igualmente como adjetivo: O ator esboçou um meio riso. E mais ainda como numeral: Meia laranja vale mais que uma maçã. O perigo surge no emprego como advérbio. Observe esta frase que o povo diz com naturalidade no discurso coloquial: Eu estou meia cansada. Sendo nesta frase um advérbio, a norma padrão exige que meio não se flexione: Eu estou meio cansada. Muito cuidado, portanto.

E cuidado com a palavra bastante quando usada como adjetivo. O povo costuma senti-la como advérbio e não a flexiona, o que está em desacordo com a norma padrão. Nunca escreva, portanto, A  Polícia tem bastante provas contra o político. Bastante, nesse exemplo, é adjetivo e tem de seguir o substantivo em sua flexão: A Polícia tem bastantes provas contra o político.

Percebeu? Saber empregar muitas palavras como estas é fundamental para ter um bom discurso.

 

Acentuação: sempre é bom lembrar

April 12th, 2016

 

É claro que você já assimilou as regras de acentuação do acordo ortográfico, pois o assunto é muito focalizado nas aulas do terceiro ano do ensino médio e nos cursos preparatórios. Mas não custa lembrar, de vez em quando, alguns casos específicos que podem ter passado despercebidos ou que você acabou esquecendo. Não precisa ficar decorando regras, mas tão somente comparar os exemplos. Então, vamos lá:

 

1) Pôr, forma verbal, deve receber o acento circunflexo, para evitar confusão com por, preposição, que não se acentua. Exemplo: Paulo não quer pôr a cadeira no corredor, porque muita gente passa por ali.

2) Pôde, forma verbal do pretérito perfeito do verbo poder, recebe acento circunflexo, para evitar confusão com a forma do presente do indicativo do mesmo verbo: pode. Exemplo: Paulo não pôde levantar aquele tronco pesado, mas Otávio garante que pode.

3)      A forma verbal tem, presente do indicativo da terceira pessoa do singular, não precisa ser acentuada, mas a forma têm, presente do indicativo da terceira pessoa do plural, deve levar sempre o acento circunflexo. Exemplo: O menino não tem vontade de estudar, mas as irmãs dele  têm.

4)      Os verbos formados com base em ter apresentam diferentes acentos conforme estejam na terceira pessoa do singular do presente do indicativo ou na terceira pessoa do plural. Exemplos: O barril contém vinho e os tambores contêm combustível Um bom filme entretém bastante, mas os palhaços do circo entretêm muito mais. Este filtro antigo retém algumas impurezas da água, enquanto os mais modernos retêm uma quantidade maior.

5)      Assim como no verbo anterior as formas verbais da terceira pessoa do presente do indicativo do verbo vir também são destacadas pela presença ou ausência do acento circunflexo. Exemplo: Os professores vêm e vem igualmente o diretor.

6) O mesmo que ocorre com os verbos formados com base em ter acontece com os verbos formados com base em vir. Exemplo: Este fruto provém da América Central e aqueles provêm da África.

 

Percebeu as sutilezas da acentuação? É bom de vez em quando fazer uma recapitulação e uma comparação dos exemplos, para evitar equívocos. Afinal, o Vestibular Unesp Meio de Ano está chegando e, como vive dizendo o povo, cautela e caldo de galinha… Ou, num dizer mais prático: Seguro morreu de velho. Recapitule sempre.

 

Vestibular Meio de Ano está pertinho

April 12th, 2016

Você que ainda está ansioso por conquistar sua vaga, não tenha dúvidas. A Unesp não para. O Vestibular Unesp Meio de Ano está chegando. Serão 360 vagas distribuídas por nove cursos em cinco unidades da universidade: Agronomia ( unidades de Ilha Solteira e Registro), Engenharia Ambiental (Sorocaba), Engenharia Aeronáutica (São João da Boa Vista), Engenharia Civil (Ilha Solteira), Engenharia de Controle e Automação (Sorocaba), Engenharia de Produção (Bauru), Engenharia Elétrica (Ilha Solteira), Engenharia Mecânica (Ilha Solteira).

Se ainda não está bem informado, observe que o Vestibular Meio de Ano oferece cursos da mesma qualidade que os do final do ano, com a diferença de se tratar de cursos cuja criação fez com que o início fosse na metade do ano, em virtude da política de aumento da oferta de vagas pela Universidade. Por isso mesmo, se algum dos cursos acima corresponde a seu objetico de ensino superior, não vacile, faça sua inscrição de 11 a 29 de abril e continue se preparando para fazer a primeira fase do vestibular a 15 de maio e a segunda fase nos dias 11 e 12 de junho.

O Vestibular Meio de Ano apresenta o mesmo tipo de provas dos vestibulares da Unesp, sempre elaborado por equipes muito competentes, que têm como objetivo verificar os conhecimentos do candidato, evitando qualquer possibilidade de surgimento de questões que extrapolem tais objetivos e criem dificuldades desnecessárias. Trata-se de um vestibular que comumente recebe elogios dos professores, candidatos e críticos especializados.

Outro aspecto pode ser aqui apresentado no que diz respeito ao esforço das universidades públicas em aumentar cada vez mais sua oferta de vagas. Desde a década de oitenta do século passado tais universidades vêm incrementando sua oferta, no sentido de contemplar cada vez mais candidatos. Trata-se de um esforço realmente gigantesco, que teve como um dos efeitos, em muitos casos, quase a duplicação do número de vagas ofertadas pela instituição.

Não tenha dúvidas, portanto. Na Unesp e em outras universidades públicas, os chamados vestibulares de inverno oferecem cursos com a mesma qualidade de formação que os oferecidos nas datas tradicionais dos vestibulares, com os estudantes recebendo todas as condições de estudo, pesquisa, estágios e possibilidades de especializações em instituições estrangeiras com as quais a Unesp mantém convênios. Você se orgulhará de ser um profissional formado pela Unesp.

Como diz o povo, em sua habitual sabedoria, mande ver, estude com afinco e prepare-se para conquistar sua tão sonhada vaga numa das melhores universidades do Brasil e do mundo.

 

Anglicismos: um problema?

April 12th, 2016

Os empréstimos de palavras de uma língua a outra sempre foram comuns. No português, por exemplo, há palavras de origem árabe, francesa, de línguas africanas e de línguas  indígenas, para só falar em algumas. Tais empréstimos nunca causaram problema, pois foram ocorrendo ao longo da história  e a maior parte dessas palavras incorporadas ao idioma.

Na atualidade, porém, muitos puristas (purista é o estudioso que prefere a língua “pura”, isto é, sem contaminação de outras pelo empréstimo de vocábulos) se declaram horrorizados pela presença cada vez maior de anglicismos, isto é, vocábulos originados da língua inglesa. Já houve até ministro a defender a pureza da língua, dizendo que qualquer vocábulo estrangeiro pode ser melhor traduzido por vocábulos da própria língua portuguesa. Na verdade, tal afirmação é uma balela, pois não há como impedir essa entrada de vocábulos ingleses em nosso vocabulário. Por quê? Por uma razão muito simples: os vocábulos não vêm sós, surgem acompanhando os objetos que nomeiam. E países de língua inglesa, como Estados Unidos e Inglaterra, caracterizaram-se desde o último século como grandes produtores de tecnologia. Os vocabulários dos diferentes produtos da tecnologia são fornecedores de grande número de vocábulos para todas as outras línguas, não havendo como alterar esse fluxo, sob pena de cair no ridículo, como caíram alguns políticos que tentaram criar leis para impedir tais empréstimos. Imagine você substituir, por purismo, site por sítio. Horrível, não é? E assim também tentar substituir show, que já está aclimatado, por forma aportuguesada, como xou. Ainda mais horrível! É melhor aceitar a realidade e aproveitar a profusão de vocábulos referentes às novas noções. Podemos dizer, por exemplo, sem susto, web, net, rede, internet, etc. etc. Em alguns casos, aproveitando a solução do uso oral, podemos escrever pecê, cedê, devedê, como também PC, CD, DVD. O Blogueiro prefere as três primeiras formas, já vocabularizadas. É preciso também entender que a língua inglesa se tornou uma língua internacional, razão por que muitos dos seus vocábulos são adotados em boa parte dos países. Delivery, por exemplo, pode ser entendido em quase todos os países, não precisando, neste caso, ser traduzido para entrega a domicílio. Qualquer turista em qualquer parte do mundo entenderá perfeitamente o que significa delivery como um vocábulo que já se internacionalizou.

E como fica essa questão para quem escreve? A atitude purista não tem mais grande justificativa num  planeta caracterizado pela globalização, em que a língua inglesa se tornou elemento de comunicação internacional. É preciso apenas acautelar-se para não abusar dos termos ingleses. Sempre é possível  evitar o uso excessivo dos anglicismos, reduzindo-os ao mínimo. Mas sem buscar soluções ridículas. Ninguém pode ser penalizado numa redação por usar termos como site, blogue, web, show, internet. Em resumo: aceitar a realidade como ela é não põe ninguém em situação ridícula. O ridículo surge do purismo que tenta agir contra a maré dos fatos reais e corriqueiros.

Pense nisso.

 

Blogunesp: estenda seu repertório

March 22nd, 2016

Se você acompanha o BlogUnesp há um bom tempo, sabe que os artigos aqui postados têm como objetivo estender o repertório do candidato não apenas para o vestibular, mas para o domínio futuro de habilidades, conhecimentos, interpretação de textos e norma padrão. Cada pergunta de vestibular representa um desafio em termos de interpretação (muitas vezes de decifração). Assim, quem é capaz de entender com razoável facilidade questões de provas de vestibulares e de quaisquer concursos é capaz também de interpretar com razoável facilidade textos de maior extensão. Os artigos postados no BlogUnesp têm, entre outros, este objetivo.

Quanto à questão da norma padrão, o Blogue procura segui-la permanentemente, sabendo quão importante instrumento será para o estudante em exames e por toda a vida. É claro que o Blogueiro, ciente de que escreve para jovens, dá-se ao luxo de fazer muitos trocadilhos com formas populares e eventualmente gírias, sem no entanto descambar para um discurso descuidado da norma.

A extensão do repertório do candidato não fica, porém, apenas no domínio da norma padrão, mas diz respeito aos assuntos, temas e conteúdos das disciplinas. O Blogueiro, que passou por tudo o que passa o candidato, sabe que componentes explorar para a assimilação de detalhes ou pormenores que não se aprendem na escola, pelo ensinamento frontal e direto, mas na vida prática e na atividade profissional. A leitura costuma ser o mestre definitivo de todo aquele que se interessa por continuar aprendendo e aperfeiçoar permanentemente sua capacidade de assimilar componentes formais e empregá-los em descrições, exposições e argumentações. Quer um exemplo no que diz respeito ao domínio da língua portuguesa? Se você ler com atenção o primeiro parágrafo deste artigo, verificará que nele aparecem a forma verbal estender (que no título se flexiona como estenda) e o substantivo extensão. Observou bem os detalhes do s e do x? Muita gente comete o erro de escrever “extender”, pensando em “extensão”, ou até mesmo grafar “estensão”, pensando em “estender”. Os professores não se cansam de repetir a explicação, indicando as formas ortograficamente corretas, mas, na verdade, a melhor maneira de fixar o conhecimento é na leitura habitual. O Blogueiro, por essa razão, trata de semear exemplos semelhantes ao longo de seus artigos, sabendo que, pela repetição, o estudante irá aumentando cada vez mais seu repertório ortográfico sem precisar ler tratados sobre esse assunto.

É esta, portanto, a lição de hoje: só se adquire um repertório sobre qualquer assunto fazendo leituras repetidas de textos sobre esse assunto. Nos tempos atuais, os estudantes têm facilitada esta tarefa pelo socorro à internet e numerosos sites que se dedicam ao aconselhamento sobre o bom desempenho em vestibulares.

Sintetizando: com todas estas fontes à disposição, blogues, sites, redes sociais, etc., etc., só não forma repertório sobre as formas e conteúdos das disciplinas de exames vestibulares quem não quer. Não acha que já é hora de querer?