Fazendo umas perguntinhas só para testar

July 21st, 2016

Algumas vezes você pensa que sabe, mas não sabe. Isso vale para todas as matérias. De tanto estudar, você acredita que sabe certos conteúdos, mas, na hora H, realmente não sabe. Se cair nalguma prova, descobre, aborrecido, que deveria saber, que poderia saber, que saberia, se tivesse estudado mais.

Não se acuse nem se iluda, você poderia até saber, mas não fixou na memória por não ter usado o método adequado.

Há métodos modernos de fixação de dados na memória. Este artigo, porém, vai explorar um método bastante antigo e eficiente: estudar com base em perguntas e respectivas respostas. O Blogueiro vai colocar um questionário com cinco perguntas, para que você verifique se realmente conhece. Se responder diretamente a todas as perguntas e não tiver dúvidas, parabéns, você conhece mesmo. Mas, se não conseguir apresentar de imediato as respostas, trate de verificar em suas apostilas. Vamos exemplificar com o discurso em língua portuguesa, que é a base de todas as provas:

 

1 – Pode apresentar de imediato três exemplos de emprego de porque e três de emprego de por que?

2 – Na frase Eu me penteio, qual a função sintática do me?

3 – O vocábulo senão pode ser substantivo. Dê um exemplo numa frase.

4 – Crie um exemplo de cujo como substantivo e explique o significado.

5 – A marcação do a com acento grave em Assisti à sua apresentação é obrigatória?  Haveria outra possibilidade? Explique.

 

Se você for capaz de resolver estas questões sem vacilar, está preparadíssimo. Se não souber uma ou outra, trate de verificar. Se não souber a maioria, estude um pouco  mais.

A internet está cheia de sites que apresentam questionários sobre as diferentes matérias. Mas não precisa ser necessariamente da internet. Em apostilas e livros antigos encontramos também muitos questionários. O Blogueiro já se preparou muito bem para concursos estudando em livros antigos comprados em sebos. Cada livro, na verdade, tem um foco diferente, particular de seu autor, sobre a matéria. E esse foco diferente muitas vezes resolve problemas que as apostilas e livros novos não resolvem. Foi num desses livros antigos, desprezados nos sebos, que o Blogueiro encontrou o melhor conceito de substantivo próprio. Os livros novos enrolavam, enrolavam e não apresentavam conceito aproveitável.

É isso aí. Aplique o mesmo método a todas as matérias. Invente perguntas e responda adequadamente. Ou responta a questionários de sites, livros e apostilas. De  perguntinha em perguntinha, você fixará boa parte dos conteúdos. Será uma ajuda e tanto, pode crer!

 

Leia de verdade

July 18th, 2016

Professores de ensino médio e de cursinhos preparatórios sempre dizem a você para ler, ler muito. E sugerem, além de textos literários, artigos de jornais e revistas como boas fontes para sua leitura.

Certo? Certo. Mas é preciso fazer ressalvas. Dizem alguns que a leitura leva a aprender vocabulário. Certo? Nem tanto. Não é a leitura que faz aprender vocabulário, mas como essa leitura é feita. Encontrar vocábulos difíceis no texto que se lê é algo normal e positivo. Mas se torna positivo se o leitor procura na hora o significado desses vocábulos. Passar por alto não ensina significados a ninguém.  Justamente por isso não se pode falar em aprender vocabulário sem um dicionário à mão ou sem um dicionário eletrônico no computador ou celular ou tablet.

O vocabulário do idioma é constituído por milhares e milhares de vocábulos. E aumenta sempre. Nunca paramos de encontrar vocábulos novos, inclusive aqueles que a terminologia das diferentes ciências e disciplinas vai criando. Além disso, temos a ilusão de conhecer um vocabulário muito rico, quando, na verdade, dominamos bem menos do que imaginamos. Por isso, temos de sempre estar aprendendo significados de vocábulos que surgem de repente em textos.

Até mesmo na linguagem oral podemos aprender novos vocábulos, desde que apliquemos o mesmo método de consultar o dicionário. O Blogueiro recorda sempre o dia em que, ao conversar com um jardineiro humilde que plantava grama em seu jardim, ouviu daquele homem de poucos conhecimentos uma frase que o deixou perplexo. O jardineiro examinava uma mudinha de grama e verificou que estava toda murcha e amassada. Olhou para o Blogueiro. mostrando a muda, e disse: Que pena! fanadinha, fanadinha! O Blogueiro concordou com um aceno de cabeça, escondendo a surpresa de não saber o que significava fanadinha e ter vergonha de perguntar ao jardineiro.

Quando chegou em casa, a primeira coisa que fez o Blogueiro foi consultar um dicionário, para ver o que significava aquela palavra que pareceu tão bela e tão delicada na boca daquele humilde trabalhador. E descobriu que fanado significava “murcho, emurchecido, quebrado”. E mais descobriu, com aquele exemplo, que podemos aprender vocabulário com as pessoas do povo, humildes, não havendo razões, portanto, para nos considerarmos melhores por dominar mais conteúdos que essas pessoas do povo.

É isso aí. Além de apenas aumentar seu vocabulário, verificar os significados de vocábulos é uma das formas de adquirir conhecimentos novos. É exatamente isso o que significa ler de verdade, consultando de imediato um bom dicionário para verificar o sentido de vocábulos cujo significado não se conhece. Vale dizer: apenas passar os olhos sobre as palavras não é suficiente, ler de fato não é um milagre, as palavras não entram em nossa mente por um passe de mágica, mas são buscadas por nós ao longo de qualquer leitura.

Compreendeu? Leia, portanto, mas leia de verdade. E não se surpreenda se um jardineiro disser, um dia, que aquela muda de planta está fanadinha! fanadinha!

 

Chegando. E muito bem chegado

July 8th, 2016

Os estudantes de hoje têm ampla vantagem em relação aos antigos. Estamos na era da internet, em que as informações são encontradas facilmente via computadores.  Qualquer pessoa interessada pode aprender a matéria toda de um curso simplesmente pesquisando na rede. Depende de sua capacidade e de sua determinação em aprender ou em atingir um objetivo, como, por exemplo, ser aprovado em vestibular. Antigamente o panorama era outro. Só se podia aprender na escola ou em livros, que muitas vezes eram caros, outras raros. Mesmo assim, havia quem conseguisse aprender pelo esforço pessoal na leitura de livros difíceis de entender e, por vezes, mais difíceis de encontrar.

Essa facilidade da era da internet pode ser, no entanto, ilusória e até perigosa. É tão profusa a quantidade de informações na web, que nem sempre está garantida a qualidade. A internet despertou nas pessoas a vontade de comunicar-se e compartilhar dados e experiências. Você mesmo já observou que, por vezes, o material fornecido pelos numerosos sites apresenta incorreções e equívocos. Isso é muito perigoso para quem precisa de conhecimentos adequados sobre determinados conteúdos ou temas. Por isso, é preciso também cuidado com a rede. Nem tudo o que anda por ela está correto. Como diria o povo: Nem tudo o que cai na rede é peixe.

A solução é fazer um confronto entre os dados obtidos, eliminando as más fontes. Há, porém, sites muito bem elaborados e embasados teoricamente que podem permitir bons conhecimentos sobre o que se procura.

Tudo somado, a vantagem fornecida pela internet é incontestável. Você pode obter todos os conhecimentos relativos ao ensino médio, por exemplo, num site ou numa série deles. Depende de sua determinação em aprender. Por outro lado, a educação a distância ministrada via rede leva a escola até você, com a grande vantagem de poder repetir aulas e exercícios o quanto desejar ou considerar necessário para a fixação dos conhecimentos.  Parece que a escola vai se tornando aos poucos, em vez de um edifício que se frequenta nem sempre de boa vontade, um compartimento virtual a ser acessado de sua própria casa em qualquer momento. Vale dizer: no passado, o estudante ia à escola; em parte no presente e inteiramente no futuro, a escola irá ao estudante. Isso vale para qualquer patamar do ensino, do primeiro ao segundo grau e da própria universidade. As idas à escola, esporadicamente, servirão apenas para as avaliações de conhecimentos adquiridos pela rede.

Isso é bom? Claríssimo que é. Esse novo sistema de educação a distância permitirá, com maior facilidade, separar o joio do trigo, vale dizer, premiar o estudante mais aplicado em seus estudos. E fará isso, com certeza, muito mais adequadamente que a escola tradicional, pois eliminará o fator da premência do tempo (calendário fixo no ano) e os problemas pessoais que muitas vezes são insuperáveis na escola. E acabará sendo, nessa linha de pensamento, também mais democrático, pois permitirá oportunidades semelhantes a todos os estudantes.

Você com certeza se lamentará por perder essa boa fase futura. Nada disso. Em parte, ela já está aí, e se você tiver muita dificuldade em obter aprovação, acione logo todas as possibilidades que já estão disponíveis na rede.

O futuro está chegando. E, ao que parece, muito bem chegado.

 

Não dê bola para as analogias. Leia o dicionário

July 7th, 2016

Você, que faz questão de não cometer errinhos triviais, deve tomar bastante cuidado com as analogias, vale dizer, com os lapsos causados por semelhanças entre palavras. Em concursos ou provas, qualquer que seja a matéria, é bom estar sempre alerta para essas semelhanças indutoras de equívocos. Alguns exemplos fornecidos por Rodrigo de Sá Nogueira: você sabe que se deve falar e escrever contrariedade (de contrário) , variedade (de vário), arbitrariedade (de arbitrário), seriedade (de sério), notoriedade (de notório), casualidade (de casual), barbaridade (de bárbaro), hilaridade (de hilário), paridade (de par), pluralidade (de plural), etc. Claro que sabe. Mas, talvez mesmo por saber, algumas vezes pronuncia e escreve hilariedade erradamente em lugar de hilaridade, ou também singulariedade em lugar de singularidade.

Aqui muitas vezes entra a analogia, que faz os candidatos cochilarem. E os corretores de provas sempre estão ávidos por encontrar cochilos. Candidatos distraídos são hábeis em fornecer exemplos, pois, em vez de escreverem espontaneidade, contemporaneidade, momentaneidade, extemporaneidade, idoneidade, que são as formas corretas, escrevem espontaniedade, contemporaniedade, momentaniedade, extemporaniedade, idoniedade, que são formas erradas. Muito cuidado, portanto. É bom dar uma verificada na grafia destas palavras. E de outras que o Blogueiro for recomendando. A língua portuguesa é bela e rica, mas a analogia pode estragar tudo numa prova.

E não esqueça dos seguintes significados menos usuais de cinco palavras acima apresentadas como exemplos:

 

Espontâneo = sem premeditação, sem preparo, sincero

Vário = variado, diverso, diferente

Extemporâneo = que ocorre fora do tempo, inadequado ao tempo, inoportuno

Notório = conhecido por todos, público, manifesto

Hilário = engraçado, que causa riso, que produz alegria

 

Percebeu? Língua é questão de forma e de conteúdo. É preciso dominar esses dois planos para ter um bom discurso. Estude bastante. Mande ver.

 

A vida não para. O vestibular também

June 30th, 2016

Você, que acaba de fazer o Vestibular Meio de Ano da Unesp, deve estar eufórico com a possibilidade de obter sua vaga, mas, ao mesmo tempo, preocupado que isso não aconteça. Nenhum problema. No final de ano a Unesp oferece seu vestibular 2017 e você terá nova chance, além, é claro de outros exames que venha a fazer. O povo costuma dizer que a vida não para nunca, o que é absolutamente verdadeiro. No caso dos vestibulares, a própria evolução e desenvolvimento das universidades públicas conduziu a esse fato: as possibilidades de passar são muitas, em virtude do aumento permanente da oferta de vagas, fruto do crescimento populacional e do desenvolvimento do país.

Tenha esperança, por isso, mas é claro que não se pode parar. Nesse período de espera, é tratar de continuar estudando, com base na análise das próprias provas prestadas. Vale a pena, agora, verificar suas fraquezas (todas as pessoas as têm) e investir na recuperação. A aprovação em exames de concursos públicos e de vestibulares depende frequentemente de uma fração de nota, e é por isso que você deve insistir em eliminar seus pontos fracos. Observe bem o que errou em conteúdos de Matemática, Física, Química, História, Filosofia, Geografia, Biologia, Língua Portuguesa, Redação, Língua Inglesa. Se apresentar muitos pontos fracos, não se desespere. Ao contrário, pense positivamente do seguinte modo: quanto mais pontos fracos, maiores as possibilidades de, pela revisão e recuperação dos conteúdos, obter maior nota no final do ano.

Esse modo de pensar positivo tem relação com o fato de a Unesp apresentar um vestibular sempre equilibrado, com questões bem ponderadas, sem dificuldades excessivas. Uma revisão de conteúdos, portanto, pode trazer para você os pontinhos faltantes no caminho de uma bela aprovação. Sua vaga será questão de um pouco mais de esforço.

Nesse trajeto, reforce ou reveja sua opinião sobre a importância da Língua Portuguesa. Por assim dizer, ela é a rainha de todas as disciplinas, justamente porque em todas você a empregará. Dominar o idioma, portanto, é munir-se de uma arma muito potente em qualquer atividade que você venha a ter a partir de agora, do vestibular ao curso universitário e à sua profissão futura. E quando se fala em Língua Portuguesa, fala-se em norma-padrão. Esta tem de ser dominada por vocè, para lhe servir de ascensão social e desenvolvimento profissional. E não adianta dizer “É, mas eu não tenho muita afinidade com Língua Portuguesa.” Claro que tem. Em algum momento de sua vida estudantil você botou na cabeça que era fraco no emprego da língua. Mas isso foi um mero engano, talvez um palpite mal dado por algum colega a respeito. E você, ingenuamente, acreditou. Foi um equívoco. Todos falam, todos escrevem, todos têm afinidade com o uso do idioma. E agora chegou a hora da verdade, porque você não pode simplesmente abrir mão de um instrumento tão poderoso.

Vá em frente, portanto, dedicando especial atenção à sua comunicação nas provas. Um bom conselho, para começar, é fazer uma revisão e fixação do vocabulário de todas as disciplinas, da Matemática à Biologia. O vocabulário transporta os conteúdos e conceitos fundamentais de cada disciplina. Fazer uma revisão periódica, deste modo, é reestudar uma disciplina em seus aspectos essenciais.

É isso aí. A vida não para. Não pare você também.

 

Agarre sua vaga!

June 11th, 2016

Você já sabe que o Brasil enfrenta talvez a sua maior crise econômica de todos os tempos. Sucessivos governos um tanto desastrados fizeram com que o país perdesse parte substancial de sua economia durante muito tempo e com grande esforço produzida, levando praticamente o povo todo a descrer de soluções salvadoras, com os empresários e investidores perdendo quase toda a esperança numa recuperação imediata das finanças brasileiras.

É claro que deve saber,  pois este poderá até ser um dos temas de provas de vestibulares e concursos em geral. Pior: os próprios concursos de acesso a cargos públicos estão sendo adiados, de modo que o melhor mesmo, na maioria dos casos, é o trabalho autônomo e o empreendedorismo.

Você, deve, aliás, também conhecer este dado: no momento, são mais de onze milhões de desempregados ao longo de todo o território nacional, porque as empresas não estão conseguindo vender seus estoques e começaram a reduzir sua produção, para evitarem a falência. Entre esses onze milhões, existem muitos indivíduos formados por universidades, que perderam seus empregos e agora não conseguem encontrar  vagas condizentes no mercado.

E agora? Que fazer? Sendo um momento tão grave para a economia nacional, é preciso olhar para o futuro com muita confiança e a certeza de que será necessário bastante esforço para você, uma vez formado, ingressar nesse mercado de trabalho e de produção com certeza de que tudo dará certo, pelos seus méritos.

Você sabe de tudo isso, por certo. E sabe que quanto antes começar, mais chances terá de vencer. É neste ponto que surge um alerta do Blogueiro: cuidado! não desperdice oportunidades, o momento é grave demais para escolhas excessivamente exigentes;

Esse alerta surge exatamente às vésperas dos chamados vestibulares de inverno, que as universidades oferecem na metade do ano. Muitos candidatos, julgando que passaram com certa facilidade, deixam de assumir suas vagas e partem para os vestibulares de fim de ano, imaginando que irão conseguir passar também. O problema é que a concorrência, em termos de números de candidatos, é muito grande no final do ano, tornando-se muito mais difícil receber aprovação. Se isso acontecer, o candidato desprezou uma grande oportunidade no meio do ano. E por quê? Simplesmente porque julga que os cursos oferecidos por universidades públicas no meio de ano são inferiores aos de final de ano. Trata-se de um engano que pode tornar-se lamentável. Os cursos dos vestibulares de inverno pertencem às mesmas universidades  dos de final de ano. A única diferença é que os de meio de ano apresentam menos concorrentes, o que torna mais fácil receber aprovação.

Não brinque em serviço, portanto. Se passar no meio de ano, agarre sua vaga e faça seu curso. O Brasil não pode esperar. Você não pode esperar. O momento de crise exige profissionais que sabem o que querem e estão dispostos a mergulhar a todo vapor no mercado de trabalho, com muito empenho e novas ideias, dispostos a demonstrar que é possível fazer das crises aliadas para as mais brilhantes soluções.

Agarre sua vaga e assuma seu futuro, que o espera com oportunidades que, talvez, nunca mais se repetirão do mesmo jeito.

Boa sorte e boa prova!

 

Uma prova limpa

June 2nd, 2016

Você já deve ter participado de discussões sobre a forma de apresentação de uma prova discursiva de concurso ou de vestibular. E, por certo, tem sua opinião formada a respeito. O Blogueiro também.

Muitos candidatos julgam que a apresentação da prova tem tudo a ver com o correto, não necessariamente com o limpo e organizado. Trata-se de uma opinião um tanto suspeita, porque a apresentação da prova é também uma espécie de resposta que se dá ao elaborador e à banca corretora. Uma prova cheia de garranchos e riscos de correção não é lá algo que se possa considerar organizado.

Na verdade, o ideal de uma prova discursiva, bem como de redação, é apresentar-se com respostas diretas, enxutas, que denotem não apenas um raciocínio surgido do conhecimento e da análise, mas também a expressão desse raciocínio em texto escrito, estruturado, claro. Por isso mesmo, prestar uma prova discursiva implica também certa estética, entendido que esta surge de um plano, de uma preparação da resposta para que, além de acertada, facilite sua interpretação à banca de correção.

Há, portanto, não apenas técnica, mas também um pouco de arte no responder discursivamente.

Ora, respostas cheias de borrões e riscos de correção contrariam todo esse esforço pela estruturação do texto, podendo até prejudicar a clareza necessária para um julgamento positivo. “Sim, mas eu sempre fiz desse jeito e os professores sempre aceitaram!” dirá um candidato. É possível, mas a prova de concurso ou de vestibular é um momento único, uma oportunidade única. Procurar fazê-la com o máximo de capricho possível é um componente positivo a mais.

E como evitar esses problemas? Simples, como sempre se fez nas redações. Encontrada, no raciocínio, a resposta adequada, organizar e reorganizar mentalmente o modo de apresentá-la, procurando, de certa forma, visualizá-la, para evitar que, na hora de escrever, haja arrependimentos, lapsos, deslizes que tenham de ser eliminados com riscos, rabiscos, garranchos, parênteses, etc., etc. Neste sentido, uma resposta correta pode ser até inviabilizada pela confusão provocada por esses sinais de arrependimentos e erros.

Não brinque em serviço, portanto. Uma prova limpa, enxuta, é o que se espera de alguém que pretende acesso a um curso universitário.

Se você tem a mesma opinião do Blogueiro, ótimo. Se, porém, discorda, julgando que o importante são as respostas, e não os riscos e rabiscos, repense um pouco essa concepção, tomando por base que apresentações desse tipo valem como rascunho, não como texto acabado e perfeito. O melhor é pensar um pouco mais sobre o texto de cada resposta e apresentá-la com capricho em termos de técnica e de estética.

Faça uma prova limpa, sem enigmas a serem decifrados pela banca de correção, e nunca se arrependerá.

 

Cuidado com seu eixo de antipatias!

June 1st, 2016

Você não deve ser desse tipo de candidato que acredita que suas disciplinas favoritas bastarão para ser aprovado. Nada disso! O vestibular e qualquer concurso que venha a fazer no futuro, depois de formado, requerem o máximo de pontuação. Por vezes, pode ser exigido um mínimo de pontos para certas disciplinas, mas isso é apenas uma questão de regulamento, que, mal compreendido, pode levar um candidato ao fracasso.

Na verdade, a aprovação vem pelo conjunto, e não por qualquer das partes. A experiência do Blogueiro ensina, nesse caso, que aceitar o mínimo de notas em determinadas disciplinas, “só para constar”, é o pior que se pode fazer. São justamente as disciplinas em que se tem mais dificuldade que devem ser tratadas com maior carinho e atenção durante os estudos. “Não gosto de filosofia. Vou apenas quebrar o galho”. Decisão errada. Se considerar que muitos outros pensam como você, entenderá que está aí um bom caminho para a aprovação, desde que retire a aversão pela disciplina e estude para valer, com o objetivo de acertar todas as respostas.

É até uma questão de esperteza: “Se muitos vão mal em determinado ponto, vou estudar com muito mais afinco, para ir bem.” Deste modo, você conseguirá tranformar fraqueza em força. Além disso, remando contra sua própria maré, poderá vir a gostar do processo e aplicá-lo no futuro. Um exemplo: o candidato não gosta da língua inglesa e estuda apenas para “quebrar o galho”. Se segue o conselho e passa a estudar com mais atenção, acaba descobrindo que o inglês não é tão “chato” assim e que lhe será muito útil no futuro. Afinal,  é hoje uma língua universal e quem a domina abre caminhos promissores, qualquer que seja a profissão. O mesmo se pode dizer, por exemplo, de matemática,  física, química, português e filosofia, esta última, aliás, uma disciplina encantadora, por nos levar ao prazer do amor à sabedoria.

Um vestibular, portanto, não é uma “provinha”, é uma avaliação de capacidade e de possibilidades, tanto para a universidade, quanto para o próprio candidato. E um modo de o candidato provar a si mesmo que pode superar obstáculos aparentemente intransponíveis. Os grandes homens mostraram que eram grandes homens justamente por se revelarem capazes daquela teimosia de enfrentar e superar o impossível, de obter resultados onde outros desistiram e fracassaram.

Deste modo, não tenha você também hesitação em transformar seus pontos fracos em fortes, olhando com carinho para os conteúdos que detesta e passando a estudá-los e entendê-los. Seja teimoso como os grandes homens. Não deixe que certas disciplinas venham a derrotá-lo apenas porque tem ojeriza por elas.

Frequentemente, a vitória é resultado da transformação de nossas fraquezas em força pela inversão do eixo das antipatias. Isso vale para o vestibular e para a vida. Comprendeu?

 

Redação na segunda fase

May 24th, 2016

Passada a primeira, prepare-se agora para a segunda fase do vestibular Meio de Ano da Unesp, que vai chegar, como sempre, com uma organização bem balanceada, sem surpresas e sobretudo sem invencionices na observação da lista de pontos.

Considerando, assim, que as provas de vestibulares e concursos da Unesp não oferecem problemas, pense a partir de agora apenas em eliminar aqueles que você mesmo pode criar, tanto na hora da prova, quanto em sua preparação. Escrever, já disse mais de uma vez o Blogueiro, não é magia, é trabalho consciente e bem informado.

Muitos candidatos acreditam ainda em métodos milagrosos, em estratégias de última hora para tirar uma boa nota. Puro engano. Não é à toa que passamos boa parte dos ensinos fundamental e médio praticando redações. Tentam os professores fazer cada estudante entender que a redação é uma ferramenta para ser utilizada com proveito por qualquer profissional formado em universidade. Observe, a este respeito, que o computador e outros aparelhos eletrônicos vieram substituir com vantagem muitos instrumentos de trabalho utilizados tracicionalmente, em especial nas áreas gráficas e no cálculo. Não conseguiu, porém, substituir a capacidade de produzir textos. Pode ser usado para digitá-los, mas nunca para produzi-los. Disto vem a importância do saber redigir.  Numa produção de texto, diante do papel em branco, não são os chips que trabalham, mas nossa mente, nosso raciocínio, nossa imaginação, nossas emoções e sentimentos.

Em tudo isso, será importantíssima a experiência, o repertório cultural, o conhecimento científico, a informação sobre atualidades. O melhor método de redação fracassa se não encontra em nossa mente o alimento necessário. Ora, como nos vestibulares e concursos em geral se pedem redações de caráter dissertativo, temos de nos preparar muito para produzi-las. O melhor caminho, dizem todos os professores de redação, é criar pelo menos um texto por dia, aproveitando não apenas propostas de manuais de redação e de vestibulares anteriores, mas focalizando também temas da atualidade. Só se aprende a escrever, escrevendo, dizia um velho professor, e estava certíssimo nesse conselho. É pela prática constante que chegamos ao domínio de qualquer atividade.

Percebeu? Escrever textos que mereçam ser premiados com boas notas em qualquer prova de português não é uma dádiva recebida dos deuses. É preciso liberar o raciocínio, soltar as rédeas da imaginação, acionar o repertório cienfífico e cultural. Nenhum escultor nasceu esculpindo, nenhum pintor nasceu pintando. E você não nasceu escrevendo. Esculpir, pintar, escrever, além de talento natural, pedem prática, longa e dedicada prática para consolidar-se.

Quer ser um bom escritor, um ótimo produtor de textos? Quer, sim. Então escreva, escreva, escreva, escreva…

 

Últimos lembretes

May 24th, 2016

Além dos problemas gramaticais, do vocabulário e dos critérios de coerência que você preparou para se dar bem tanto na leitura, quanto nas respostas das questões de suas provas, existem muitos detalhes que ainda podem servir para evitar cochilos na resolução dos enunciados propostos. Isso porque o idioma não é feito apenas de regras gramaticais, mas também e, talvez principalmente, de uma lógica interna que, nas provas objetivas, por exemplo, você aplica na leitura dos enunciados e das alternativas. É preciso, portanto, muito cuidado durante o processo de compreensão do que se pede em cada uma das questões.

Realmente, os conteúdos de nossa comunicação pela linguagem se espalham por mil e uma formas de dizer, por expressões típicas, frases feitas, provérbios e locuções. Trata-se, neste caso, de dominar ao máximo possível essa profusão de modos de dizer. Basta uma expressão interpretada erroneamente para que um enunciado, por exemplo, passe a significar algo muito diferente do que pretendeu o elaborador.

Assim, como parte de seus estudos de qualquer disciplina, nunca esqueça de estudar permanentemente essa riqueza de dizeres de que é feito o discurso. Quanto mais você dominar esse banco de dados, maior capacidade desenvolverá de compreender o que lê e mais certeza terá de que o que escreve não apresenta problemas capazes de inviabilizar suas respostas.

Um exemplo pode ser dado com a confusão, que até gente muito bem formada faz, entre pares de vocábulos como idoso e idôneo. Idoso significa “velho, de bastante idade, que tem muitos anos de vida”. Já idôneo não significa “idoso”, mas “que serve para alguma coisa, adequado a certa finalidade”; ou, tratando-se de pessoa, “que tem condições para exercer certos cargos ou realizar certas obras”. Note, aliás, que na atualidade costuma-se empregar idôneo com caráter ético, para indicar uma pessoa que tem condições morais de ocupar certos cargos ou de levar a cabo certas obras.

Percebeu como é importante a pesquisa permanente das formas de dizer no discurso? Observe esta outra: hoje são três. Embora algumas pessoas insistam em falar ou escrever hoje é três, a expressão mais adequada pela concordância é hoje são três. Todo o cuidado, portanto, porque o idioma está repleto dessas variações não justificadas. Uma delas, empregada erradamente, pode levar uma resposta certa ao erro.

Outro exemplo interessante, que leva a um erro crasso sempre penalizável em redações é o da locução por causa de. “Corri por causa do medo que tinha daquele bandido.” Esta é a forma correta. Está bastante disseminada, no entanto,  no discurso oral, já invadindo o escrito, a variante por causa que, vedadeiro absurdo expressivo que, como diz o povo, mistura alhos com bugalhos. Tome cuidado, portanto, em não empregá-la em suas respostas e na redação.

Valeu o conselho? Então trate de entender as formas de dizer no idioma como uma espécie de caixote cheio de peças de diferentes formatos. Com jeitinho, você saberá escolher e fazer a montagem correta de centenas de objetos. Mas, se desprezar essa possibilidade, o perigo de cometer lapsos de expressão aumentará muito. Valeu? O Blogueiro espera que sim.